MENU

10 de novembro de 2016 - 10:14Fórmula 1

Ocon na Force India e Palmer na Renault… e Nasr?

Esteban-Ocon-vai-ser-piloto-da-Force-India

Não foi por falta de aviso… Esteban Ocon era o favorito e hoje foi confirmado na vaga de Nico Hülkenberg na Force India

RIO DE JANEIRO - Véspera de GP do Brasil de Fórmula 1 e é cada vez maior a possibilidade de nenhum piloto brasileiro ser confirmado em qualquer equipe da categoria para 2017.

Não, não vou entrar no mérito da notícia de que o Felipe Nasr “estaria acertado” com a Force India e que a vaga era dele. Também não vou falar dele como possível candidato à vaga na Renault – até porque consta que o nome dele sequer chegou a ser cotado.

O certo é que Esteban Ocon fica com a cobiçada vaga da Force India e a equipe do losango resolveu renovar contrato com Jolyon Palmer, o que até pode ser considerado uma surpresa, já que Kevin Magnussen é mais piloto e merecia ter continuado – a menos que o dinamarquês tenha recebido uma oferta da Haas e é o que parece ter ocorrido.

Quanto ao Ocon, não é surpresa. Quem acompanha minimamente a Fórmula 1 sabe que a Force India hoje tem os motores Mercedes-Benz e num estalar de dedos, os alemães colocam quem eles quiserem onde eles bem entenderem. Se não fosse o francês, poderia ter sido o Pascal Wehrlein. E consta que um outro fator decisivo, além do talento – ganhou a F3 Europeia em 2014, num dos anos mais difíceis dos últimos tempos e também a GP3 Series – foi um leve “empurrão” de Lawrence Stroll, pai do futuro piloto de F1 Lance Stroll, já que Ocon correu na Prema.

O mais incrível disso é uma meia-dúzia vir nas redes sociais duvidar da própria imprensa internacional, que colocou Ocon na pole position pela vaga, dizendo que as notícias vinham de “sites especulativos”. Meu amigo… quem trabalha com especulação é fofoqueiro, aquele que não tem o que fazer e fica mexendo na vida alheia. Aconselho às pessoas que duvidaram da veracidade da informação de que o Ocon estava com um pé na Force India que deixem o pachequismo de lado e percebam que o piloto brasileiro, hoje, não é mais contratado pelos seus belos olhos. Tem que ter potencial, colhões e um bom patrocínio.

Mas nem sempre dinheiro é tudo.

A Renault poderia ser a tábua de salvação para Nasr – se ao menos o nome dele tivesse sido ventilado como substituto de qualquer um de seus dois pilotos. Como o time sediado em Enstone optou pela solução caseira de manter Palmer, o que sobra no horizonte?

Pois é: Manor e Sauber.

A Manor tem Pascal Wehrlein, que possivelmente fica para mais uma temporada. Como é uma equipe que recebe motores da Mercedes-Benz, a tendència é que seu novo segundo piloto seja um apadrinhado da marca, um piloto júnior – Jordan King é dado como certo.

É, gente… sobra a Sauber.

A mesma Sauber acusada de boicote e sabotagem.

Que é que a equipe helvética ganha com isso? Ferrando a vida de um piloto que leva patrocínio e injeta precioso vil metal para a equipe sobreviver?

Quem ganha com esse tipo de acusação leviana?

A Sauber hoje não é nem sombra do organizado time de nível médio que dava trabalho no meio do pelotão e que quando foi comprada pela BMW incomodou lá na frente. Mas difundir esse tipo de informação para justificar que Felipe Nasr não consegue acompanhar o ritmo do companheiro de equipe Marcus Ericsson beira a sacanagem total.

Será que ninguém percebeu que isto pode prejudicar o próprio piloto? Que isso pode ser um tiro no pé, capaz de encerrar a carreira de Nasr na Fórmula 1?

Me recuso a fazer esse tipo de jornalismo sujo e rasteiro, só porque se trata de um piloto brasileiro.

A pedra já vinha sendo cantada (o trecho abaixo é de um post de 10 de setembro de 2013):

O futuro do Brasil na Fórmula 1 é preocupante. Os pilotos do país não conseguem mais espaço na categoria máxima, fruto – também – do dinheiro dominante em detrimento do talento e principalmente da ineficácia da CBA em conseguir fazer o esporte a motor seguir decentemente no país.

Sem formação de bons pilotos, não existe renovação.

Sem renovação, não há ídolos.

Sem ídolos, não há interesse.

17 comentários

  1. Paulo disse:

    Rodrigo, você tem toda a razão. Os comentários insistentes do Reginaldo Leme e do narrador da Sportv sobre a possível sabotagem da Sauber em relação ao Nasr foram patéticos. O pior é que tem gente que acredita!

    • Arthur Luz disse:

      Paulo, concordo contigo.
      Também acho que o Reginaldo não tem dado uma dentro faz um tempo.
      Entendo que, pelo respeito, há um protecionismo em torno das ‘bolas foras’ dele.
      Se fosse qualquer outro que dissesse, no meio da transmissão, que “Perder pra mulher no tênis não dá”, “O jornalista alemão afirmou que o Nasr está na Force India” e mais outras bobagens, com certeza, iria ser massacrado por quem escreve sobre automobilismo.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Arthur, eu não estou protegendo. Se é isso que você está dizendo, errou.

        Até porque, parágrafos abaixo, bati pesado na postura da própria Globo em fabricar um boicote e uma sabotagem na Sauber a favor do Ericsson.

      • Arthur Luz disse:

        Rodrigo.

        Eu sei que você não protege a RG.
        Acompanho seu trabalho desde, pelo que me lembro, o ‘A Mil Por Hora’ e gosto muito.

        Acho a postura da RG com o automobilismo, que é o assunto aqui, lastimável.
        Entendo que o Reginaldo segue as regras da emissora. Mas não consigo entender porque um cara como ele se submete a esse tipo de coisa.

        Eu digo que o Reginaldo Leme sofre de “Silviosantização”, devido ao alto índice de bobagens que anda falando.

        Entendo que criticar amigo é de lascar, principalmente num ambiente aberto como esse.

        Abraço

      • Rodrigo Mattar disse:

        O Reginaldo não é propriamente meu amigo. Não janto com ele em restaurantes. Não faço parte do círculo de amizades dele.

        Mas trabalhei com ele por muito tempo e o respeito pela pessoa que ele sempre foi. Só o considero um sujeito muito inseguro. É a impressão que tenho dele.

        Abraços, Arthur!

      • Arthur Luz disse:

        Perfeito, Rodrigo.

        E desculpe se houve alguma insensibilidade nos meus comentários.

        Abraço!

      • Rodrigo Mattar disse:

        Nenhuma insensibilidade! Fique à vontade pra voltar sempre. O debate é bem-vindo!

  2. Menos El Orso disse:

    Nada mais logico e correto. Ocon tem talento, é cria da Mercedes e a Force India só tem a ganhar com sua contratação.

    Quanto ao Renault, o que li é que Magnussen se mandou para a Haas porque a equipe francesa ainda tem um passivo judicial vindo dos antigos donos que atende pelo nome de contrato de Jolyon Palmer. Mas se analisarmos a probabilidade de entregar um carro competitivo na próxima temporada, até que o filho de Jan Magnussen não fez um mal negócio.

    Agora, quanto ao Nasr, prometeu muito até o segundo ano de Gp2, a partir daí, estagnou. Mau piloto não é e tem boas chances de se profissionalizar efetivamente em outras categorias, mas em uma F1 que se renova a base de programas de formação de talentos muito bem estruturados e disputados ou no encima de muito dinheiro, não tem chance alguma. Se ficar, é só o ano que vem e tchau.

    Brasil sem pilotos na F1 – e na Indy também -, dentro de pouco tempo? Sinceramente, fizemos por merecer.

  3. Al Unser Jr. disse:

    Ontem no JN teve uma entrevistinha com o Senna Reverso, meio que perguntado as opções para o próximo ano, e o cara ainda tentando dizer/explicar que a Sauber era uma boa opção bla bla bla, como se tivesse alguma outra.

    Como diria o Ve44el: Honestly it was ridiculous!

  4. Tiago Carvalho disse:

    Achei que as transmissões da F1 no canal fechado seriam regadas com informações mais técnicas, ricas e precisas, mas está pior que no canal aberto. O negócio vai ser a voltar a ficar com a televisão no mudo e acompanhar os comentários pelo rádio. Ocon é bom piloto sim, já está deixando o Wehrlein para trás, e lógico que a Mercedes iria fazer suas vontades. No passado já foi assim, com a Ferrari sempre indicando pilotos para a Sauber, e isso vai continuar acontecendo. Acontece até na Formula Indy, onde a Honda está encaixando o Takuma Sato há anos nas equipes com os seus motores. A verdade é uma só para a F1: Pilote bem e arrume um padrinho rico!

  5. Douglas Ricardo disse:

    Acrescento o seguinte:
    Bernie não é mais o Bernie.
    Frustrado o “apadrinhamento”…

  6. Claudio disse:

    A minha opinião a respeito do que fez a Globo ao lançar a hipótese de sabotagem, diz respeito a bater o desespero por perceber que a situação indicava grande chance de não ter piloto brasileiro no grid de 2017, se perderam completamente. Ao tentar desqualificar o Ericsson, esquecem que no ano passado o placar de posições na corrida ficou 11 a 8 a favor do Nasr, depois de um início de 6 a 0 em favor do brasileiro, ou seja, enquanto Nasr estagnou, Ericsson evoluiu, o que acontece esse ano é só a continuação

  7. caio murilo disse:

    sr toto wolff falou que o talento venceu o dinheiro, ele ta enganado,a mercedes abateu a divida, isso configura um pagamento……….talvez bernie pressione a hass para contratar nars,mas transpareceu q n é mais o póderoso chefão,a venda da formula 01 talvez o enfraqueceu…………acabei de lê que banco do brasil não será mais um patrocinador master da formula 01,( n sei se é verdade),iria diminuir valor do patrocinio pela metade,muito dinheiro investido sem visibilidade,o negocio ta feio,é aguardar pra vê.

  8. ags disse:

    Olha o papo entre o noyadonars e Uncle Bernie..
    Hey boy..where the money?Did you closed the Deal with BB..
    noyadonars…Yes.yes. but i do have a slide problem..
    Bernie>> tell me..boy..
    Well.. i have to prove I´m a driver..cause the Tv Globo..put me in a dead end street..
    I need to prove I´m A driver.. That´s all..
    Pachecadas do bresil.. chora pitas..

  9. hodari disse:

    Muito oportuno essa análise diante da postura bizarra da Globo no caso Nasr. Aliás a postura da Globo em relação a F1 sempre foi bizarra…

  10. Marchi disse:

    No Brasil a F1 não vai atrair mais ou menos pessoas na atual situação. Quem não gosta de automobilismo não quer ver um brasileiro andando no pelotão intermediário ou pior, no fundão. Se não for para vencer, a “grande massa” não acompanha. Quem gerou essa idolatria por pilotos foi a Globo, um tiro no próprio pé.

    Em 2017 o regulamento é outro, tem muito piloto bom no grid e o a categoria promete ser mais agressiva. Tô nem aí se vai ter brasileiro ou não, pois se não for por mérito próprio… melhor não ter.

  11. v8_super disse:

    Neste mundo de bilhões, qq possibilidade de ganhar um pouco mais, passam por cima de tudo e todos.
    Se a sauber souber que o cara assinou com outro, ou não tiver mais interesse nele, não precisa sabotar, é só passar a atenção para o outro….
    No episódio específico, o que me encucou foi o lance de terem trocado todo o acerto do carro contra a vontade do piloto.
    Se não era sabotagem, era no mínimo falta de confiança no piloto.
    Mas me explique como havia falta de confiança se ele tinha sido muito mais rápido que o outro nos treinos anteriores….
    Mas a verdade, nunca saberemos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>