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22 de outubro de 2014 - 16:02Fórmula 1

Casa da Mãe Joana

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“Ninguém é de ninguém”: a Caterham fica sem comando a poucos dias do GP dos EUA, em Austin

RIO DE JANEIRO - A Caterham é o que podemos chamar, no popular, de Casa da Mãe Joana. É o que dá a entender a nova troca de comando do time dos carros verdes. A atual administração do time afirmou que as obrigações contratuais não foram cumpridas e que releases desfavoráveis teriam sido publicados contra a Caterham nas últimas semanas,

Desse modo, Colin Kolles e Manfredi Ravetto, que estavam à frente das operações do time, deixam oficialmente seus postos.

Cabe lembrar, também, que a Caterham anunciou o fim de suas operações na GP2 Series, em favor da Status Grand Prix, escuderia egressa da GP3, categoria que também faz parte da programação de diversos eventos de Fórmula 1.

O Grande Prêmio vai trazer mais detalhes a respeito nesta quarta-feira.

Pena a situação da Caterham. Quando apareceu como a “Lotus verde”, tinha pelo time tremenda simpatia. E das nanicas, parecia ter algum potencial. Infelizmente, a equipe virou nau sem rumo, Tony Fernandes caiu fora e o novo comando nada fez além de só piorar a situação.

Tenho pra mim que a equipe não sobrevive para a temporada 2015.

Confiram o comunicado expedido pelo time:

Em 29 de junho de 2014, Caterham Enterprises Ltd, Caterham (UK) Ltd e Sheikh Mohamed Nasarudin (vendedor) e seus acionistas Tony Fernandes e Datuk Kamarudin Meranun Bin celebrou um Contrato de Venda e Compra de Ações com Engavest SA (comprador) com relação ao 1Malaysia Racing Team Sdn Bhd / Caterham F1 Team.

Desde a data do acordo, o vendedor se recusou a cumprir com suas obrigações legais para transferir suas ações para o comprador. O comprador foi deixado na posição desagradável de financiar a equipe sem título legal para a equipe que tinha comprado. Isto está em total contradição com o comunicado de imprensa do vendedor, datado de 03 de outubro de 2014, que declarou que o Sr. Fernandes e seu grupo Caterham não tinha mais nenhuma ligação com a F1 Team Caterham.

Os administradores dos Caterham Sports Ltd. foram nomeados em nome do Export-Import Bank of Malaysia Berhad (Exim), um credor do Sr. Fernandes e do Grupo Caterham. O comprador não tem nenhuma ligação com o Exim. Caterham Sports Ltd foi uma empresa fornecedora da F1 Team Caterham. Infelizmente, a nomeação dos administradores teve efeitos devastadores sobre as atividades da equipe de F1. Desde a sua nomeação, os administradores lançaram várias declarações à imprensa que foram severamente prejudiciais para a gestão da equipe Caterham F1.

Depois de três meses de funcionamento do F1 Team Caterham de boa-fé, o comprador é agora forçado a explorar todas as suas opções, incluindo a retirada de sua equipe de gestão. Advogados foram instruídos pelo comprador para trazer todas as reivindicações necessárias contra todas as partes, incluindo o sr. Fernandes que, como proprietário, irá executar a operação de F1.

6 comentários

  1. Alvaro Ferreira disse:

    O último a sair apaga a luz!

  2. Fernando Lima disse:

    Esta dai já era….

  3. Vitão disse:

    difícil comentar todo o imbróglio sem ver os documentos, mas aparentemente o sr, Tony e o sheik tentaram obter dinheiro sem cumprir a sua parte. pena, masmo porque a equipe conseguiu o patrocínio da GE, que é fornecedora da empresa aérea do Tony – turbinas – , o que não é pouca coisa.

  4. Claudio Mourão disse:

    Quero deixar bem claro que, apesar dos boatos, eu não sou um dos novos donos da equipe.

  5. Fabricio disse:

    Pra mim Vitão, me parece o contrário. Venderam a equipe, com o compromisso dos novos donos arcarem com os custos anteriores e posteriores. E pelo que parece, como não fizeram os pagamentos aos credores, não receberam toda a papelada assinada. Aí, agora que a fábrica está sob intervenção, e efetivamente precisariam pagar para bota-la para funcionar a seu gosto, tiram o corpo fora com a desculpa de que não são realmente os donos da fábrica de F1, mas sim apenas da equipe de corridas. Ora bolas… que equipe de corridas não tem uma fábrica para produzir seus carros.
    Você, vendendo um carro, entregaria o documento de compra e venda assinado antes de compensar o cheque de pagamento? Foi isso que o Fernandez fez, ao não transferir a propriedade da fábrica, sem a confirmação dos débitos combinados.
    Tudo em que o Kolles aparece envolvido tem cara de trambique. Fez muito bem o Albers ao pular fora quando percebeu que a coisa não era séria.
    Parece até o tal negócio envolvendo a compra da Lotus ano passado, que se postergou por mais de 6 meses sem pingar um centavo na conta do vendedor, Gerard Lopez.
    Como os compradores parecem picaretas, a equipe agora deve fechar porque o Fernandez não deve botar mais dinheiro para conseguir vende-la. Apenas quitando as faturas pendentes. E com isso deve ser posta a venda também a fábrica de automóveis que só foi adquirida para dar nome ao time.

    Uma pena, pois foi o cara que pareceu o mais sério daqueles que se aplicaram para uma licença. Investindo em bons pilotos, estrutura, e contratações. Sempre teve o melhor carro das novas nanicas, e ainda tem. Mas infelizmente não vão conseguir suplantar a mágica feita pelo Bianchi em Mônaco.

  6. Marcos José disse:

    Acho que eles (Colin Kolles já tem a sua própria equipe e fábrica) queriam os carros e não a fábrica, este é a causa do problema. Kolles contava com os carros para manter a nome Caterham (para poder ter acesso ao dinheiro do mundial de construtores e assim em 2015 mudar o nome da equipe para Forza Rossa sem perder o dinheiro que a Caterham tem direito) até o final do ano mas Fernandez exigiu na venda que os compradores pagassem os credores da equipe e com tudo certo passaria a posse da venda da equipe à eles. O que tudo indica que os compradores não fizeram a sua parte no acordo e ainda tem a parte que a fábrica dos esportivos de mesmo nome passa por intervenção juridíca (já que ela presta serviços a equipe) prejudicando ainda mais o caso. O administrador juridico da fábrica (como não recebeu até agora o dinheiro do negócio, por isso que ele não liberou a equipe em pegar os carros na fábrica) achou melhor não permitir o acesso da equipe na fábrica, pois suspeita-se que alguns chassis não retornaram para a fábrica como era o esperado e firmado no acordo. Até revolverem isto a equipe provavelmente não voltará a correr na categoria.

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