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17 de janeiro de 2015 - 12:23Rali Dakar

Al-Attiyah de novo, quatro anos depois

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Nos carros, não teve pra ninguém: Nasser Al-Attiyah foi praticamente imbatível, para ganhar pela segunda vez o Rali Dakar

RIO DE JANEIRO - O príncipe catari Nasser Saleh Al-Attiyah é de novo campeão do Rali Dakar. Quatro anos depois do primeiro – e difícil – título, conquistado numa renhida luta contra Carlos Sainz, seu então companheiro de equipe na Volkswagen, o piloto de 44 anos levou neste sábado seu segundo troféu na prova mais difícil do planeta. Além da forte oposição dentro da equipe Mini dirigida por Sven Quandt, Nasser podia temer também os pilotos da Toyota (em especial o sul-africano Giniel De Villiers) e, em tese, a reestreante Peugeot, por ter Sainz e Stéphane Peterhansel, o maior vencedor da história da competição.

Mas foi menos difícil do que Al-Attiyah pudesse imaginar. A rigor, ele foi o melhor na categoria do começo ao fim, embora a organização lhe tivesse aplicado uma punição de dois minutos que lhe custou a vitória na primeira etapa. Mas desde a segunda especial até a última, hoje, ninguém foi capaz de suplantá-lo. A Peugeot se perdeu na juventude do projeto 2008 DKR. A Toyota ainda não tem a velocidade necessária para ganhar um Dakar. E dentro da Mini, a oposição foi aniquilada: Nani Roma teve problemas prematuros e acidentou-se depois. Orlando Terranova, que é muito rápido, ainda não está “pronto” para ser campeão. A Mini venceu porque tinha o piloto mais centrado e mais capaz.

Giniel De Villiers sai de novo com o gosto amargo do vice-campeonato, mas diante de um Al-Attiyah inspirado, era o máximo que poderia fazer. Mas o construtor japonês foi muito bem, considerando-se o desempenho dos Hilux. O saudita Yazeed Al Rajhi foi uma boa surpresa enquanto seu equipamento resistiu. Christian Lavieille e Bernhard Ten Brinke também tiveram performances dignas de nota.

E entre os pilotos não-oficiais da Mini, o melhor mais uma vez foi o polonês Krzyzstof Holowczyc, de conhecida regularidade, que levou para casa o 3º posto geral. O holandês Erik Van Loon fez um Dakar excelente e chegou logo depois, em quarto, à frente do russo Vladimir Vasiliev, um dos que venceram especiais nesta edição da prova.

A Peugeot teve um retorno atribulado: Stéphane Peterhansel foi apenas o 11º colocado e Cyril Despres, em sua estreia nos carros, terminou num modestíssimo 34º lugar entre 68 carros que terminaram – ou seja, na metade do plantel. Os franceses vão juntar os cacos da derrota, aprender um bocado com os problemas enfrentados e vão trabalhar para melhorar o carro e em 2016, quem sabe, tentar suplantar a Mini.

Do lado da equipe brasileira Mitsubishi Petrobras, que inscreveu dois ASX, tristeza pela quebra da bomba de direção hidráulica no carro de Guiga Spinelli/Youssef Haddad e satisfação pelo bom 8º lugar alcançado por Carlos Sousa/Paulo Fiuza, evidenciando as insuspeitas habilidades do “Professor”, que completou aniversário em pleno Dakar. Edu Sachs, estreando na prova ao lado do português Ricardo Leal dos Santos, fez um belo trabalho considerando as adversidades de uma competição dessa natureza, para terminar em 22º lugar na geral.

A vitória na última etapa, que teve apenas 34 km e foi interrompida no waypoint 1 em razão das péssimas condições do tempo, ficou com Robby Gordon, seguido pelo sul-africano Leeroy Poulter e pelo argentino Emiliano Spataro. Al-Attiyah chegou em sexto, apenas cinco segundos atrás de Giniel De Villiers.

O resultado da etapa #13 nos carros:

1º #308 Robby Gordon/Johnny Campbell (Gordini) – 13min16seg
2º #327 Leeroy Poulter/Robert Howie (Toyota) – 13min41seg
3º #316 Emiliano Spataro/Benjamin Lozada (Renault) – 13min45seg
4º #305 Orlando Terranova/Bernardo Graue (Mini) – 13min47seg
5º #303 Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz (Toyota) – 13min50seg
6º #301 Nasser Al-Attiyah/Matthieu Baumel (Mini) – 13min55seg
7º #315 Bernhard Ten Brinke/Tom Colsoul (Toyota) – 14min04seg
8º #307 Krzyzstof Holowczyc/Xavier Panseri (Mini) – 14min05seg
9º #314 Erik Van Loon/Wouter Rosegaar (Mini) – 14min13seg
10º #310 Vladimir Vasiliev/Konstantin Zhiltsov (Mini) – 14min17seg

Classificação geral:

1º #301 Nasser Al-Attiyah/Matthieu Baumel – 40h32min25seg
2º #303 Giniel De Villiers/Dirk Von Zitzewitz – 41h07min59seg
3º #307 Krzyzstof Holowczyc/Xavier Panseri – 42h04min26seg
4º #314 Erik Van Loon/Wouter Rosegaar – 43h34min17seg
5º #310 Vladimir Vasiliev/Konstantin Zhiltsov – 43h45min06seg
6º #309 Christian Lavieille/Pascal Maimon – 43h48min23seg
7º #315 Bernhard Ten Brinke/Tom Colsoul – 44h14min27seg
8º #306 Carlos Sousa/Paulo Fiuza – 44h17min24seg
9º #329 Aidyn Rakhimbaev/Anton Nikolaev – 44h41min09seg
10º #320 Ronan Chabot/Gilles Pillot – 45h15min01seg

3 comentários

  1. Gustavo Oliveira disse:

    Esse tal de Emiliano Spataro não me é estranho…

    • Rodrigo Mattar disse:

      É aquele mesmo.

      • Gustavo Oliveira disse:

        F3000 ou Indy? Sei que foi um dos argentinos a orbitar a F1 nos anos 90.

        Históricos a parte, esses caras que correm de tudo quanto é coisa merecem todo o respeito. Vide o Tom Coronel que encarou o rally deste ano sozinho a bordo de um buggy com motor de Hayabusa.

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