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17 de abril de 2015 - 16:31Fórmula 1, GP2 Series

Para repensar

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Uma pole de GP2 0″028 pior que um McLaren, num grid com 18 pilotos melhores que o último do treino da Fórmula 1? Pois isso aconteceu hoje no Bahrein…

RIO DE JANEIRO - O circuito do Bahrein é o primeiro do ano em que a Fórmula 1 vai ter a companhia da GP2 Series. E aí a gente dá aquela inevitável olhada nos tempos da categoria máxima no segundo treino livre e compara com o grid da categoria de acesso e se espanta com o que vê.

Primeiro, a pole de Stoffel Vandoorne – quinta consecutiva do veloz piloto belga na GP2, é bom lembrar – foi apenas 0″028 pior que o 1’39″209 de Jenson Button, penúltimo colocado a bordo da McLaren Honda. Pois é: não estamos falando de uma carroça qualquer – e sim da consagrada McLaren, a segunda mais vitoriosa da F1 com 182 vitórias e dona de oito títulos mundiais de Construtores.

Mas aí vem um dado que, como diria Nelson Rodrigues, é pra sentar no meio fio e chorar. O último colocado no FP2, o espanhol Roberto Mehri, virou em sua melhor volta 1’40″592 a bordo de sua Manor Marussia. Pois bem: essa marca foi superada por mais da metade do grid da GP2 Series – num total de 18, eu disse DEZOITO – pilotos, espaçados na diferença de 1″287. Na Fórmula 1, entre o mais rápido do dia, Nico Rosberg e o 18º colocado Will Stevens, o hiato foi de 4″484.

Foi para isso mesmo que o regulamento da F1 foi modificado? Para que seus carros com motores turbo e unidades de energia passem por essa comparação vexatória – e ainda por cima envolvendo uma equipe de tanta tradição como a McLaren e um fabricante de motor tão vitorioso feito a Honda?

É para repensar essa regra de motores, urgente. Além do custo exorbitante, em termos de competitividade, não se acrescentou absolutamente nada. É por isso que todo mundo questiona o futuro da Fórmula 1 nos moldes que a categoria vem se encaixando ultimamente.

14 comentários

  1. Carlos disse:

    É, essa sua postagem sensacionalista é de “Mattar”, poderia ter comparado com o tempo do Alonso, já que o Button teve problemas, mas não né, preferiu isso ai desmerecer a Mclaren Honda. E olha que nem gosto da Mclaren, sua postagem deveria ser falando da Manor e seus tempos de volta em relação a GP2 e mesmo assim, há de se pegar leve com uma equipe que quase esteve fora do campeonato e ainda não está com o carro de 2015. Em nada tem a ver os motores em relação ao seu comentário, pois a Manor usa o carro do ano passado e a Mclaren tem evoluído. Enfim, tente fundamentar bem as postagens.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Sensacionalista? Vamos aos fatos: o que a McLaren tem feito mesmo para ser exaltada, sabichão? Diz aí. 7º tempo no primeiro treino, em que a pista ainda não estava com borracha suficiente para dar aderência e cheia de sujeira? Faça-me o favor, né…

  2. Carlos disse:

    1,5s no segundo treino e você comparando com GP2…………….. né sabichão, deveria ter humildade suficiente para assumir que errou e escreveu besteira, por isso que quase ninguém comenta aqui.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Eu escrevi besteira, Carlos? Tem certeza? A comparação foi com o BUTTON e com o MEHRI. Mencionei o Alonso em alguma linha, filho? Acho que você faltou às aulas de interpretação de texto no colégio. E quanto ao “quase ninguém comenta aqui”, tem problema não. Prefiro que ninguém fale nada. Melhor do que ler as asneiras que você disparou aqui.

      • luigi disse:

        Liga não Rodrigo,o comentário deste Carlos é o tipico dos de fanaticos por futebol que acham que entendem de automobilismo,só porque assistem,e tem o palavrório do Gagalvão Globueno como verdade absoluta,e deve vibrar com os arroubos de deslumbre ´, babação de ovos e amor ao artificialismo do referido e narrador.(bem;de quem quer artificializar um piloto brasileiro acima da média dos bons piloto, não se poderia esperar coisa melhor)

  3. Milton Rubinho disse:

    Fato é: uma categoria tida e vista como baluarte supremo do automobilismo mundial e contando com tamanha complexidade nos carros não pode se sujeitar a ficar tao próxima da “base”…

  4. Antonio Seabra disse:

    Muito bem observado, Rodrigo, a distancia está pequena entre a categoria maxima e a GP2, numa pista que não é travada (onde diferenças menores poderiam ser justificadas)
    Van Doorne fez um tempo menos de 2,5 segundos pior do que a Toro Rosso com Verstappen, e menos de 3,5 seg pior do que Massa com a Williams. É pouco !
    Está faltando desempenho na F1. Eu diria que se um carro de F1 tiver uma pane no circuito de potencia elétrica (como aconteceu ao Rosbreg na ultima prova do ano passado) ele ficará mais lento que um carro da GP2..

    Quanto a “pouca gente comentar aqui”, eu acho que é um fato positivo. O pessoal que é habitual daqui faz inserções de qualidade, e a gente fica livre de ler um excesso de baboseiras postadas por gente que não entende porra nenhuma de corridas de carro,
    Com isso, os comentário seguem o excelente nivel de qualidade dos teus posts. Como esse que estamos comentando.

    • Felipe Fugazi disse:

      Concordo, alguns blogueiros tem muitos comentários, porém usando a citação do Rodrigo à Nelson Rodrigues, é de sentar no meio fio e chorar.

  5. Carlos disse:

    Boa tarde Rodrigo.

    Acho que o seu comentário é interessante mas foi um pouco apressado. Não pode haver comparação entre treinos livres da F1, onde não há compromisso de tempos mas sim de afinações, de estratégias, de consumo de pneus, etc, com treino classificatório da GP2. Com relação há modificação dos motores acho positiva pois a F1 sempre esteve na vanguarda e no futuro teremos carros de rua com algumas dessas novas tecnologias. Sou leitor diário da sua coluna, muitas vezes divirjo dos seus comentários outras vezes concordo mas acima de tudo é aqui que busco informações sobre automobilismo. Parabéns.

  6. Marques disse:

    Bom. o Hamilton andou no tempo dos V8.
    Inclusive, foi mais rápido que alguns dos tempos marcados com o velhor motor. Só ficou bem atrás dos V10 de 2004 e 2005, mas foi provavelmente a época mais rápida da F1, já que maioria dos recordes de pista são deste período. As corridas porém eram horríveis.
    E se levarmos em conta que esses carros tem muito menos downforce, é um tempo bem interessante.
    Além disso é só a Manor que passa essa vergonha e acho que logo logo vai melhorar o suficiente.

    • luigi disse:

      Caro Marques , não é o numero de cilindros que definem se um motor é bom ou ruim para competições e sim sua potência e torque e em que faixas de giro elas aparecem e a largura desta faixa de potência e torque máximo.
      É de conhecimento da engenharia que um maior numero de cilindro proporciona uma fixa de torque mais ampla e alta , mas já teve bons motores com muita potência e torque com só quatro cilindros (os antigos BMW da Brabham,tempo de Piquet e os atuais V 4 do Porsche 918 hibrid entre outros )

  7. Tiago disse:

    Olha, melhor ignorar a F-1, pois é pedir pra ver baixo desempenho nas pistas e baixo nível nos comentários!
    Analisando racionalmente, a f-1 perdeu seu sentido, sim merece um f minúsculo mesmo! motores capados, ERS limitados, aerodinâmica medieval, carros bizarros, corridas sem emoção!
    WEC, pra mim, é a melhor categoria do automobilismo mundial atualmente, não menosprezando as outras.
    Parabéns a este caro blogueiro pelo trabalho e por compartilhar conosco, amantes do automobilismo, um pouco deste fantástico mundo!

  8. Luiz Eduardo disse:

    Forçou um pouco a barra. Menos, né?

  9. Yuri Nehy disse:

    Além de estar andando pra trás em termos de desempenho, as corridas da F1 estão cada vez mais chatas em termos de competitividade. Há um excesso de downforce nesses carros, praticamente não se vê mais ninguém andando “no vácuo”, tudo se resume a estratégia de pit stops. Basta ver as outras categorias (especialmente a Indy, pra ficar só nos monopostos) pra ver a diferença: carros colados, muitas ultrapassagens, velocidade de verdade.

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