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28 de setembro de 2016 - 12:46Imprensa

Vinte e dois

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RIO DE JANEIRO - O Victor Martins lembrou muito bem hoje no Facebook: o Grande Prêmio completou exatos 22 anos ontem, 27 de setembro. Da mente do Flavio Gomes, que tinha saído em 1994 da Folha de S. Paulo após a cobertura da morte de Ayrton Senna no GP de San Marino, veio a agência de notícias Warm Up, que desaguou no GP – hoje leitura obrigatória para quem gosta de bom automobilismo.

Este louco aqui foi convidado a se incorporar ao time de blogueiros do Grande Prêmio em maio de 2014, trazendo o A Mil Por Hora, que já foi do portal de uma grande emissora de televisão e também um veículo independente de informação e opinião durante mais de um ano – o que se tornou uma terapia para mim quando fui demitido em novembro de 2012 até a Fox me contratar seis meses depois e daí pelo período seguinte até o convite formal do Victor. Contando os posts desde que comecei com o “novo” blog, menos de 24h depois de ser demitido, são 5.614 – coisa pra burro. Algumas dessas postagens, transmissões ao vivo de corridas que coloquei graças aos streamings disponíveis.

Por isso, me sinto na obrigação de dizer parabéns à toda a trupe do Grande Prêmio, sem exceção. Aos que fazem e aos que fizeram parte dessa história bacana. Não vou citar nomes, pra não ser injusto.

Por falar em citação, recomendo vivamente a leitura das matérias do Grande Premium sobre a crise que assola o automobilismo brasileiro – o que, infelizmente, não se constitui em novidade. Aliás, teremos eleição para a presidência da CBA em breve e urge ao esporte se livrar da camarilha de Cleyton Pinteiro. Se eu pudesse, votaria em Milton Sperafico, que é um dos candidatos, de olhos fechados. Milton é do métier – foi piloto, campeão sul-americano de Fórmula 3 na classe B em 1993 – e sabe quais são as necessidades prementes do nosso esporte.

As reportagens da moçada do GP são dignas de atenção. No Grande Premium, é exposta a nu a crise da Fórmula Truck, com a série de matérias intitulada “Um caminhão de problemas”. A categoria dos caminhões está afundada em dívidas, não paga a fornecedores e muito menos a narradores e comentaristas. O amigo Eduardo Homem de Mello, por exemplo, cobra em redes sociais, pra todo mundo ver, o que lhe devem.

A morte de Aurélio Batista Félix, pelo visto, fez muito mal à categoria.

E pensar que, quando fui em duas provas da F-Truck no Rio de Janeiro, a categoria me parecia tão saudável… o castelo de cartas ruiu.

Tem mais: o Fernando Silva, fera das boas, traz também uma reportagem sobre a queda de pilotos da Fórmula 3 Brasil. A crise pelo visto também se instalou na única categoria nacional de monopostos, aquela que deveria ser a base do automobilismo nacional. Dez e sete carros – isso mesmo, sete – compuseram o grid das últimas provas em Interlagos e Londrina. A Vicar parece não destinar à categoria que ela abraçou no momento mais crítico de sua história o mesmo carinho que tem com a Stock Car, por exemplo.

Depois, com razão, nos queixamos da carência de pilotos a caminho do automobilismo internacional e principalmente da ausência de ídolos. Quem hoje nós podemos dizer que é um ídolo do automobilismo brasileiro aqui ou lá fora? Acho que ninguém, não é mesmo?

Desejo mais 22 anos de vida ao Grande Prêmio. E que o A Mil Por Hora possa participar, muito mais, desse crescimento de uma referência de bom jornalismo esportivo. O blog seguirá contribuindo enquanto o FG e o VM assim quiserem e permitirem, até porque nunca em tempo algum tive restrição para escrever o que quisesse aqui.

Liberdade com responsabilidade.

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