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17 de fevereiro de 2013 - 22:37Fórmula 1, Memorabilia

Saudosas pequenas – Scuderia Italia

RIO DE JANEIRO - Há 30 anos, em 1983, Giuseppe Lucchini era um magnata da indústria do aço e além disso, um grande apaixonado por automobilismo. Em sua cidade natal, Brescia, ele fundou a Brixia Motor Sport (BMS), que começou suas atividades no World Touring Car Championship (WTCC), quando de sua primeira existência, naquela década.

BMS_Scuderia_Italia_logoQuatro anos mais tarde, ao abandonar o WTCC em conjunto com a Alfa Romeo, que na época alinhava o modelo 75, Lucchini decidiu por um salto no escuro, muito ambicioso: uma equipe de Fórmula 1. Nasceu então a BMS Scuderia Italia.

O projeto do primeiro carro do time foi entregue a um tradicional construtor italiano de chassis: a Dallara. Foi nas instalações da oficina de Gian Paolo Dallara que foi concebido o primeiro Fórmula 1 da Scuderia Italia, com base no modelo que a própria Dallara já fazia na Fórmula 3000 internacional. Com Vittorio Palazzani supervisionando as operações, o primeiro carro foi um projeto do argentino Sergio Rinland, no qual foi instalado o motor Ford Cosworth DFR V-8.

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Entretanto, como o primeiro bólido, batizado 188, não ficou pronto a tempo, o jeito para a Scuderia Italia foi cumprir a viagem para a primeira corrida no Brasil e tentar a classificação em Jacarepaguá com o Dallara F-3000 adaptado, o modelo 3087. Evidentemente que o piloto contratado, o italiano Alex Caffi, então com 23 anos, enfrentaria – como enfrentou – enormes dificuldades para passar da pré-qualificação, com 31 carros para 30 vagas nos treinos oficiais. Caffi fez o tempo de 1’46″442 – digno de Fórmula 3, diga-se – e não passou adiante para buscar uma vaga no grid.

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Em San Marino, correndo “em casa”, o Dallara 188 finalmente andou. Caffi largou em 24º mas sua corrida durou apenas dezoito voltas em razão de uma falha de câmbio. Até o México, o carro classificava do meio para o fim do pelotão e no Canadá, Caffi falhou a pré-qualificação pela segunda vez no ano.

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Porém, a partir daí, embora o carro não chegasse na zona de pontuação, houve evolução. Na temporada europeia, Caffi e o Dallara 188 começaram a aparecer em posições bem honestas no grid: 14º na França, 10º na Hungria e 15º na Bélgica, por exemplo. Ainda houve um 11º no grid da última corrida do ano, na Austrália.

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A Scuderia Italia “bateria na trave” para pontuar pelo menos em três corridas. Caffi foi oitavo em Detroit e na Bélgica, debaixo de chuva, e sétimo em Portugal, no melhor resultado dele no ano. Na corrida do Estoril, sua melhor volta foi 0″999 mais lenta, em ritmo de prova, que a da Ferrari de Gerhard Berger – uma mostra que havia potencial a ser explorado no projeto da Scuderia Italia.

Para 1989, a equipe decidiria por ampliar seu esquema para dois carros – mas isso é assunto para o próximo post, que vai ao ar nesta segunda-feira. Como diria o animador de auditório mais famoso do Brasil, “Aguardem!”

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