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10 de agosto de 2016 - 16:52Fórmula 1, Memorabilia

Há 30 anos…

RIO DE JANEIRO - Talvez a maior obra-prima da história do automobilismo. Para mim, a ultrapassagem do século XX. Momento sublime e inesquecível perpetrado por dois gênios, como só o esporte – em seu auge – pôde nos ofertar.

Nelson Piquet Souto Maior e Ayrton Senna da Silva. Gênios na semelhança, mas completamente antagônicos no caráter, na forma de ver o esporte. Senna, um obcecado pela perfeição. Piquet, dono da fama de maior bon vivant da Fórmula 1, porém um acertador de carros de primeira linha e – nos dias mais inspirados, tão veloz e impecável quanto seu compatriota.

Pena que os brasileiros em geral não sabem e nunca souberam admirar mais de um desses craques. Recrudesceu – e ainda recrudesce – o ódio entre “Sennistas” e “Piquetistas”. E as discussões ainda pontuam as redes sociais. Até hoje.

Uma coisa é certa: não se pode deixar, seja você fã do Ayrton, do Nelson ou de nenhum dos dois, de se elogiar, admirar e aplaudir o que se viu há 30 anos na estreia do GP da Hungria, no dia 10 de agosto de 1986.

11 comentários

  1. Ricardo Talarico disse:

    Caro Mattar,
    Como todos os gênios, são polêmicos.
    Mas, sempre gênios.

  2. walter disse:

    Eu assisti a esse duelo e a outros.
    A molecada de hoje, que torceu para Schumacher ou para esses astros de hoje em dia, deveria pensar o que seria uma dobradinha de brasileiros, grandes feras, disputando títulos.
    Nós vimos isso.
    A polêmica é a diversão de alguns.
    O fato: que dupla maravilhosa!

  3. Pedro Perez disse:

    Somente esse jejum de títulos e vitórias brasileiras para nos dar a real dimensão do que foi ter Piquet e Senna juntos em uma mesma época na F1. Jamais veremos algo igual!

  4. Gustavo disse:

    Pode parecer estranho, apesar de admirar e reconhecer o talento dos dois, mas sinto mais falta daquele automobilismo de pouca eletrônica e aerodinâmica do que propriamente de algum piloto em especial.

    E percebam que a turma acima dos 40-45 anos de idade teve o prazer de ver atuando numa mesma pista nomes como Alain Prost, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Nigel Mansell, keke Rosberg, Michele Alboreto dentre outros extremamente talentosos (alguns nunca foram campeões, mas isso não lhes tira o brilho).

  5. Vinicius disse:

    Você tocou num ponto importante: por que não admirar os dois pilotos?? Assim como não há razão para não se admirar um piloto estrangeiro quando no patamar dos melhores do esporte!! Quanto mais gênios como esses dois melhor!!

  6. luigi disse:

    Eu só tenho uma dúvida ,acho que os carros de hoje não permitiriam uma ultrapassagem como esta ,pois tem um downforce muito mais forte e ainda tem os pedaços dos Pneus Sfarelli que ficam ao lado do trilho que comprometeriam a dirigibilidade.
    Mas o amor pelo automobilismo de quase todo mundo com mais de 50 começou por manobras como esta e não por ultrapassagens tipo 171-DSR e uma infinidade de estúpidas punições por qualquer ousadia de um piloto mais hábil e determinado, Como escreveu Jean Cacteau : “Nada existe de audacioso sem a desobediência as regras” , e no meu entendimento ; o excesso de regras e normas castra a criatividade e torna quase tudo ,muito repetitivamente e cansativamente burocrático. .

  7. Gabriel Medina, The Other disse:

    Dois dos grandes, embora eu ache o ‘culto’ ao Senna uma tremenda besteira.

    Agora, tem uma coisa; Todo e qualquer post sobre F1 e automobilismo em geral é fartamente dominado pelo mesmo papo: “Nos anos 80…” “Prost, Piquet, Mansell..” “Era muitos melhor…”

    Não que hoje seja tudo uma maravilha, eu, por exemplo, não assisto e não acompanho a F1 atual, mas fora ela existem inúmeras coisas legais acontecendo todo santo final de semana, principalmente no endurance e categoria menores.

    Será que é mesmo tão difícil falar de outra coisa, será que nos anos 80 era tão mais legal assim? Não consigo acreditar que a temporada de 1988, por exemplo foi tão mais emocionante assim, com a McLaren ganhando quase todas as corridas.

    Usando uma expressão de acordo com o tema: Virem o disco!

    • Gustavo disse:

      Salve Medina.

      Os anos 1980 foram especiais não somente para a F-1, mas para outras categorias que adotaram o turbo, numa época em que o objetivo era unicamente o máximo possível de potência.

      O mundial de Rally, com o estonteante grupo B; o mundial de Endurance (não lembro exatamente a classe), e outras categorias criaram carros absurdamente potentes e sem muita sofistição eletrônica ou aerodinâmica. Era pilotagem no mais puro sentido da palavra, e os organizadores não eram tão babacas como hoje em dia, criando regras até para o cara peidar.

      Concordo com você que existem hoje coisas muito legais acontecendo. O Brasileiro de Endurance, que o Rodrigo Mattar é dos poucos a divulgar, é simplesmente sensacional.

      Para ilustrar, o que tento dizer sobre o que digo dos anos 1980, compare os vídeos abaixo, da subida de Pikes Peak. É possível que sensibilizem mais quem viveu aqueles tempos, mas é visível a diferença.

      https://www.youtube.com/watch?v=p5A1rBZ0SJ4

      https://www.youtube.com/watch?v=Y20CLumT2Sg

      Ainda nas coisas bacanas de atualmente, temos a MotoGP que tá dando lição de competição em muita categoria de quatro rodas.

      Saudações.

      • Gabriel Medina, The Other disse:

        Gustavo, não estou falando da historia do automobilismo e nem tampouco me atrevendo a desmerecer determinada época.

        Apesar de não ter acompanhado – nasci em 84 – sei um ou outra coisa sobre os anos 80 e a historia do automobilismo em geral e gosto bastante de pesquisa-la.

        O que me referi foi somente o comportamento online rabugento de alguns leitores – algo bem atual, diga-se.

        Dou um exemplo: As 24 de Horas de Le Mans desse ano foram sensacionais. Pois bem, em uma nota sobre a prova em um blog, leio o seguinte comentário: “Na minha época que era bom, tinha o 917…” Cara, pra que?

        Em tempo, a classe de endurance que vc se referiu era o Grupo C, que depois foi desmembrado em C1 e C2 e tinha sua contraparte americana, os GTPs – muito parecidos, mas não totalmente iguais. Algo muito parecido com o que veremos o ano que vem com P1, P2 e DPis.

        Não acredito que a capacidade humana para a babaquice se altere com o tempo, logo, os dirigentes de outrem tinham lá suas babaquices, talvez menos focadas no lado técnico da coisa. Vide Jean Marie Balestre.

        A grande diferença dos videos de Pikes Peak é o piso, já a performance dos carros se equivale, onde um tinha o turbo o outro tem aderência.

        É isso, valeu.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Gabriel, tenho a impressão que mais babaca que o Balestre, só o Max Mosley, que foi o fantoche do Bernie e assassinou todos os campeonatos que pôde.

  8. B'Hengler disse:

    Dois mega pilotos… Rivais, não inimigos…
    Ambos na lista dos melhores dos melhores…
    Infelizmente na torcida é difícil admirar os dois…
    …porque não se pode achar um melhor que o outro…
    Ou será tachado de “viúva do Senna”…
    …ou “professor de auto escola” do Piquet…

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