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22 de dezembro de 2015 - 18:44Mundial de Endurance

Sayonara, Nissan!

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Fim da linha: durou menos de um ano o projeto do Nissan GT-R LM Nismo para o WEC e Le Mans

RIO DE JANEIRO - Depois da vergonha que foi o regresso da montadora às 24h de Le Mans deste ano após tantos anos, até poderia se prever o pior. Mas não tão depressa: antes mesmo do fim de 2015, a Nissan diz adeus ao Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) e ao ambicioso projeto do GT-R LM Nismo LMP1 de motor dianteiro.

Nem a decisão de trocar as provas restantes do campeonato após Sarthe por testes de desenvolvimento – muito menos as novidades propostas após a troca de comando do programa do WEC, em que Ben Bowlby e Darren Cox caíram fora para entrar Michael Carcamo – foram capazes de trazer um mínimo de confiança do board da montadora, cujo comandante é o brasileiro Carlos Ghosn.

Já me perguntaram se a decisão do fim do programa da Nissan no Mundial de Endurance tem a ver com a volta da Renault ao universo da Fórmula 1 e eu respondi que não. Se fosse assim, os nipônicos teriam que desistir de absolutamente tudo no esporte, incluindo o Super GT – do qual foram campeões neste ano em todas as categorias – e o Blancpain Endurance Series, onde igualmente triunfaram.

Uma pena que um projeto tão inovador tenha sido conduzido de forma tão pretensiosa (o que incluiu um comercial no intervalo do Superbowl – a decisão da NFL – que custou US$ 15 milhões, é bom lembrar) e tão pouco produtiva no sentido de resultados. A Nissan deixa livres no mercado excelentes profissionais de engenharia e alguns bons pilotos, como o britânico Harry Tincknell. E de repente foi bom negócio para Nelsinho Piquet e Bruno Junqueira não embarcarem no que desde Sarthe já se antevia tremenda canoa furada, após os testes no NOLA Motorsport Park – inclusive em que o carro sequer andou com sistema híbrido – como já não o fizera em Sarthe.

E soa irônico que o slogan da montadora seja “Innovation That Excites”. A inovação, neste caso, deu ruim.

13 comentários

  1. Wellington disse:

    Uma pena, seria legal ver Toyota Nissan audi porsche

  2. Isidio Cristóvão disse:

    A Nissan deveria ter calçado as sandálias da humildade, reconhecido que o carro era uma b*$t#, refeito pelo menos com tração traseira mesmo que o motor ficasse ainda na dianteira. Contava-se com um powertran dos mais poderosos que neste ano teria ajuda da Renault na parte híbrida, também ficamos esperando e torcendo que Piquet Jr pudesse assumir uma vaga. Uma pena para os torcedores e amantes do esporte a motor.

  3. Antonio Vidal disse:

    Eu acredito que o maior fiasco do ano foi por parte da turma da HONDA….tiveram inúmeras provas durante a temporada e ainda, contaram com uma parceria de peso….
    Abraços a todos e um FELIZ NATAL aos amantes do Endurance….

  4. Francisco Muniz disse:

    Rodrigo, um Feliz Natal e Ano Novo a você e equipe.

  5. Hodari disse:

    A Nissan pecou na sua estratégia agressiva de marketing, inflaram demais as expectativas, o que só serviu para amplificar o fracasso retumbante em Le Mans, manchando a reputação do projeto. Uma pena!

  6. Marchi disse:

    Na boa. Querer chegar já mandando bem após estar anos atrás dos concorrentes seria algo fora do comum sem uma mudança drástica no regulamento. Mas não é esse o fato que impressiona e sim a falta de vontade da montadora para tentar achar o caminho da competitividade. Haraquiri vergonhoso.

    Pior que o carro é “estranho” até vídeo game.

  7. Gustavo Oliveira disse:

    E os “especialistas” em engenharia automotiva que na altura das 24 Horas de Le Mans diziam que o projeto não era um fracasso e que qualquer um que discordasse era um ignorante nos infinitos paranauês de diversas ciências como gestão de projetos, dinâmica veicular e competição automotiva?

    Cadê eles agora?!

  8. Gabriel Medina, O outro disse:

    Desde a péssima campanha em Sarhe era algo completamente esperado. Para fazer um carro tão inovador ser competitivo contra adversários tão notáveis era preciso parceiros mais qualificados (principalmente no ERS e construção do chassis), cronogramas mais realistas, menos apego ao marketing e, acima de qualquer coisa, uma gestão infinitamente melhor.

    Com o dobro de tempo e parceiros muito mais estruturados para projetar o carro e coloca-lo para correr era bem capaz de mesmo assim a Nissan chegar a conclusão de que a ideia era um bela duma roubada.

    Agora, sem nada disso, deu no que deu: Vexame.

  9. Victor disse:

    Deve ser o maior fiasco dos ultimos anos.

  10. Rodrigo Janazi disse:

    Depois de tudo que viram com Delta Wing e o Garage 56, ainda acreditaram no mesmo projetista. Eles tinham mais é que se ferrar mesmo. Podiam ter gasto esses 15 milhões no desenvolvimento do carro e feito um carro de corrida como tem que ser motor central e tração traseira.

  11. Jonny'O disse:

    Nossa, que pena, gostaria de ver até onde poderia ir esta técnica, infelizmente acho que pesou mesmo foi a grana, cada montadora deve investir em 2016 onde já tem algo correndo bem.

    Mas concordo com um comentário acima, não deveriam ter investido tanto no marketing, ou algo mais proporcional a uma experiencia.

    De qualquer forma já deu pra notar que 2016 vai ser mais tosco a coisa, são os tempo de crise!

  12. Marcos José disse:

    A “soberba” falou mais alto neste projeto da Nissan!! Carlos Ghosn não gosta de “rasgar” dinheiro sem motivo nenhum e talvez o projeto teria continuidade se o carro atual tiveste a mesma configuração de engenharia (motor traseiro) dos outros concorrentes da WEC.

  13. Ike disse:

    Realmente é uma grande perda para o automobilismo e sua história, tenho grande admiração pelo projeto e iniciativa da Nissan, como nos velhos tempos buscaram novas alternativas, dar o pulo do gato, mas o risco da derrota ou os louros do sucesso são só daqueles que aceitam os desafios.
    O que seria se Chapman tivesse desistido do carro asa? ou a Renault dos turbos? ou a Mazda dos Wankels?
    Parabéns a Nissan, houve investimento, houve dedicação, houve comprometimento, a derrota fás parte do jogo, se não, no pódiun teríamos apenas o primeiro degrau.

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