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20 de março de 2015 - 18:30Mundial de Endurance

Começou a palhaçada…

AUTO - WEC 6 HOURS OF AUSTIN 2014

O Conselho Mundial da FIA pôs as manguinhas de fora…

RIO DE JANEIRO - Demorou até demais para a FIA querer estragar o World Endurance Championship. Sob uma alegada “contenção de custos”, o conselho mundial da entidade ratificou uma medida que tem absolutamente tudo para se tornar impopular, principalmente porque trata-se da divisão hoje mais prolífica de construtores e equipes: a LMP2.

A partir de 2017, a segunda classe de protótipos do FIA WEC terá monomarca de motores – o que, para muitos, vai soar como uma decisão meramente política (a favor de quem, saberemos breve). E somente quatro construtores serão autorizados a fornecer chassis.

Então, para que mesmo Dome, HPD e Oreca construíram protótipos recentemente para a LMP2? Por que a Gibson, outrora Zytek, tem um croqui de projeto – que tem tudo para ser engavetado? Para um bando de engravatados sentarem numa mesa de reuniões e o que se decidiu está decidido, ponto final, fim de papo? E as equipes, foram consultadas? E os construtores, a parte mais interessada, o que acham disso?

Começou a palhaçada. A FIA viaja na maionese com essa decisão, que pode significar uma absurda queda de apelo e de interesse dos times menores em ingressar no WEC – a menos que, através dessa medida, os times não-oficiais, sem vínculo com fabricantes, sejam impelidos a se mexer rumo à LMP1.

Com relação aos EUA, o Tudor United SportsCar Championship promete remar na direção contrária, permitindo o livre uso de motores dentro do regulamento da categoria, mas é bem possível que se adote um único chassi – de preferência homologado para a disputa das 24 Horas de Le Mans.

Eu, particularmente, não gostei da decisão da FIA, pois é um atentado a tudo o que a LMP2 sempre teve de positivo.

Leitores, agora a opinião é toda de vocês.

16 comentários

  1. Speeder_76 disse:

    Francamente, é para promover a LMP1, que é mais cara. É óbvio que daqui a um tempo, iremos ver quem ficará com o monopólio da LMP2 – a minha suspeita deverá ser a Ligier – e provavelmente matará a LMP3.

  2. Leandro disse:

    Teoria da conspiração: Seria uma medida para enfraquecer o campeonato para não concorrer com a (enfraquecida) F1?

    • luigi disse:

      Também acho muito provável, uma vez que não confio nem um pouco naquele anão de jardim gaulês que foi colocado como presidente da FIA ,por força da F1 e que ainda tem o rabo bem preso com a rossa di Maranello e todo o esquema de Uncle Bernie.

      • André Fonseca disse:

        Falaram antes de mim, mas tá valendo.

        Isso é claramente uma forma de “desbaratinar” um Campeonato que está crescendo e que, se ainda não faz, logo menos fará frente para a F1.

        No lugar de melhorarem a F1 (como o Flávio Gomes disse na semana passada: padroniza cambio, motor com potência máxima como já é feito hj, medidas mínimas para chassi e deixa os projetistas se virarem!!!), preferem estragar o que está dando certo…

  3. Ike Nodari #41 disse:

    Muitos interesses em jogo e alguns ganhando muito. Esse negócio de marca exclusiva é o fim. A mesma coisa de uma marca só fornecer pneus na F1. Estava bom demais até agora. Espero, como um fã do WEC, que essa medida não se concretize.

  4. Leandro 440 Magnum disse:

    A FIA sendo FIA…

  5. Mateus Longo disse:

    Essa medida (se fosse tomada) deveria se pensando na LMP3, que ainda está no período embrionário. Deveriam deixar em paz quem está quieto.

  6. Gustavo Lucena disse:

    Essa medida tem o cheiro de Bernie Ecclestone no ar.

    Jájá inventam umas mugangas pra esculhambar a LMP1.

  7. Luiz Andrade disse:

    Já mataram a F1 agora vão começar a matar o WEC.
    Próximo passo vai ser configuração de motor padrão na LMP1.

  8. luigi disse:

    Até quando será o mandato do francês , escudeiro de Don Bernie de La Mancha ?
    E , pior , tem probabilidade de reeleição ?
    Como essa F I A gosta de estragar bom campeonatos com medidas imbecis .
    Eu começo a acreditar que F I A quer dizer na verdade “FEDERAÇÃO DE INIMIGOS DO AUTOMOBILISMO”

  9. geraldo101 disse:

    Estão tirando justamente aquilo que torna a divisão mais interessante, a diversidade de chassis e mecânica, descaracterizando a divisão. Tinha ficado sabendo dessa possibilidade algum tempo atrás, mas achei que não iria pra frente. Infelizmente, me enganei.

  10. Robertom disse:

    É a velha tática do Bernie, por meio dos seus fantoches da FIA, enfraquecer ou destruir qualquer categoria que esteja em crescimento.
    Filme já visto com o Mundial de Marcas, F Indy, ITC-DTM, BPR…

  11. O dono da Oreca deu uma entrevista para o Midweek Motorsport e parece empolgadíssimo com essa nova regra. Segundo ele, é para evitar que cada equipe construa seu chassis, o que é uma característica da LMP1, e não da P2. Ele disse que se cada começar a construir seu chassis, há o risco de um aumento nos custos, numa categoria feita para equipes comprarem chassis.

    Parece haver um jogo de influência de caras como esse dono da Oreca sobre a FIA e ainda mais sobre o ACO. Jogo político francês forte. Claro que ele acha que a Oreca vai estar entre os escolhidos, É o business dele…

    O programa com a entrevista é o S10e09 de 04 de março. O Graham Goodwin do Sportscar Daily estava no programa e publicou os principais assuntos num post:
    http://www.dailysportscar.com/2015/03/04/de-chaunac-on-new-lmp2-regs-and-roll-out-of-new-oreca-05-coupe.html

    abraço

  12. Leandro 440 Magnum disse:

    Ainda bem que a IMSA não vai abraçar essas regras…

  13. Gustavo Oliveira disse:

    Revoltante, mas não surpreendente. A FIA existe apenas para legislar a favor da F1, a tempos.

    É justamente esse o maior dos erros e também a principal causa da ex categoria principal estar tão perto do fim.

    Se a entidade olhasse o esporte como um todo, o cirquinho mal administrado do Tio Bernie teria seríssimos concorrentes desde os começo dos ano 80 e hoje seria uma organização mais enxuta, eficaz e não poderia se dar ao luxo de não correr em lugares como França e Alemanha.

    Imaginem se a expansão internacional da CART não tivesse sido interrompida pela exigência de circuitos ovais fora dos EUA e se o WSC não tivesse sido assassinado em 93. Hoje o automobilismo seria maior como um todo.

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