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5 de junho de 2016 - 19:0624 Horas de Le Mans

Journée Test: Audi e Lucas Di Grassi no topo

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Em grande fase na Audi, Lucas Di Grassi fez o melhor tempo do Journée Test das 24h de Le Mans, superando Porsche e Toyota neste domingo

RIO DE JANEIRO - Deu Audi – e o brasileiro Lucas Di Grassi – no topo da folha de tempos do Journée Test, o treino preparatório para a 84ª edição das 24h de Le Mans. Com o tempo de 3’21″375, o piloto que venceu as 6h de Spa-Francorchamps junto a Loïc Duval e Oliver Jarvis foi o mais rápido do dia, após uma manhã bastante atribulada para os quatrargólicos.

O tempo de Lucas foi 0″895 mais rápido que o Porsche #1 dos atuais campeões mundiais. Mark Webber, pela manhã, estabeleceu o tempo de 3’22″270, poucos milésimos à frente de Neel Jani, que fez 3’22″334 no carro #2 da marca do cavalinho empinado de Stuttgart. Andre Lotterer pôs o outro Audi R18 em quarto lugar ao fim do dia, com 3’22″588.

Estreando o pacote aerodinâmico para Le Mans, a Toyota ficou em quinto e sexto, respectivamente com Anthony Davidson e Kamui Kobayashi. As melhores voltas dos TS050 Hybrid ficaram sempre na casa de 3’23″, com o britânico meio segundo à frente do japonês. Alex Imperatori fez o melhor tempo entre os LMP1 não oficiais: com o carro #13 da Rebellion, o helvético virou em 3’27″067.

Nelsinho Piquet foi o mais rápido entre os pilotos do #12 – na pista e no trecho mais rápido do circuito. O brasileiro chegou à velocidade de 336 km/h no Speed Trap de Le Mans, contra 334,9 km/h de Mathéo Tuscher e 332,9 km/h de Loïc Duval. Considerando as circunstâncias, especialmente o deficit em relação aos LMP1 de fábrica, o desempenho do carro é excelente. Piquet virou em 3’27″117 ao fim de 29 voltas completadas – mais de um segundo e meio abaixo do experiente Nick Heidfeld. O CLM P1/01 da ByKolles nem chegou perto dos carros vermelhos: Pierre Kaffer fez a melhor volta do #4 em 3’33″025.

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Tristan Gommendy, com o Oreca 05 Nissan #33 da Eurasia Motorsport, foi o mais rápido entre os pilotos da classe LMP2

Na classe LMP2, deu 1-2 de pilotos franceses no topo dos tempos. A bordo do #33 da Eurasia Motorsport, Tristan Gommendy fez 3’36″690, mais de sete décimos abaixo do que Nicolas Lapierre estabelecera na primeira sessão com o Alpine A460 da Signatech-Alpine. A G-Drive Racing marcou boa presença com seus dois carros: o Oreca 05 de René Rast ficou em 3º com 3’37″503 e o estreante Jake Dennis impressionou no Gibson 015S – um dos seis protótipos na configuração Spyder. O jovem britânico marcou 3’37″581.

A Manor também fez boa figura com o 5º tempo obtido pelo espanhol Roberto Mehri, seguido pela campeã da prova ano passado – a KCMG, que contou com Richard Bradley na volta mais rápida. Mathias Beche foi o mais rápido no #46 da Thiriet by TDS Racing e Laurens Vanthoor cravou o melhor tempo entre os protótipos Ligier – com o único carro equipado com motor Honda, o da Michael Shank Racing.

Aliás, registre-se aqui o grande esforço do brasileiro Oswaldo Negri para participar do Journée Test. Ele viajou num voo da Delta Airlines para Paris, chegou pela manhã cedo e conseguiu completar 12 voltas – a Michael Shank Racing, aliás, completou 75 voltas na pista no total. Negri poderia ter guiado mais, mas sofreu um acidente na freada chicane Michelin, num trecho de alta velocidade, mas felizmente sem grandes danos para o chassi. Esse acidente inclusive provocou o fim do treino com meia hora restando para o seu final. A melhor volta do brasileiro foi 3’46″513. Vanthoor completou 35 giros – o melhor deles em 3’38″589.

Pipo Derani foi o mais rápido entre os pilotos da Tequila Patrón ESM: com o carro #31, o brasileiro completou um total de 22 voltas – a mais rápida delas em 3’40″239. Bruno Senna e a equipe RGR Sport by Morand tiveram problemas de motor e o desempenho do #43 ficou bem abaixo do esperado. A melhor volta foi do português Filipe Albuquerque, em 3’42″568. Senna deu somente oito voltas no Journée Test e conseguiu marcar 3’46″485.

Outra grande atração do Journée Test foi a presença do quadriamputado Fréderic Sausset, que vai disputar a prova com um protótipo Morgan EVO LMP2 Nissan. Ele deu 15 voltas – a mais rápida delas em 4’02″873, melhor que o tempo do australiano Dean Koutsomidis, que andou como piloto reserva da Race Performance num Oreca 03R Judd. A melhor volta do Garage 56 foi em 3’48″253, com Christophe Tinseau a bordo.

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Na divisão mais equilibrada – a LMGTE-PRO – o Corvette #63 foi o mais veloz graças ao espanhol Antonio Garcia

Entre os bólidos da competitiva divisão LMGTE-PRO, a Corvette conseguiu bater a Porsche, que fora a mais rápida na primeira sessão. O espanhol Antonio Garcia cravou 3’55″122, 0″280 abaixo do britânico Nick Tandy, campeão das 24h de Le Mans ano passado. Fred Makowiecki foi o terceiro mais veloz no outro Porsche 991 RSR da equipe oficial de fábrica, com equipamento supervisionado pela CORE Autosport dos EUA em parceria com Olaf Manthey.

Oliver Gavin, que junto a Tommy Milner e Jordan Taylor defendem o título da prova na categoria, ficou com o quarto melhor tempo. James Calado foi o 5º na Ferrari da AF Corse, seguido pelo Ford GT #69 de Ryan Briscoe e por Gianmaria Bruni. Os sete mais rápidos da divisão ficaram dentro do mesmo segundo, com Billy Johnson num surpreendente oitavo posto noutro Ford GT. Giancarlo Fisichella foi o nono mais rápido e Nicki Thiim, com o melhor Aston Martin, fechou o top 10 entre os 14 inscritos da classe.

No carro #97, Jonathan Adam foi o mais rápido – 11º tempo, com 3’56″523. O brasileiro Fernando Rees deu 11 voltas apenas, a mais rápida delas em 4’00″544 – a cinco segundos do tempo de Antonio Garcia.

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Nicky Catsburg fez a melhor volta do Journée Test entre os carros da LMGTE-AM, com o Corvette #50 da Larbre Competition. Mas o holandês não deve ficar com a vaga aberta após o acidente de Paolo Ruberti…

E na LMGTE-AM, a Larbre Competition riu por último: o holandês Nicky Catsburg superou de muito longe em relação aos demais pilotos o tempo da sessão matinal obtido por Matt Griffin na Ferrari da AF Corse. Apesar da ótima performance a bordo do #50 da Larbre Competition, marcando 3’57″999, oito décimos abaixo do segundo colocado, o piloto não deverá ficar com a vaga deixada em aberto pelo acidente de Paolo Ruberti num teste em Hockenheim. O problema não é talento e sim, dinheiro. Jack Lecomte precisa do “vil metal” e de um piloto que complete o orçamento. Por isso, o veterano Jean-Philippe Belloc – que também andou bem, registre-se – foi lembrado e andou no #50 com tempos decentes.

O terceiro tempo da divisão ficou com a Ferrari #62 da Scuderia Corsa, tripulada por Townsend Bell. Este carro é assistido pela AF Corse, assim como o #61 da Clearwater Racing, de Cingapura. A estreante equipe ficou em 4º na sessão graças a outro Bell – Rob Bell. O veterano Emmanuel Collard foi o 5º com a Ferrari #83, competidora regular do WEC, seguido por Pedro Lamy no Aston Martin #98.

Nas posições seguintes, vieram dois Porsche 991 RSR: o #78 da KCMG com Wolf Henzler e o #86 da Gulf Racing guiado pelo novato em Sarthe Ben Barker. Mikkel Mac Jensen deu o 9º tempo à Ferrari da Formula Racing e o estadunidense Leh Keen – mais um entre muitos que andaram ontem na prova do IMSA Weather Tech SportsCar Championship – fechou o lote entre os 10 mais rápidos da categoria. O bólido mais lento foi o Aston Martin #99, com Gary Hirsch marcando a melhor volta em 4’03″896.

A partir desta segunda-feira, o A Mil Por Hora começa a apresentar as equipes participantes da 84ª edição das 24h de Le Mans. Não deixem de conferir as postagens!

7 comentários

  1. Fernando Silva disse:

    Perspectiva boa para o Di Grassi e Nelsinho…o primeiro tem a vantagem de estar num time que tem a mão desta prova e um carro híbrido mais rápiso em tempos de volta, em contrapartida os novos LMP1 hibridos vem sofrendo com a falta de confiabilidade…é dai que a Rebellion pode tirar o coelho da cartola…a conferir.
    Torcida definida só tenho no momento na classe LMGTEPro…vou de Ford mesmo o carro não tendo mostrado velocidade suficiente para encarar os rivais (minha opinião…), mas evoluiu desde a aparição nas 24h de Daytona e numa outra prova de 24h tudo pode acontecer.

  2. Augusto Neto disse:

    Espera mais da Toyota, depois do grande desempenho em Spa, vamos ver, gostaria de ver as três realmente brigando pela vitória, Webber disse que o segredo vão ser os pneus, quem conseguir andar mais com eles ganha se não houver problemas mecanicos e a Aston Marting putz andou nada, nem na GT-AM onde ela sempre anda bem foi mal, mas 24 Horas de Le Mans é imprevisivel, que o diga as 24 Horas de Nurburgring, decidida na última volta.

  3. Gabriel Medina, O outro disse:

    http://www.motorsport.com/gt-masters/photo/main-gallery/start-action-1449/?sz=9&r=85902&s=-6&oft=96&id=9569806&i=82

    Fiquei impressionado com essa foto da etapa de domingo do GT Masters em Lausitzring. O tamanho do grid impressiona, o tanto de gente nas arquibancadas, mais ainda. Isso no mesmo final de semana do teste para Le Mans e meros 7 dias após as 24 Horas de Nurburgring.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Contei uns 37 carros aí. E o GT Masters fez sua prova no mesmo fim de semana do DTM.

      • Gabriel Medina, O outro disse:

        Sim, depois eu vi que esse evento em Lausitz foi um grande acontecimento do automobilismo alemão, com várias categorias, o que explica as arquibancadas.

        Mas o tamanho do grid a apenas uma semana das 24 Horas de Nurbrugring realmente impressiona.

  4. Pedro Ribeiro disse:

    Esse R18 e-tron quattro 2016 é tão diferente do primeiro R18 e-tron quattro que merecia ser um R20….

    • Gabriel Medina, O outro disse:

      Esses nomes dos protótipos P1 são meio confusos mesmo. O 919 que a Porsche usa desde o ano passado é outro carro e não o primeiro 919 atualizado, mas o nome continuou. Se bem que no caso da Audi o monocoque continua o mesmo.

      Acho que só a Toyota tem mudado o nome do carro de maneira mais, digamos, tradicional.

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