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14 de outubro de 2016 - 12:40Mundial de Endurance

Rumor: Audi fora do WEC em 2018… será?

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Era só o que faltava: questões orçamentárias e tecnológicas podem fazer a Audi abandonar o WEC a partir de 2018 (Foto: Auto Motor Und Sport/Reprodução)

RIO DE JANEIRO - Preocupante: começa a circular na imprensa europeia, especialmente lá pelos lados da Alemanha, um rumor crescente de que a Audi, único construtor presente nas provas de protótipos LMP1 nos últimos 17 anos, estaria deixando o Campeonato Mundial de Endurance e – consequentemente – as 24 Horas de Le Mans.

A publicação Auto Motor und Sport dá sete indícios de que a decisão pode ser – ou já foi tomada – e o anúncio seria iminente. No Bahrein, última prova do Mundial deste ano, os quatrargólicos anunciariam sua retirada, mantendo o programa para um último ano em 2017 e caindo fora na temporada seguinte.

Entre os indícios estão a crise gerada pelo “Dieselgate” da Volkswagen, que afetou sobremaneira o programa de motorsport de Porsche e Audi no que concerne às 24h de Le Mans; problemas orçamentários que podem levar ao fim da divisão de competição da montadora de Ingolstadt – que passaria por uma profunda reformulação e, principalmente, a questão tecnológica.

A Audi, como todo mundo sabe, investiu pesado na última década em motores movidos a diesel. Mas especialistas consideram que o combustível é cada vez mais obsoleto, por conta das emissões de gases poluentes no planeta. Há quem diga que num prazo de cinco a sete anos, não existirão motores a diesel nos carros de passeio em território alemão.

Não obstante, o sucesso da Porsche em Sarthe – não custa nada lembrar que a marca de Weissach também é do Volkswagen Auto Group (VAG) – pode ter minado um pouco as esperanças da Audi em retomar o seu domínio dos últimos anos, em que perderam apenas cinco vezes a clássica prova francesa de longa duração desde 1999 para, respectivamente, BMW, Bentley, Peugeot e Porsche.

E também há a questão do regulamento para 2018, que prevê sistemas híbridos enquadrados na categoria 10 MJ, muito mais propícia a motores de deslocamento pequeno como o 2 litros V4 da Porsche e o 2,4 litros V6 da Toyota do que o Turbodiesel dos teutônicos. A Audi tentou dissuadir a FIA quanto à nova regra, porque ela sai muito mais prejudicada com essa novidade técnica do que as rivais. E isso também seria outro complicador para a permanência da marca no FIA WEC.

Vamos aguardar. Afinal de contas, não adianta sofrer por antecipação. Mas que é uma notícia que preocupa, ah! Não tenham dúvidas quanto a isso…

12 comentários

  1. Claudio disse:

    Xi… Será que isso já é reflexo da lei anunciada recentemente de que a partir de 2030 não serão mais fabricados carros movidos a combustíveis fósseis na Alemanha?

  2. Thiago disse:

    F1….

    Sim, eu sei que já falaram que não vão e etc.
    Mas acho que vão acabar caindo lá talvez por causa das mudanças de 2017 da F1.
    Também não faz nenhum sentido ter duas empresas no mesmo grupo se digladiando no mesmo campeonato.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Eles não vão para a Fórmula 1, Thiago. A Volkswagen não se liga em pilotos. E sim nas suas marcas.

    • Victor disse:

      Ta mais para FE do que Formula 1, isso sim. Aumentar a participação em uma categoria que defende o verde, ainda mais depois do Dieselgate, faria muito bem a Audi, à refrescar sua imagem.

  3. André Lima disse:

    É o risco de ter grandes montadoras como protagonistas em um campeonato… na hora em que não for mais interessante pra elas e tiverem atingido seus objetivos, pulam fora sem dó nem piedade; o campeonato a partir de 2018 deveria contar apenas com os protótipos da p2 e com os gts, privilegiando assim as verdadeiras equipes de automobilismo… garanto que o campeonato continuaria sendo bacana como é, e muito mais competitivo.

  4. Paulo F. disse:

    Diesel é para caminhão, navio e motoniveladora!

  5. MarcioD disse:

    Conjunção de fatores: não tem mais hegemonia, concorre com marca do mesmo grupo e consequencias do Dieselgate. Pá de cal : Downsizing

  6. luis carlos disse:

    Frearam os diesel, sem essa parafernalha inventada pela ACO para dar paridade, a Audi teria levantado todos os canecos possíveis, mas ACO precisava atender os apelos da Porsche que é do mesmo grupo VAG…

    Voltariam se houvesse paridade e chance de vitoria contra os diesel da Audi…

    Pensem os diretores da Audi, temos o melhor motor sem essas coisas inventadas pela ACO em nome da corrida e paridade, porém em nome do esporte temos que nos submeter…

    Penso, sem essas invenções da paridades daria Audi sempre, pq a toda poderosa FIA não faz isso lá na Fzzzz-1 onde as AMGs estão dando de relho em todo mundo???

    Existem carros rápidos e outros ainda mais rápidos… Todo ano a Audi melhora e vem a ACO/FIA e impoe BOP em nome da paridade…

    Vão pular fora sim…

  7. Menos El Orso disse:

    Desde a vinda da Porsche sempre achei uma saída da Audi deveras ´plausível. Apesar de gostar muito da marca, principalmente por sua historia e seu envolvimento no endurance, é preciso admitir que nenhuma equipe de fabrica é eterna, com a obvia exceção da Ferrari na F1, claro.

    Mas o mais triste disso é o fracasso do WEC em atrair montadoras além de marcas da VAG e da Toyota, algo que a FE por enquanto, vem fazendo muito bem.

    Na minha posição de quem acha a categoria elétrica lenta, chata e com os piores circuitos o possível, só resta lamentar.

  8. João Ferreira disse:

    Vixe, vai ficar o legado da marca….é uma pena. No regulamento das 24 horas de LeMans, eles poderiam correr apenas estas corrida?

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