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18 de novembro de 2015 - 13:11Rali Dakar

ASO anuncia 345 veículos para o Rali Dakar 2016

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RIO DE JANEIRO - Mais desafios, menos veículos. Mesmo restrito apenas a dois países (Argentina e Bolívia), com a desistência anunciada primeiro do Chile e depois do Peru, país substituto que – já com o primeiro percurso levantado – deu pra trás e também desistiu de organizar parte do evento, o Rali Dakar 2016 foi oficialmente apresentado hoje, apesar de tudo o que tem acontecido na Europa, em Paris, capital da França.

Os homens da Amaury Sports Organisation (ASO) confirmaram que, mesmo sem um terceiro país e sem os desafios do Deserto do Atacama, o Dakar não deixará de ser atribulado. Muito pelo contrário: pilotos e navegadores enfrentarão altitudes próximas a 5 mil metros acima do nível do mar, um teste físico que porá à prova toda a stamina dos competidores e também a resistência dos equipamentos.

Quanto ao número de veículos confirmados, é menor que o da última edição. São 345, divididos assim: 134 motocicletas, 110 carros, 46 quadriciclos e 55 caminhões. Em contrapartida, temos mais países representados, num total de 60. O percurso tem, além das dificuldades de praxe, alguns pormenores: as motocicletas terão não só uma, mas duas etapas Maratona – a primeira na 5ª etapa, com parque fechado, o que significa zero de assistência. Cinco trechos cronometrados depois, será realizada a outra etapa Maratona, desta vez com os pilotos podendo fazer os consertos necessários para prosseguir na trilha.

Outras novidades são o uso de roadbooks menos detalhados, para favorecer as “surpresas” e fazer um Dakar de muito mais navegação do que os anteriores. E na 11ª etapa, os pilotos largam pela ordem da classificação geral e não pelo resultado do dia anterior, como é de praxe.

Mesmo com o país tão perto de Bolívia e Argentina, o Brasil volta a ter um pífio número de participantes. Nas motos, o solitário representante é Jean Azevedo, inscrito com o numeral #26 pela Honda. Nos quads, Marcelo Medeiros, com uma Yamaha #292, fará sua estreia na competição. André Suguita, que terminou no top 10 conquistando um resultado histórico neste ano, não vai encarar o desafio novamente.

Já nos carros, Guiga Spinelli/Youssef Haddad voltam com o Mitsubishi ASX #318 da equipe Mitsubishi Brasil, a única de ponta do construtor japonês no evento. Eles não estarão sozinhos, pois João Antônio Franciosi/Gustavo Gugelmin também integram a equipe – que também conta com os experientes portugueses Carlos Sousa e Paulo Fiúza. Já Leandro Torres e o experiente Lourival Roldan figuram na lista oficial divulgada pelo ASO com um Polaris, número #367. Nos caminhões, como era de se esperar, ninguém. E assim, teremos somente oito representantes do país no evento que começa dia 3 de janeiro em Buenos Aires.

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A disputa pela sucessão de Marc Coma e Cyril Despres, dominantes nas motos nos últimos anos, promete ser uma das mais equilibradas de todas. Entre as atrações, os portugueses Hélder Rodrigues (terceiro da esquerda para a direita) e Paulo Gonçalves (quarto, na mesma ordem)

Com relação aos grandes favoritos, sem a presença de Marc Coma, transformado em diretor esportivo do Rali Dakar, a disputa pelo título das motos será possivelmente bem mais equilibrada que nos anos anteriores. No plantel da Honda, despontam o português Paulo Gonçalves, encabeçando a lista de entradas com o numeral #2, o espanhol Joan Barreda Bort (#6), o francês Michael Metge (#19), o italiano Paolo Ceci (#32) e o estadunidense Ricky Brabec (#48), todos formando o esquadrão oficial de fábrica – do qual este ano não fazem mais parte a espanhola Laia Sanz e o chileno Jeremías Israel Esquerre, que acabou literalmente expulso da Honda.

Esquerre tampouco disputará o Dakar, mas Laia estará com a equipe oficial Red Bull-KTM. O construtor austríaco conta ainda com o australiano Toby Price, 3º colocado ano passado e melhor novato da prova em duas rodas; além do experiente espanhol Jordi Viladoms, o eterno mochileiro de Coma e do austríaco Matthias Walkner.

A Yamaha contra-ataca trazendo o português Hélder Rodrigues (#7) e o italiano Alessandro Botturi (#18), sem contar o bom holandês Frans Verhoeven num esquema semi-oficial com auxílio de fábrica. A Husqvarna pode surpreender com o melhor sul-americano da última edição do Rali, o chileno Pablo Quintanilla (#4) e o sempre regular Ruben Faria (#8), de Portugal. Juan Pedrero Garcia e Alain Duclos são os azarões da pequena Sherco.

Nos quads, a batalha pela vitória traz de volta os hermanos Marcos e Alejandro Patronelli, que não disputaram a última edição do Dakar. Os antigos vencedores da prova na categoria farão uma duríssima oposição ao campeão de 2014 Ignácio Casale, do Chile, e ao atual detentor do título, o polonês Rafal “Super” Sonik. Vários dos bons nomes já vistos nas últimas edições regressam – com exceção ao uruguaio Sergio Lafuente, que virou navegador na categoria dos carros. Entre os inscritos, nota-se a presença do italiano Franco Picco, que chegou a vencer provas de Motocross no Brasil.

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Parte do esquadrão Mini, com destaque para Mikko Hirvonen, Nani Roma e Nasser Al-Attiyah, atual campeão da categoria dos carros

O catari Nasser Al-Attiyah e seu navegador Mathieu Baumel puxam a ótima lista de inscritos nos carros. A Mini vem com força total – 12 carros inscritos, sendo oito do Team X-Raid – promovendo a estreia do ex-WRC Mikko Hirvonen. Mas ninguém chama mais a atenção do que a Peugeot, que montou um autêntico “Dream Team” para o evento.

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Que dupla… aliás, quantos títulos numa só foto, não é mesmo?

São poucos os times que podem se dar ao luxo de ter quatro pilotos com tantos títulos em provas importantes do Rali e do Off-Road a nível internacional: os franceses Stéphane Peterhansel, Sébastien Loeb e Cyril Despres, afora o espanhol Carlos Sainz, formam um timaço dos sonhos. A Peugeot apanhou muito no seu ano de estreia, mas seu jipe 2008 DKR com tração 4 x 2 evoluiu e pode incomodar o domínio da Mini, construtor britânico atrelado à BMW.

Além da estreia espetacular de Loeb, um dos assuntos mais comentados por quem acompanha o evento, o ex-diretor desportivo David Castera faz sua primeira aparição como navegador de Despres. Um quinto Peugeot com assistência semi-oficial será inscrito para o piloto da Porsche no WEC, Romain Dumas, que já tem sido visto com frequência no Rali Dakar. Ele correrá com François Borsotto como navegador.

A Toyota também investe pesado, trazendo carros oficiais para o “Gnomo” Giniel De Villiers, para a sensação sul-africana Yazeed Al-Rajhi e para o russo Vladimir Vasiliev, ex-Mini. Até a Renault será vista em caráter oficial com Christian Lavielle/Jean-Michel Polato e Emiliano Spataro/Benjamín Lozada. E, é claro, Robby Gordon não podia ficar de fora: o tresloucado piloto dos EUA vai com seu Gordini em dupla com Kellon Walch.

Nos caminhões, o leste europeu dá as cartas: os novos Kamaz “bicudos” serão vistos na trilha pelo time oficial da marca russa, conduzidos pelo atual campeão Ayrat Mardeev e pelos compatriotas Eduard Nikolaev, Andrey Karginov e Dmitry Sotnikov. O tcheco Ales Loprais troca o modelo alemão MAN pela italiana Iveco, reforçando a concorrência contra os russos, da qual também fará parte o holandês Gerard De Rooy.

Apesar disso, a MAN contará com o concurso de Hans Stacey e Peter Versluis, conduzindo seus “brutos” na luta pela vitória. E a Tatra conta com Martin Kolomy e Tomas Vratny, ambos da República Tcheca, como seus pilotos principais.

Mais uma vez, o Rali Dakar terá o seu matusalém nas trilhas: o eterno Yoshimasa Sugawara, seis vezes vice-campeão do evento na categoria dos caminhões, está inscrito para ampliar seu recorde histórico de participações. Aos 74 anos, o piloto disputa a prova pela 33ª vez. Ele estará a bordo do Hino #528 ao lado do navegador Mitsugu Takahashi. O filho Teruhito também participará do Dakar 2016, como piloto do Hino #519, com Hiroyuki Sugiura na navegação.

Confira aqui as listas oficiais de inscritos do Rali Dakar 2016

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