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25 de agosto de 2016 - 16:45Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (341)

Michael Schumacher Story

A bordo do Jordan 191 com motor Ford Cosworth: Michael Schumacher impressionou desde o primeiro momento na Fórmula 1

RIO DE JANEIRO - Dia 25 de agosto de 1991. Circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Naquela data, há exatos 25 anos, ninguém tinha a menor ideia que o piloto do carro #32, classificado em 7º lugar no grid para sua prova de estreia, se tornaria um dos maiores nomes contemporâneos do automobilismo.

Então com 22 anos de idade, um tal de Michael Schumacher despontava do quase anonimato em que se encontrava no início de sua carreira, basicamente pontuada por boas performances na Fórmula 3 (venceu o GP de Macau numa polêmica com Mika Häkkinen), algumas trapalhadas no DTM e bons desempenhos com os Sauber-Mercedes de Grupo C, com direito a um 5º lugar e a volta mais rápida das 24h de Le Mans de 1991.

O titular da Jordan, Bertrand Gachot, se envolvera com problemas com a justiça britânica: um ano antes, ele agredira o taxista Eric Court com um spray de pimenta e o piloto, que cumpria boa temporada, acabou preso e cumpria pena em Brixton – ainda no mesmo ano, foi solto, mas já era tarde. Com o lugar na Jordan – uma equipe estreante e promissora – disponível, Willi Weber e Michael Schumacher, com a ajuda de Jochen Neerpasch e Norbert Haug (leia-se Mercedes-Benz), traçaram um plano para tornar possível a estreia do atrevido Schumacher na Fórmula 1.

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Lorota: Willi Weber e Michael Schumacher mentiram deslavadamente dizendo que o alemão conhecia a pista. Mas o que ele fez no treino foi realmente impressionante…

A vaga custou US$ 300 mil, pagos pela montadora da estrela de três pontas. Michael testou pela equipe na terça-feira em Silverstone e logo na sequência embarcou para a Bélgica. Eddie Jordan talvez não o contratasse se Weber tivesse dito a verdade. E a verdade era que seu protegido não conhecia um metro da pista de Spa-Francorchamps. Nunca tinha andado lá, nem a pé, mas o empresário e o piloto disseram cinicamente que sim. Mas para conhecer melhor a pista, Schumacher pegou uma bicicleta e andou em Spa assim que chegou.

Pegou as referências rápido: o carro era bom e não foi difícil para impressionar. Schumacher fez 1’51″212, 7º melhor tempo na soma das duas sessões de qualificação. Andrea de Cesaris, que tinha a mão do Jordan 191, fazia uma temporada bastante boa e andava muito bem em Spa (liderou lá em 1983 e era um dos únicos que fazia o complexo Eau Rouge-Raidillon de pé cravado), ficou em 11º, sete décimos atrás do atrevido novato.

Para Schumacher, a corrida não durou uma única volta: ficou sem embreagem. E dá o que pensar o que ele poderia ter feito já em sua primeira corrida, uma vez que, com o mesmo carro, De Cesaris guiou como nunca, ocupando o 2º lugar por 10 voltas até quebrar.

O italiano poderia ter ganho? Vai saber… Ficamos sem resposta.

Depois de Spa, o resto é história. Flavio Briatore foi “convencido” que o garoto tinha muito talento, demitiu Moreno, contratou Schumacher e… deu no que deu.

Há 25 anos, direto do túnel do tempo.

1 comentário

  1. Alberto disse:

    Grande lembrança!
    E com detalhes, só você mesmo pra saber o nome do taxista!

    abraço

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