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26 de setembro de 2016 - 19:28Motocross

França é tricampeã do Motocross das Nações

Podium_MXoN_I_2016

Ladeados pelos pilotos da Holanda (esquerda da foto) e EUA (direita), os franceses Romain Fevbre, Gautier Paulin e Benoit Paturel comemoram o tricampeonato do país no MXoN, disputado este ano em Maggiora, na Itália

RIO DE JANEIRO (atualizado terça-feira, às 14h45) - Tradicional evento de encerramento de temporada do Mundial de Motocross (MXGP), o Motocross das Nações (MXoN) foi disputado pela 70ª vez na história no circuito italiano de Maggiora, com 1.830 metros de extensão e público estimado em 85 mil torcedores. Campeã das duas últimas edições do evento, a França virou para cima dos EUA, que lideravam após a segunda bateria e levou o tricampeonato para a terra da Bastilha. Romain Fevbre, Gautier Paulin e Benoit Paturel foram os protagonistas da conquista.

Nesse período, Paulin foi o único presente nos três títulos da França, sendo o primeiro de Paturel no MXoN e o segundo de Romain Fevbre, campeão da MXGP em 2015. Na primeira corrida, com o grid misturando motos das classes MXGP e MX2, Fevbre venceu, deixando o ídolo local Toni Cairoli em segundo e Kevin Strijbos, da Bélgica, foi o 3º colocado. Cabe lembrar que no Motocross das Nações, cada país é representado por dois pilotos por bateria e o pior resultado é descartado no somatório para a classificação final.

Os EUA ficaram em 4º lugar na prova #1 graças a Cooper Webb e pegaram a ponta após a vitória de Jason Anderson na segunda prova (MX2 + Open). Gautier Paulin deixou a França ainda com chances, após terminar na 3ª posição, com Jeffrey Herlings abiscoitando o segundo lugar. E o holandês, campeão da MX2 na temporada recém-encerrada, teve uma atuação de gala na última bateria (MXGP + Open): não só venceu a prova com mais de sete segundos para Toni Cairoli, como também deu o vice aos Países Baixos, já que Cooper Webb fez uma prova abaixo do esperado e terminou apenas em 10º lugar.

Os pontos perdidos foram cruciais para a derrota ianque, enquanto com o quarto posto na terceira bateria, Romain Fevbre deu à França mais um título – o quarto do país no MXoN – e cabe lembrar que, se o piloto da moto #461 terminasse abaixo da quinta posição, o título seria da Holanda.

O Brasil foi representado por Jean Carlo Ramos, Fábio Aparecido dos Santos e Ramyller Alves. Os pilotos do país disputaram a Final B e o melhor resultado foi o 7º lugar de Jean Carlo Ramos. Com isso, o time ficou com a 24ª posição entre 38 países.

A próxima edição do Motocross das Nações seria no circuito californiano de Glen Helen, que neste ano sediou a última etapa do Mundial de Motocross. Mas a Youthstream, promotora do MXGP, anunciou nesta terça-feira que o evento não mais será realizado nos EUA. Ainda haverá uma confirmação oficial do país e da pista que receberão o MXoN no próximo ano. Em 2018, a prova será na Bélgica, em pista a ser definida – este país recebeu o evento pela última vez em 2012, na pista de Lommel.

Classificação do MXoN:

1. França – 29 pontos perdidos
(Gautier Paulin, Romain Fevbre e Benoit Paturel)

2. Holanda – 30
(Jeffrey Herlings, Glen Coldenhoff e Brian Bogers)

3. EUA – 33
(Jason Anderson, Cooper Webb e Alex Martin)

4. Bélgica – 36
(Kevin Strijbos, Jeremy Van Horebeek e Brent Van Doninck)

5. Itália – 41
(Toni Cairoli, Michele Cervellini e Samuele Bernardini)

6. Suíça – 44
(Arnaud Tonus, Jeremy Seewer e Valentin Guillod)

7. Grã-Bretanha – 73
(Tommy Searle, Shaun Simpson e Max Anstie)

8. Austrália – 76
(Dean Ferris, Todd Waters e Mitchell Evans)

9. Estônia – 93
(Harri Kullas, Priit Ratsep e Tanel Leok)

10. Canadá – 95
(Kaven Benoit, Tyler Medaglia e Shawn Maffenbeirer)

11. Rússia – 96
(Evgeny Bobryshev, Semen Rogozin e Vsevolod Brylyakov)

12. Espanha – 96
(Jose Butron, Jorge Zaragoza e Javier Prado García)

13. Suécia – 102
(Alvin Östlund, Anton Gole e Frëdrik Noren)

14. Dinamarca – 102
(Glen Meier, Nikolaj Larsen e Thomas Kjer Olsen)

15. Áustria – 137
(Pascal Rauchenecker, Michael Sandner e Lukas Neurauter)

16. República Tcheca – 139
(Filip Neugebauer, Jaromir Romancik e Petr Smitka)

17. Nova Zelândia – 140
(Cody Cooper, Harmish Harwood e Josiah Natzke)

18. Japão – 145
(Kei Yamamoto, Akira Narita e Chihiro Notsuka)

19. Lituânia – 158
(Arminas Jasikonis, Dovydas Karka e Vytaukas Bucas)

4 comentários

  1. Caio Curitiba disse:

    Oi Rodrigo, os EUA tiveram um azar muito grande no Motocross da Nações.
    O piloto Jason Anderson, ganhou a segunda bateria e estava comemorando
    a vitória depois da linha de chegada, quando um outro piloto saltou na linha de chegada e caiu em cima do vencedor. Assim Jason Anderson, se machucou e não pode correr na bateria final e os EUA perderam pontos pois só tiveram 1 piloto na
    ultima bateria. Foi um azar incrível dos americanos.
    Abraço

  2. Jorge Roberto disse:

    Depois da última bateria, a 3ª, quase aconteceu um acidente gigantesco no mesmo local onde ocorreu o acidente com o piloto americano Jason Anderson ao final da 2ª bateria, pois assim que o piloto da Holanda cruzou a linha de chegada, os torcedores invadiram a pista e alguns pilotos estavam saltando e quase aterrissaram em cima deles.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Eu vi o acidente do Jason Anderson hoje na gravação dos highlights do MXoN. Simplesmente surreal. A roda da moto do cara que saltava atrás – acho que retardatário – pega em cheio a cabeça do cara. Coitado…

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