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8 de dezembro de 2015 - 15:10Galeria de Campeões

Galeria dos Campeões 2015 – Mundiais (Motociclismo)

RIO DE JANEIRO - Chegou a vez do blog trazer um resumo dos campeões mundiais em 2015 no Motociclismo, num ano cheio de surpresas e em que não faltou polêmica, principalmente na MotoGP.

MotoGP

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Um campeonato polêmico – talvez o mais polêmico de todos os tempos – que terminou na última etapa em Valência, com Jorge Lorenzo conquistando a taça e sendo apupado pelos próprios compatriotas. Um campeonato onde o vice Valentino Rossi, punido pela FIM por jogar Marc Márquez ao solo na prova da Malásia, acabou largando de último na decisão para chegar em 4º e ser ovacionado pela plateia do Circuito Ricardo Tormo – o que dá a dimensão do que é Valentino para o esporte e deixa em segundo plano a conquista – ainda que meritória – do espanhol e rival da Yamaha, que por certo venceu mais corridas e pelo retrospecto ao longo do ano merecia vencer. Mas não da forma como se tornou novamente campeão. Rossi, aos 36 anos, continua dando caldo como a “Gallina Vecchia” que é – e mostrou que ainda pode incomodar vez ou outra antes de se retirar de forma definitiva do esporte como o maior nome da história contemporânea da Motovelocidade.

Moto2

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Com oito vitórias em 18 etapas, o francês Johann Zarco tornou-se o nono campeão da história da Moto2, categoria de acesso à MotoGP. O piloto da Ajo Motorsport dominou a temporada, eclipsando o então campeão Esteve “Tito” Rabat, que corria em defesa do título conquistado ano passado. Uma fratura durante os treinos do GP do Japão tirou o espanhol de três corridas e afastou todas as suas hipóteses (pouco prováveis) de ser bicampeão como também do vice, que ficou com outro espanhol, Alex Rins.

Mesmo ficando fora de cinco provas, o ítalo-brasileiro Franco Morbidelli fez um bom campeonato. Defendendo a Italtrans Racing Team, o piloto fez um pódio em Indianápolis e terminou a temporada em 10º lugar com 90 pontos. No próximo ano, ele substitui justamente Tito Rabat na equipe Marc VDS, dividindo as atenções da escuderia belga com Alex Márquez, irmão do bicampeão da MotoGP Marc Márquez.

Moto3

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Um título histórico: 38 anos após a conquista de Barry Sheene nas 500cc em 1977, um britânico voltou a ser campeão mundial de Motovelocidade. Aos 22 anos, Danny Kent pôs a Union Jack seis vezes no topo do pódio em 18 etapas, bastando um 9º lugar na última etapa para levar o troféu de campeão para casa. O português Miguel Oliveira venceu igualmente por seis ocasiões – quatro nas últimas seis corridas – engrossando o caldo na batalha pelo título e perdendo por apenas seis pontos, numa temporada de amplo domínio dos dois protagonistas. Agora, os dois serão companheiros de equipe na Moto2, defendendo a Leopard Racing.

World Superbike Championship (WSBK)

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Jonathan Rea foi o grande nome da temporada 2015 no Mundial de Superbike. Aos 28 anos, o piloto britânico finalmente conquistou seu primeiro troféu de campeão na categoria das motos derivadas de modelos de produção em série. Defendendo a Kawasaki, Rea ganhou 14 corridas ao longo da temporada e conquistou o título com tranquila antecedência. Aliás, os britânicos foram figuras de proa no WSBK, já que quatro deles terminaram nas quatro primeiras posições da classificação entre os pilotos – Rea, Chaz Davies, o antigo campeão Tom Sykes e Leon Haslam.

Destaque para a participação sul-americana com o 8º lugar na classificação final alcançado pelo argentino Leandro “Tati” Mercado e para a volta de Max Biaggi às pistas. Aos 44 anos, o romano disputou duas rodadas (Misano Adriático e Sepang), conquistando um pódio na Malásia.

Supersport World Championship

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O turco Kenan Sofuoglu, com passagem apagada pelo Mundial de Motovelocidade, mostrou mais uma vez que quem manda no Mundial de Supersport (para motos derivadas de modelos de produção de série com cilindrada de até 600cc) é ele. Aos 31 anos, o piloto conquistou o quarto título da carreira ao vencer em cinco das doze corridas do calendário. Ele conquistou ainda quatro pole positions e mais quatro pódios, somando 233 pontos contra 196 do vice-campeão, o estadunidense P.J. Jacobsen, que começou o ano de Kawasaki e depois que trocou por uma Honda, conseguiu ganhar duas etapas.

O melhor sul-americano na categoria foi o colombiano Martín Cárdenas, que completou a temporada da Supersport em 11º lugar.

FIM Superstock 1000 Championship

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Se o Mundial de Superbike foi território dos britânicos, a FIM Superstock foi um feudo dos italianos, que das oito provas do certame venceram todas menos uma, a última, em que o vitorioso foi Jéremy Guarnoni. A disputa foi entre três antigos pilotos do Mundial de Motovelocidade, defendendo três construtores diferentes. E deu Lorenzo Savadori, único com uma máquina italiana (Aprília). Ele somou quatro vitórias e 164 pontos, deixando Roberto Tamburini com o vice e Raffaele de Rosa com a 3ª colocação.

Endurance FIM World Championship

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As provas de Resistência tradicionais da modalidade, como as 24h de Le Mans, o Bol d’Or de Paul Ricard e as 8h de Suzuka e de Oschersleben, na Alemanha, compuseram o Endurance FIM World Championship de 2015. E mais uma vez, os pilotos franceses deram as cartas: Anthony Delhalle/Etienne Masson/Vincent Philippe foram os grandes campeões da temporada, com 22 pontos de vantagem sobre os vice-campeões David Checa/Matthieu Gines/Kenny Foray. A Suzuki levou o título mundial de Equipes e a Yamaha, o de Construtores.

Sidecar

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Acreditem se quiserem, mas o Mundial de Sidecar ainda existe, e foi disputado este ano com um calendário de sete provas. E a temporada 2015 foi super equilibrada, com três duplas apresentando chance de chegar ao título na etapa final. E deu Holanda, com Bennie Streuer/Gert Koerts levando o título para os Países Baixos com cinco pontos de vantagem para Tim Reeves/Grégory Cluze, os vice-campeões de 2015.

MXGP

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Fim da hegemonia: o italiano Antonio Cairoli, que lutava pelo 7º título consecutivo na MXGP, a principal categoria do Mundial de Motocross, acabou batido inapelavelmente pelo francês Romain Fevbre, numa temporada em que o piloto da KTM – registre-se – esteve longe do domínio avassalador estabelecido nos seis anos anteriores. A temporada começou dominada pelo alemão Max Nagl, que trocara a Honda pela Husqvarna, mas após uma lesão do germânico, Fevbre surgiu avassalador e levou o título por antecipação na pista montada dentro do circuito holandês de Assen. Cairoli acabou o ano em 7º lugar e Nagl à sua frente, em sexto. Fevbre somou 735 pontos contra 592 do vice, o compatriota Gautier Paulin.

O brasileiro Antônio Balbi fez uma aparição na última etapa do MXGP em Glen Helen, na Califórnia (EUA). Acabou pontuando com o 17º lugar na segunda bateria daquele evento. Com quatro pontos somados, figurou no ranking da temporada em 64º lugar.

MX2

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 Outra categoria em que o grande favorito foi nocauteado por lesões: mais uma vez o holandês Jeffrey Herlings pintou como o grande nome da categoria de acesso à MXGP, mas de novo o piloto da Red Bull KTM, que já fraturara a perna ano passado, o que lhe fez perder um título praticamente ganho para Jordi Tixier, ficou pelo caminho. Isso tornou a temporada mais equilibrada do que nunca e a decisão do campeonato ficou entre dois outsiders: o letão Paulss Jonass (KTM) e o esloveno Tim Gajser (Honda), que com o suporte do Team Gariboldi acabou levando o título da temporada 2015 na última corrida em Glen Helen, somando ao fim da temporada 23 pontos a mais que Jonass.

Supermoto

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Na categoria que mescla terrenos acidentados com asfalto, deu França, na cabeça: Thomas Chareyre levou o título mundial de 2015 (o quarto em sua trajetória na modalidade) após oito rodadas cumpridas, batendo o italiano Ivan Lazzarini por 17 pontos. O austríaco Lukas Höllbacher completou o top 3 da temporada.

Trial

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Feudo dos espanhóis nos últimos anos, o Mundial de Trial, disputado em nove etapas, foi inteiramente dominado pelos pilotos da terra das touradas. Toni Bou conquistou, pela nona vez consecutiva, o título da modalidade, derrotando o compatriota Adam Raga por 37 pontos ao fim da temporada. Com sua Montesa, Bou ganhou seis das nove provas na geral e nas demais chegou em segundo, mostrando uma regularidade impressionante. Aos 29 anos, o piloto ainda tem fôlego e idade para ampliar seu recorde de conquistas. Quem poderá detê-lo?

Speedway

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Campeão mundial de Speedway em 2013, o britânico Tai Woffinden reconquistou o cetro na temporada de 2015, disputada em 12 etapas. A categoria dos pilotos e das motos que disputam provas em circuitos ovais de terra, derrapando rente ao chão, atraiu quase 50 pilotos ao longo da temporada. O estadunidense Greg Hancock faturou o vice e um veterano de outras batalhas, Nicki Pedersen, fechou o ano em 3º lugar.

Cross-Country

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O novo campeão mundial Cross-Country é um protegido da lenda austríaca Heinz Kinigadner: Matthias Walkner, que neste ano estreou no Rali Dakar, levou o título da temporada 2015, disputada em seis eventos (Abu Dhabi, Catar, Rali dos Faraós, Sardenha, Rali do Atacama e Líbia) ao somar 90 pontos com sua KTM, contra 83 do britânico Sam Sunderland e 72 do português Paulo Gonçalves, que defendia seu título conquistado no ano passado.

10 comentários

  1. Gustavo disse:

    Rodrigo,

    Tomara que a MotoGP repita em 2016 as excelentes disputas que assistimos em 2015, e que o episódio Rossi-Marquez seja algo definitivamente sepultado.

    Aproveitando a oportunidade, gostaria de deixar um off-topic que certamente empolgará os amantes dos esporte a motor: a empresa de simuladores iRacing lançou ontem (08/12/2015) sua versão “escaneada” do Nürburgring Nordschleife.

    Fruto de um intenso trabalho realizado no circuito de verdade, o resultado atingiu um nível sem precedentes.

    http://www.iracing.com/nurburgring-mclaren-southern-national-enhancedaudiovisuals-highlight-new-build/

    Vale a experiência.

  2. Wellington disse:

    Algun brasileiro ja participou do FIM World Championship ,parece ser um campeonato muito legal

    • Rodrigo Mattar disse:

      Wellington, não é possível que você não saiba quem foram Alex Barros, Antônio Jorge Neto, Luiz Celso Giannini, Edmar Ferreira e Adu Celso.

  3. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    Que bacana!
    Quanta variedade que eu desconhecia!
    Ainda existe o Campeonato de Sidecar, boa!
    A primeira vez que eles apareceram em São Paulo para uma corrida de demonstração foi interessante.
    Na época a revista AutoEsporte recolheu dois depoimentos:
    1) Segurança: “Acho que eles pegam este pessoal no hospício”.
    2) Mãe de piloto: “Meu filho não anda nisso nem pagando”.

  4. Gabriel Medina, O outro disse:

    Um dia desses estava pensando cá com os meus botões e cheguei a duas dúvidas algo que pertinentes para provas de endurance em motos:

    1 – Na Moto Gp, salvo engano, quando começa a chover os pilotos não trocam de pneu, e sim de moto. Nas provas de endurance isso também acontece?

    2 – Se não se trocam pneus de motos durante corridas, os caras chegam a correr 24 horas com os mesmíssimo jogo de pneus?

    3 – Se começar a chover e se trocarem as motos isso não tira completamente o sentido de uma prova de resistência?

    Sim, não sei lhufas de motociclismo, de curta e de longa duração.

  5. Luiz Fernando Moscardo da Silva disse:

    Caro Rodrigo Mattar seria redundante dizer que o seu blog ´é sensacional , parabens pelo post, tudo sobre os campeões das duas rodas !!!

  6. Pedro Sousa disse:

    O título da MotoGP ficaria mais justo se você colocasse os 3 espanhóis juntos, como campeões.

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