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8 de novembro de 2016 - 15:12Fórmula 3

F-3 Brasil: Iorio confirma título antecipado

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Matheus Iorio comemora o título da Fórmula 3 Brasil com a nona vitória da temporada em Goiânia (Foto: Duda Bairros/Vicar)

RIO DE JANEIRO - O esvaziado e melancólico fim de temporada da Fórmula 3 Brasil é de alegria para o piloto que mais se empenhou – justiça seja feita – ao longo de todo o campeonato. Com antecipação de uma rodada, Matheus Iorio levou na etapa de Goiânia o troféu de campeão da categoria após conquistar sua nona vitória em 14 corridas disputadas. O triunfo na prova #1 disputada no sábado definiu matematicamente o campeonato em favor do piloto da equipe Cesário F3 – novamente campeã, como já acontecera com Pedro Piquet nos anos anteriores.

Também o vice-campeonato foi decidido em Goiânia, pois Guilherme Samaia chegou ao total de 128 pontos e não poderá ser mais alcançado por Thiago Vivacqua, o 3º na tabela. Christian Hahn, que largou da pole position na prova #1, venceu a corrida #2 e conquistou finalmente sua primeira vitória na temporada 2016.

A Vicar continua mais uma vez buscando alternativas para salvar a categoria de monopostos – única hoje a nível nacional no Brasil. Não obstante o grid baixo em Curitiba, a F3 Brasil se deparou com apenas seis pilotos na pista em Goiânia – teriam sido cinco, mas Dennis Dirani foi chamado de última hora para andar num carro da Classe Light e só por isso houve quorum para a prova ser considerada válida, já que um grid com cinco pilotos inviabilizaria a distribuição de pontos e prejudicaria, em consequência, um possível título de Matheus Iorio.

Para 2017, está prevista a equalização dos motores de todos os carros, tanto da classe principal quanto da Light, que seguirá usando os antediluvianos chassis Dallara F301. Também os pneus Pirelli, fornecidos às equipes, serão do mesmo composto, como já vem acontecendo desde a rodada realizada em Londrina. Mas o grande problema da categoria em 2016 foi a debandada de equipes e pilotos. Pelo menos quatro equipes não disputam mais a categoria de forma regular e a classificação não mente: o grid perdeu pelo menos seis participantes nas últimas três rodadas duplas. Mesmo que esteja longe do ideal, um grid com 12 ou 14 carros é muito melhor que qualquer um com seis ou sete gatos pingados – convenhamos.

A Fórmula 3 Brasil volta a frequentar o fundo do poço e a temer por sua própria sobrevivência. Tomara que em janeiro, quando for realizado o pleito para a presidência da Confederação Brasileira de Automobilismo, possamos ver o automobilismo respirando ares mais saudáveis do que os de hoje.

2 comentários

  1. Orko64 disse:

    Acho que situações como a do Verstappen e do Stroll, somandos a cultura do imediatismo, só fazem esvaziar estas categorias de “acesso” do automobilismo Brasileiro.
    Para quem tem bala na agulha, não tem muita diferença colocar seu pequeno para disputar uma categoria na Europa com muito mais possibilidades de sucesso.

    O automobilismo nacional se salvará, não mais com o objetivo de ser uma ponte para algo lá fora, mas sim para fortalecer as competições nacionais. Ex. Hoje você tem campeonatos amadores de kart’s com mais de 500 inscritos, há também as corridas de endurance com bons grids.

    Tem também que sair desse modelo de mídia tradicional (TV, isso é caro e não dá audiência) e focar no público especializado é só ver o resultado da audiência das 500 milhas amadoras da KGV neste fim de semana pelo youtube.

    Encerrando o automobilismo crescerá quando ouver possibilidade mais pessoas particpem, ou vocês realmente acreditam que vão continuar investindo R$1M/ano em categoria de 6 carros?

    Abs

    • Rodrigo Mattar disse:

      O caminho, meu caro, está na internet. Também já venho dizendo isso há tempos. E o blog sistematicamente coloca transmissões ao vivo, seja via Dailymotion, seja via YouTube.

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