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13 de outubro de 2014 - 18:56Motovelocidade

Fenômeno

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A alegria do bicampeão da MotoGP

RIO DE JANEIRO - Quatro títulos em cinco temporadas no Mundial de Motovelocidade. Dois deles na MotoGP, quebrando paradigmas. Nunca alguém tinha sido campeão tão jovem na principal categoria da modalidade sob duas rodas. E agora, bicampeão. Um ano depois de entrar para a história ao ganhar o campeonato de 2013 aos 20 anos e 266 dias, Marc Márquez deixa seu nome entre os maiores fenômenos da história do motociclismo ao conquistar mais um título mundial com a Honda RC213V.

Dessa vez, o piloto de Cervera, cidade da região de Lleida, não esperou muito para comemorar. Ganhou o título com antecedência de três provas e nem precisou da vitória para alcançar o sonhado título – foi 2º colocado no GP do Japão, disputado no circuito de Twin Ring Motegi, por sinal de propriedade da Honda. Os onze triunfos – dez deles consecutivos – nas catorze provas anteriores já haviam sido mais do que suficientes para que o #93 abrisse uma vantagem tão confortável a ponto de se dar ao luxo de errar no GP de Misano e terminar em 15º e errar de novo em Aragão para completar em décimo-terceiro.

Cabe lembrar que de todos os rivais, o único que venceu duas vezes até aqui foi Jorge Lorenzo, e isso nas duas últimas etapas – o que certamente deixa a briga pelo vice-campeonato bastante interessante. Valentino Rossi e Dani Pedrosa, que ganharam uma prova cada nesta temporada, estão empatados com 230 e Lorenzo tem 227. Os três foram coadjuvantes pra lá de luxuosos de um título que se desenhava antecipado desde que Márquez emplacou a deslumbrante sequência de triunfos nas primeiras nove provas do ano, quebrando também a marca pertencente ao mito Giacomo Agostini.

Nada indica que o fenômeno Márquez será derrubado de seu pedestal de #1 da Motovelocidade em 2015. Rossi, que é o maior nome da história recente das competições motociclísticas, estará com 36 anos e contando as corridas para a aposentadoria, embora esteja em boa forma física e muito competitivo. O carismático italiano, que já elegeu o espanhol da Repsol Honda HRC como seu legítimo sucessor, quer terminar sua gloriosa carreira saindo pela porta da frente. E nada melhor do que derrotar Lorenzo e Pedrosa nos pontos, sabedor que é da quase impossibilidade de bater Márquez em condições normais.

Os espanhóis que veem o compatriota começar uma trajetória vitoriosa na MotoGP arrancam os cabelos de raiva, especialmente o nada popular Pedrosa. Aos 29 anos, o catalão vê sua carreira na categoria reduzida a três vices e três terceiros lugares – que, longe de serem resultados ruins, são insuficientes para lhe dar uma taça que ele não ganha desde 2005. O marrento Lorenzo saiu-se bem melhor: bicampeão, merece crédito e dificlmente será contestado pelos fãs da modalidade. Mas também não deve estar nem um pouco satisfeito com o fenômeno Márquez.

Isto posto, a principal oposição ao que seria um tricampeonato igualmente histórico do espanhol da Honda em 2015 virá mesmo dos seus três rivais de 2014. Nem Ducati e muito menos Suzuki e Aprília, que regressam no próximo ano, parecem ter possibilidades de fazer qualquer um de seus pilotos uma notória “zebra” para surpreender na MotoGP futuramente.

1 comentário

  1. Fabricio disse:

    Esse moleque realmente é de outro mundo, incrível o que faz com a motocicleta nas curvas. Fico imaginando se o Stoner tivesse ficado, como seria confronta-lo, já que sempre jogou com a moto num limite muito maior até do que os 3 outros principais contenders, e só por isso conseguia fazer a Ducati virar bem.
    Outra coisa que gostaria de saber é como seria seu rendimento se tivesse feito a estreia por um time satélite, já que era o acordo entre as grandes para oriundos das categorias menores no primeiro ano da MotoGP. Será que ele andaria junto das estrelas usando uma Honda B+ ou quem sabe A-?

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