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1 de novembro de 2015 - 20:54WTCC

Bicampeón

AUTO - WTCC BURIRAM 2015

RIO DE JANEIRO - Do outro lado do Rio da Prata, nossos “hermanos” estão em festa. Afinal, após quase seis décadas, pela primeira vez um piloto do país conquista dois títulos consecutivos na história do automobilismo. Juan Manuel Fangio chegou a cinco conquistas na F1 – quatro delas em sequência, a última em 1957. Agora, José María “Pechito” López consagra-se bicampeão do World Touring Car Championship (WTCC).

Neste domingo, no “Tilkódromo” de Buriram International na estreia da Tailândia no calendário da categoria, López fez a parte que lhe cabia. Fez a pole position e rumou para a 20ª vitória da carreira – o título foi apenas uma consequência de mais um triunfo do piloto nascido em Río Tercero. Yvan Muller, que necessitava outra vez marcar mais pontos que o companheiro de Citroën sequer pontuou na primeira corrida – tampouco na segunda.

Aliás, na prova #2, interrompida antes do previsto por falta de luz natural, o português Tiago Monteiro ganhou – mas não levou. O terceiro triunfo do piloto da Honda em 2015 foi cassado na vistoria técnica em razão de uma irregularidade quanto à altura mínima do carro, que estava abaixo dos 60 mm permitidos pelo regulamento do Mundial de Carros de Turismo. Sébastien Loeb, que escoltara “Pechito” na primeira corrida ao chegar em segundo, herdou a vitória e com os 25 pontos acabou por superar Muller na vice-liderança do campeonato por cinco pontos (329 a 324).

Para a torcida local, restou o consolo de ver o estreante Tin Sritai marcar pontos em ambas as corridas no Buriram International. A bordo do Chevrolet Cruze da Campos Racing, ele conquistou a 10ª posição na prova #1 e repetiu o resultado na segunda corrida, que acabou virando nona posição com a exclusão de Tiago Monteiro do resultado final. Esse carro da Campos será conduzido na última etapa pelo catari Nasser Al-Attiyah, atual bicampeão do WRC2 e vencedor do Rali Dakar em 2015.

O resultado final da prova #1 em Buriram:

1 – José Maria Lopez (Citroen C-Elysée) – Citroen – 16 voltas em 29’10″403
2 – Sébastien Loeb (Citroen C-Elysée) – Citroen – 1”380
3 – Ma Qing Hua (Citroen C-Elysée) – Citroen – 6”376
4 – Mehdi Bennani (Citroen C-Elysée) – SLR – 7”202
5 – Gabriele Tarquini (Honda Civic) – Honda Jas – 14”500
6 – Rob Huff (Lada Vesta) – Lada – 15”177
7 – Tiago Monteiro (Honda Civic) – Honda Jas – 18”493
8 – Stefano D’Aste (Chevrolet Cruze) – Munnich – 21”004
9 – Grégoire Demoustier (Chevrolet Cruze) – Craft Bamboo – 22”830
10 – Tin Sritrai (Chevrolet Cruze) – Campos – 27”419

O resultado da prova #2, já com a desclassificação de Tiago Monteiro:

1 – Sébastien Loeb (Citroen C-Elysée) – Citroen – 10 voltas em 16’41″918
2 – Ma Qing Hua (Citroen C-Elysée) – Citroen – 5″722
3 – José Maria Lopez (Citroen C-Elysée) – Citroen – 10″534
4 – Tom Chilton (Chevrolet Cruze) – Roal – 11″753
5 – Gabriele Tarquini (Honda Civic) – Honda Jas – 12″014
6 – Rob Huff (Lada Vesta) – Lada – 12″609
7 – Mehdi Bennani (Citroen C-Elysée) – SLR – 13″056
8 – Stefano D’Aste (Chevrolet Cruze) – Munnich – 16″239
9 – Tin Sritrai (Chevrolet Cruze) – Campos – 17″643
10 – Grégoire Demoustier (Chevrolet Cruze) – Craft Bamboo – 18″163

Classificação do campeonato após 11 rodadas e 22 corridas:

1. José María López (campeão) – 441 pontos
2. Sébastien Loeb – 329
3. Yvan Muller – 324
4. Ma Qing Hua – 213
5. Gabriele Tarquini – 191
6. Norbert Michelisz – 172
7. Tiago Monteiro – 171
8. Rob Huff – 103
9. Tom Chilton – 96
10. Hugo Valente e Mehdi Bennani – 95
12. Tom Coronel – 39
13. Nicky Catsburg – 38
14. Stefano D’Aste – 28
15. Jaap Van Lagen – 16
16. Nicolas Lapierre, James Thompson e John Filippi – 6
19. Néstor Girolami e Grégoire Demoustier – 5
21. Rickard Rydell – 4
22. Tin Sritai – 3
23. Sabine Schmitz – 1

2 comentários

  1. luigi disse:

    Eu pergunto ; Só existe este Tilke para fazer pistas de “corrida” no mundo ?
    Isto só reforça o meu pensamento de que tudo que é monopolizado no mundo , tende a ficar uma “grande porcaria”. Qual seria o segredo deste Tilke para ter esta preferência ,sendo sabido que seus traçados são pouco apreciados por 8 entre 10 pilotos (pilotos de verdade ,não os endinheirados filhinhos de papai ,metidos a piloto ).
    Vendo o que fizeram no México , aquela curva que substituiu a PERALTADA ,que coisa idiota ,porque simplesmente não a deixou com o angulo 90 que já é para baixa velocidade ,para que fazer aquele bico idiota que não acrescentou dificuldade alguma a já existente, só provocou mais desgaste de freio e pneu , Bem : a lembrar que nos Tilkahdromos as ultrapassagens ou são artificias ou acontecem nos boxes ,muito ,mas muito dificilmente acontecem da forma “Das Antigas” e quando alguém tenta muito provavelmente ocorre o que ocorreu com os finlandeses .
    Herman Tilke o ‘arquiteto” que esta destruindo o automobilismo !
    Que saudades dos circuitos de estrada como Rouen les Essarts , Clermont Ferrand, Mille Miglia , Targa Florio (na minha amada Sicília) e as provas de Hill Climb quase acabadas pelo mundo.
    Parabéns ao Pechito, sabendo ser um piloto muito bom ,inteligentemente ,foi para uma categoria onde poderia dirigir um carro que lhe dá a possibilidade de ser campeão ,diferentemente de outros pilotos que de forma pouco inteligente , preferem os formulas que só o possibilitarão a compor o grid e seus patrocinadores só vem a razão de seus patrocínios quando estes estão sendo ultrapassados pelos ponteiros.

  2. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    Na mosca Luigi!
    Parabéns ao argentino.

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