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14 de março de 2015 - 11:38Fórmula 1, Temporada 2015

Planeta Mercedes

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Mais do mesmo: ladeado por Rosberg e Massa, Lewis Hamilton acena e comemora sua 39ª pole position na Fórmula 1

RIO DE JANEIRO - Era previsível: a Fórmula 1 começa 2015 como terminou a última temporada e isso, meus caros leitores, não é positivo. Podem se preparar para mais um ano de domínio da Mercedes-Benz. As Flechas Prateadas sobraram no circuito de Melbourne montado no Albert Park e quem esperava alguma coisa diferente de Hamilton e Rosberg juntos na primeira fila vai ter que aguardar a próxima corrida, na Malásia, daqui a duas semanas.

A pole de Hamilton foi um escárnio. Ele foi quase meio segundo mais veloz que o próprio companheiro de equipe – “Arrebentou”, disse Nico, reconhecendo a superioridade do britãnico – e nem houve conversa com o resto dos adversários que foram ao Q3. Basta ver que o 3º colocado foi deixado para trás por 1″391.

E esse terceiro colocado, que podia ser tanto Sebastian Vettel em sua estreia pela Ferrari quanto Valtteri Bottas, ou até mesmo Kimi Räikkönen, acabou por ser Felipe Massa. Não é nada, não é nada, é interessante ver o brasileiro na segunda fila, evidenciando a tese de que a Williams hoje está um passo à frente das demais adversárias – com exceção da Mercedes, of course.

Até o 5º colocado no grid, as diferenças foram menos abissais e Bottas, que errou feio em sua última tentativa, jogou fora a chance de repetir o que fez com frequência ano passado – largar à frente de Massa.

Foi um treino de poucas surpresas. Talvez a maior delas tenha sido a presença dos dois carros da Lotus no Q3 e a ótima performance do espanhol Carlos Sainz Jr., que ficou como o melhor estreante do grid, na oitava posição. Aliás, Sainz foi pouquinha coisa pior que Daniel Ricciardo, com o carro da matriz que, como a filial Toro Rosso, também usa motores Renault. Além disso, já fez 1 x 0 no confronto direto contra Max Verstappen, tido como gênio (menos, gente, menos) e também superou a outra Red Bull de Daniil Kvyat. A World Series by Renault vai se consolidando como uma bela alternativa de chegada à F1.

Felipe Nasr fez uma bela volta no Q2 e quase garantiu sua participação na última fase do treino classificatório. Mas como o quase não conta, o estreante brasileiro da Sauber obteve o 11º tempo, melhor que os adversários acima citados, que a dupla da Force India – ainda com um carro sem muita quilometragem – e que o companheiro de equipe Marcus Ericsson, o que é importante. Ressalve-se que no Q1 a diferença entre o sueco e Felipe foi de quase um segundo.

E a McLaren, hein?

Não foi o vexame que muitos previam que seria, porque os carros até se portaram bem dentro das suas limitações e passaram com alguma sobra do limite de 107% do melhor tempo do Q1. Mas deu pena ver Jenson Button, com toda sua finesse de pilotagem, não conseguir arrancar nada melhor do que a penúltima colocação entre os 18 pilotos que treinaram. Enquanto Magnussen, o substituto de Fernando Alonso, amarga a lanterna do grid, imagino o que o bicampeão deve estar pensando com os seus botões.

“Justo na minha vez, cagaram no carro! E, pior, a Ferrari anda bem justo quando não estou mais em Maranello!”

A linha de raciocínio de Don Alonso de las Asturias deve ser mais ou menos por aí. Mas não se assustem. A Honda sabe que não pode ser assim o ano inteiro e certamente o carro irá melhorar já para a Malásia.

Em contrapartida, nada de Manor: presente nos boxes, ausente na pista. Will Stevens e Roberto Mehri não andaram em nenhum treino, em hora nenhuma, em momento algum. A FIA não gostou e cobra explicações. Segundo responsáveis pelo time, a atualização do software eletrônico do carro – que é o Marussia de 2014 – não ficou pronta a tempo e assim o grid não terá os 20 carros prometidos, mas sim 18 como em algumas das corridas finais do ano passado.

2 comentários

  1. luigi disse:

    Se McLaren está este fiasco,não sei porque se importar com uma tal de Manor que não será mais que uma gincane ambulante durante todo o campeonato(se conseguir alinhar em alguma prova). Eu não entendo o preciosismo de quem conhece bem automobilismo e sabe que uma ou outra equipe não fará falta alguma a disputa pois em nada contribui para a melhoria da categoria (a menos que esteja torcendo para que algo semelhante ao ocorrido com Jules Bianchi ocorra a qualquer outro infeliz que sentar em um carro destes , e tenha matéria garantida para muitas pautas , pois não vejo o que esta tal Manor possa trazer de significativo para categoria,pois até quem assiste pela TV ¬a grande maioria¬ só vê estes carros na largada ou quando são ultrapassados pelos F1 cat Q3 e Q2) É muito preciosismo por muito pouco! Ter 20/22 carros sendo que os últimos 6 sempre serão os mesmos e só fazem é atrapalhar a corrida dos realmente velozes .

  2. Leoni disse:

    O regulamento atual exige motores muito sofisticados com capacidade de armazenar energia e ser econômico ao mesmo tempo, por isto exige muito tempo e dinheiro… como na era turbo da década de 80 onde até 1986 não havia limites de pressão do turbo e também havia limite de consumo, a cerâmica estava engatinhando. Naquela ocasião a Honda entrou em 1983, sofreu muito, em 1984 foi muito mal, só em meados de 1985 acertaram o motor, e no fim do ano o Honda já tinha o melhor motor. Em 1986 a Williams tornou o carro muito forte graças ao emprego pela primeira vez numa Williams de fibra de carbono, que melhorou o carro em 1 segundo, a vinda do Piquet também ajudou. Por isto o Honda só será competitiva em 2017. Convém esclarecer que se o regulamento fosse como até 2013, aspirado com limite de giro em 18 mil, e sem limite de consumo, a Honda já teria um motor competitivo, já no meio do ano. Pobre Honda entrou numa enrascada e isto que eles copiaram o motor da Mercedes, coisa que a Renault e Ferrari não podem fazer…

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