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25 de novembro de 2015 - 11:53Mundial de Endurance

WEC 2016 – Silly Season, classe LMP1

MOTORSPORT : FIA WEC - 6 HOURS OF BAHRAIN (BHR) - ROUND 8 11/19-21/2015

A classe LMP1 deverá ter novidades técnicas, a volta da Nissan e um plantel de possíveis 12 carros em 2016 (Foto: Sportscar365.com/Vision Sport Agency)

RIO DE JANEIRO - Encerrado de forma dramática em favor da Porsche, o World Endurance Championship consagrou uma nova trinca campeã – a quarta em quatro anos. Mark Webber/Brendon Hartley/Timo Bernhard conquistaram o galardão no Bahrein e devem levar o número #1 nos carros de Weissach em 2016.

Para o próximo ano, teremos carros novos. Audi e Toyota estão preparando evoluções e evidentemente a Porsche não quer dormir no ponto. A Nissan, após a fragorosa estreia do GT-R LM Nismo, vem tentando evoluir o carro em testes e prepara o regresso à divisão principal, que deve contar ainda com quatro inscrições de equipes não-oficiais.

O blog abre agora a Silly Season do WEC 2016, com a classe LMP1.

Porsche

Campeã mundial de Construtores e Pilotos, a Porsche não deve ter grandes mudanças nos pilotos titulares para o próximo ano. As novidades podem vir – mais uma vez – na área técnica, no que concerne à aerodinâmica e aos sistemas híbridos do protótipo com motor 2 litros V4 Turbo. A equipe deve contar com uma inscrição suplementar em Spa-Francorchamps e nas 24h de Le Mans, tendo para isto aberto a chance de novos pilotos ingressarem no time, já que Nico Hülkenberg – em razão de uma ‘sutil’ coincidência de datas entre a prova de Sarthe e o infame GP da Europa em Baku, no Azerbaijão – não poderá repetir o feito deste ano e defender seu título. O dinamarquês Kevin Magnussen, recém-dispensado pela McLaren, poderá trocar a F1 pela Porsche. Mitch Evans e Oliver Turvey também treinaram pela marca.

Previsão: 2 carros (3 em Spa e Le Mans)

Audi

Batida pela Porsche após ganhar as etapas de Silverstone e Spa, a Audi deve apresentar ainda este ano a nova evolução do protótipo R18 e-tron quattro, provavelmente se posicionando numa categoria de MJ (Megajoules) mais à frente do que se viu ano passado e em 2015 – os primeiros testes do carro já estão marcados para acontecer de 7 a 10 de dezembro.

Embora a confiabilidade do conjunto continue sendo um ponto forte, faltou velocidade para concorrer com a rival germânica. Nada especulado sobre mudanças na formação das trincas, mas a Audi parece muito satisfeita com a formação que tem Bénoit Tréluyer/Andre Lotterer/Marcel Fässler, muito experiente e entrosada. A marca deve ter de novo um carro extra em Le Mans e também em Spa – podendo dar chance a pilotos que pretendam ingressar no time principal futuramente. O português Filipe Albuquerque – que já anunciou sua presença em quatro provas do IWSC, nos EUA – pela Action Express Racing – deve ser um dos escolhidos.

Previsão: 2 carros (3 em Spa e Le Mans)

Toyota

Tudo novo para a Toyota em 2015 na parte técnica: novo projeto – vem aí o TS050 Hybrid – incluindo a substituição da mecânica 3,7 litros V8 de aspiração normal por um motor mais compacto e com turbocompressor, além da adoção de baterias de lítio em substituição ao Supercapacitor usado no bólido desde sua estreia em 2012. Neste ano, os japoneses não pagaram placé: conquistaram só dois pódios e foram coadjuvantes de luxo do domínio da Audi no início do ano e depois da Porsche. Alex Wurz, com toda sua experiência de 22 anos de pista, será uma ausência sentida e o construtor poderá ter outras baixas. Comenta-se que Stéphane Sarrazin sai de cena também para se dedicar ao desenvolvimento do modelo Yaris do WRC. Sobre um substituto para Wurz, a escolha natural recai no piloto reserva Kamui Kobayashi – mas nada ainda foi decidido.

Previsão: 2 carros

Nissan

Após o fracasso nas 24h de Le Mans, a Nissan decidiu rever seu programa de LMP1 e trocou as corridas do restante do ano em 2015 por testes – muitos testes de desenvolvimento do GT-R LM Nismo. Na retaguarda, mudanças: Darren Cox e Ben Bowlby estão fora. Mick Carcamo foi transferido da Nissan México para ser o novo Team Principal. O programa também será menos ambicioso, contemplando dois bólidos a tempo inteiro no WEC e em Le Mans. Alguns pilotos podem se pirulitar: Olivier Pla está a caminho do programa Ford na LMGTE-PRO, por exemplo. Veremos se o próximo ano mostrará a evolução do carro com motor dianteiro ou se a aposta resultará num enorme tiro no pé.

Previsão: 2 carros

Rebellion Racing

O Automobile Club de l’Ouest (ACO) acredita que há um futuro plausível no horizonte para as equipes de LMP1 sem vínculos com fabricantes oficiais e ele quer fazer crer que isso é possível, principalmente com a mudança de regulamento técnico prevista para 2017. A Rebellion deve dar um voto de confiança ao clube que organiza em conjunto com a FIA o WEC – e deve permanecer a bordo do Mundial em 2016 com seu protótipo R-One, construído pela francesa Oreca. Nada sobre pilotos, por enquanto.

Previsão: 2 carros

ByKolles Racing

A equipe de Colin Kolles foi uma agradável surpresa na temporada 2015 do WEC. O carro mostrou mais confiabilidade, chegou a ganhar duas vezes dos Rebellion R-One entre os LMP1 privados e conquistou 13 pontos no Mundial para Pierre Kaffer e Simon Trummer. O protótipo CLM P1/01, se não é rápido, melhorou muito para este ano e a equipe chefiada por Boris Bermes quer ir mais adiante em 2016, inclusive com planos de inscrever um segundo bólido para bater de frente com a Rebellion. Assim como os helvéticos, a equipe deverá usar os novos pneus Dunlop e também os motores AER P60 V6 Biturbo.

Previsão: 1 ou 2 carros

13 comentários

  1. Gustavo Oliveira disse:

    Rodrigo, na parte da Nissan acho que vc confundiu o Oliver Turvey com algum outro piloto, já que o inglês se dividiu esse ano entre testes com a McLaren Honda, Formula E, Super GT e participou das 24 Horas de Le Mans, mas pela Jota/Gibson.

  2. luigi disse:

    Eu costumo achar que os alemães são o povo que melhor usa o bom senso , más como em tudo pode haver exceções ,acredito que o Nick Hulkenberg seja uma destas, pois deixa de correr com um carro muito bom, para ser um participante de meio de grid na decadente F 1, competindo com um carro que no máximo e na melhor das hipóteses lhe permitiria chegar em quarto lugar em alguma corrida ,sob circunstâncias especiais ,realmente na minha opinião não é a melhor ou mais inteligente das escolhas , ele já deveria ter percebido que se até agora não surgiu uma grande equipe para contrata-lo , não surgirá mais ,pois chegaram novos valores com potencial maior do que o dele (Sains e Versttapen),a história tem contado ;se um piloto não for campeão na F1 até o quinto ano de sua carreira ,jamais o será (se sua pretensão for de ser campeão e não a de se “divertir” e fazer seus torcedores de palhaço) , no máximo sua permanência na F 1 só servirá para ser suplantado por um piloto mais jovem em sua própria equipe (os brasileiros ,não Pachecos ou lobotimizados pela R G T devem perceber claramente isto pois já tem dois casos bem evidentes nestes últimos 20 anos).
    Quanto a Nissan ,que eu particularmente até tinha uma esperança que aquela coisa estranha se mostrasse boa de pista, apontando um novo caminho para a mesmice dos carros atuais(nas linhas aerodinâmicas,bem entendido) ,fiquei decepcionado com a performance muito ruim ,o Panoz ,que também tinha um desenho estranho foi mais competente e não tinha um grande fabricante por traz. Sê a intenção foi uma jogada publicitaria ,realmente o tiro foi no pé. Porque alem de “Muito Feio ainda era ruim de pista,com desempenho pior que LM P 2 ,uma vergonha para um fabricante mundialmente conhecido “. Olhe que eu era simpatizante da marca ,más agora ganhou minha antipatia por dois motivos ,um é o vexame de Le Mans 2015 e o outro é ser fornecedor único de uma categoria ,coisa que eu abomino ,(marcas que temem confronto com concorrentes).

    • Robertom disse:

      Lembrei-me imediatamente do Mika Häkkinen, que desmente sua teoria de 5 temporadas para o título, ou jamais.
      Ele foi campeão na sua 8ª temporada em 1998, (7ª completa, em 93 só fez 3 corridas depois que demitiram o Michael Andretti), e era o único daquela geração que fazia o Schumacher ficar realmente preocupado.
      Quanto ao Massa, antes de tomar a “molada” na cabeça, não ficava devendo nada ao Hamilton, Alonso e ao Raikonnen (este em sua melhor fase), depois infelizmente…

      • Diogo disse:

        Isso que você nem citou os 12 anos que o Mansell levou para ser campeão…

        Ainda tem os seis do Prost e do Raikkonen, e os oito anos do Jody Scheckter até o título.

  3. Gabriel Medina, O outro disse:

    Eu acho muito difícil a Nissan correr no ano que vem. Com as mudanças previstas para 2017 e o retumbante fracasso do carro atual, tem que ter muito dinheiro para desenvolver um carro quase que completamente novo para correr apenas um ano e, ao mesmo tempo, projetar um novo bólido.

    Porsche, Audi e até mesmo a Toyota partem de bases já firmes, todas com propostas que em um momento outro se mostraram competitivas. Bem diferente do que a Nissan precisa, já que o próprio conceito do carro não se firmou.

    Se a equipe nipo americana passar o ano que vem inteiro se ocupando do carro de 2017 e este vir com o motor atrás da piloto, não vai ser ser surpresa alguma.

  4. Fernando Lima disse:

    Creio que a maior expectativa ficará por conta da reação da Toyota com o novo carro TS050…até mesmo sobre a necessidade de recrutar novos pilotos. Vale lembrar que a Toyota levantou o caneco da temporada ano passado, aqui mesmo em Interlagos, mas ainda há uma lacuna na estante dos japoneses: As 24h de Le Mans, que seus concorrentes Audi e Porsche já conquistaram desde a criação do WEC em 2012.

  5. Jose Afonso Sanches disse:

    E a Ligier? :-(

  6. renan disse:

    Uma pena n transmitir as provas na íntegra
    C isso acontecer vai selar o fim da f1 aqui no brasil

    • Tuca Britto disse:

      Com o fim do canal SPEED, que a Fox matou, fica cada vez mais difícil algum canal transmitir…

      • Rodrigo Mattar disse:

        Vocês acham que é muito simples passar prova de 6h na televisão sem nunca ter trabalhado numa ou saber questões contratuais, de grade ou de logística.

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