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2 de janeiro de 2017 - 22:53Fórmula 1

Portas fechando

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A Mercedes-Benz poderia ter alçado Pascal Wehrlein (se quisesse) ao lugar de Nico Rosberg. Optou por Valtteri Bottas e, para não deixar seu pupilo a pé, negociou a vaga que era de Felipe Nasr na Sauber. E o brasileiro corre sério risco de ficar fora do grid em 2017

RIO DE JANEIRO - A situação de Felipe Nasr é muito delicada com vistas à próxima temporada do Mundial de Fórmula 1. Sem o patrocínio master do Banco do Brasil, reduzido a um apoio pessoal para 2017, o piloto que disputou os dois últimos campeonatos na Sauber se vê perigosamente próximo ao patamar dos “sem assento”. Ou, na menos pior das hipóteses, terá que batalhar por uma vaga de piloto de testes – que raramente testa na pista, só em simuladores mesmo – para tentar voltar como titular no ano que vem.

E quando digo que as coisas não vão bem é porque a Mercedes-Benz conseguiu dar um outro rumo à carreira de Pascal Wehrlein. O jovem alemão, protegido da marca da estrela de três pontas, provavelmente foi considerado ainda cru para ocupar a vaga deixada de forma abrupta com a aposentadoria do campeão mundial Nico Rosberg. Talvez Pascal esperasse que fosse ele o escolhido. Mas Toto Wolff e Niki Lauda resolveram optar por Valtteri Bottas, que já fez banco e esteve numa visita à fábrica do time em Brackley. O anúncio é iminente e – dizem – será simultâneo: o nórdico como companheiro de Lewis Hamilton; a volta de Felipe Massa da aposentadoria recente e Wehrlein na Sauber, ocupando a vaga de Felipe Nasr.

Pode parecer “money talks”? Pode. A situação da Sauber não é das mais confortáveis e Nasr, que já levava dinheiro, não tinha mais alternativa e nem outros apoios que o garantissem para um terceiro ano – e olha que foi o brasileiro quem salvou o time da total penúria em 2017, por ter conquistado dois pontinhos preciosos no GP do Brasil que deixaram os helvéticos à frente da Manor.

E além do mais, com Wehrlein assegurado, podem ter certeza que alguns cobres vindos da Alemanha vão ser depositados em troca. Também comenta-se à boca pequena que assim a Sauber fecharia para o futuro um bom acordo de fornecimento de motores com a turma de Stuttgart – desde que pagando bem e em dia. Esse mundo, aliás, dá voltas: vocês se lembram de como e com quem a Sauber iniciou sua trajetória na F1? Pois então…

Agora, para Nasr permanecer na Fórmula 1, só restará a Manor. Ou então resolver a vida assumindo um papel de test driver e trabalhando nos bastidores num ano praticamente sabático para poder voltar a tempo inteiro em 2018.

O risco de não haver brasileiro no grid este ano existia. Só não acontecerá porque a aposentadoria de Rosberg “desaposentou” Massa, por questões econômicas, políticas e de performance técnica: a Martini & Rossi, patrocinadora da Williams, não pode fazer propaganda institucional com um guri de apenas 18 anos, caso do canadense Lance Stroll. Ele tem idade legal para guiar um bólido da categoria máxima, mas regra é regra. Além de Massa ter quase o dobro da idade e experiência de seu novo e futuro companheiro, há a questão do regulamento técnico modificado e a Williams precisava de alguém experiente para compor a dupla. Popular na equipe e na própria categoria, Massa mandou às favas a aposentadoria e os críticos de plantão.

E ainda há quem insista que é tudo conversa fiada. Esqueçam: Massa volta à Williams e ponto final.

12 comentários

  1. antonio seabra disse:

    O Felipe Nars, apesar dos 2 pontos conquistados no Brasil , fez uma temporada abaixo da critica: tomou um binoculo sistematico do Ericsson nos treinos, e nas corridas sempre andou bem atras do companheiro. Alguns “pachecos” até tentaram justificar, alegando uma nada crivel sabotagem. Com um desempenho desses, não ´será nada fora do comum se ele acabar sem lugar pra correr em 2017.

  2. Lucas Wander disse:

    Sauber a equipe que já foi basicamente a mercedes no World Sportscar Championship e tambem a BMW na formula 1.
    É triste ver a equipe tendo que buscar pilotos pagantes.

  3. Gustavo disse:

    O imponderável acontece, mas não acredito que a Sauber terá um carro competitivo em 2017. Desconheço os termos do contrato de Nasr, mas não vejo sentido em gastar uma pequena fortuna para andar pelo terceiro ano consecutivo numa equipe de fundo de pelotão.

    Sabendo como funciona o acesso às grandes equipes na F-1, talvez fosse o momento de Nasr dar uma guinada na carreira e partir para outra categoria.

  4. Rodrigo,

    Bom dia!

    A Williams ainda tem uma vaga aberta certo?

    Nasr foi piloto de testes por uns 2 anos na Williams certo?

    Dos pilotos gurís que estão vagos, quais são melhores dentro do carro do que o Nasr?

    Acredito que a Williams vai segurar até abrir Box da primeira Etapa para anunciar o 2° piloto e rezo para ser o Nasr…

    Mas, a Manor pelo que se falou tem melhor carro e melhor corpo técnico que a Sauber.

    Ou não?

    Grande abraço !

  5. Luciano disse:

    O Rosberg “bagunçou” geral a F-1!!!
    A Mercedes pegou um piloto bom de braço e que não vai dar vida boa pro Hamilton. A Willians pra ter cedido o Bottas deve ter chorado um bom desconto pros motores que recebe dos alemães. E pra não passar perrengue, tratou de tirar o chinelo do pé do Massa pra conduzir o desenvolvimento do carro de 2017 e ajudar na catequese do menino Stroll…
    Já o Nasr, se não vencer a “concorrência” pra entrar na Manor, tá lascado!!! F-1 nem em 2018 se ele não der um jeito de arrumar uma categoria competitiva e que possa mostrar seu trabalho a nível bem alto…

  6. Marchi disse:

    Sei não… Acho que esses programas de pilotos das grandes marcas estão fazendo um monopólio de assentos. Ruim para o esporte.

    Gostaria de ver o Bottas na Mercedes só para tirar minhas dúvidas.

  7. luigi disse:

    Eu não consigo acreditar que ainda tem gente que acha que o desenvolvimento de um F 1 em pleno século XXI ,com toda parafernalha de sensores e simuladores. E ainda “capacitar” um piloto que não sabe nem lidar com pneus a “desenvolvedor de projeto” pelo amor ,é muita Pachequice . Outra coisa é tal “EXPERIÊNCIA” ,mudança de regulamento ,é tudo novo ,para todos ,a tal experiência foi posta no lixo, se dará melhor quem se adaptar melhor ao carro do novo regulamento e isto normalmente acontece com os mais ousados (coisa que Massa não é mais , já foi ,antes de ser “imolado “por Barrichello).
    Já posso até imaginar as desculpas globais e de Pachecos sê o jovem Stroll engolir o veterano ex segundo piloto de Alonso. Pô ,brasileiros ; pensem bem ! A Itália tem a Ferrari e não tem um piloto na F 1 a já muito tempo ,pois creio que nenhum italiano gostaria de ter um piloto só para complementar grid ,italianos querem um piloto para lutar (pelo menos ,tenta lutar) pela vitória e não um piloto “FATTERELLO”. Italianos sonham com um piloto na F 1, semelhante a Valentino Rossi na moto GP, e não um piloto para andar pós Top 5. Então a pergunta é : Porque brasileiros acham que a F1 deve ter um piloto de seu país, mas que não traz a mesma obstinação por vitórias que seus grandes campeões sempre tiveram, para que ter um piloto que envergonha o legado deixado pelos grandes pilotos brasileiros , pilotos estes respeitados em todo o mundo automobilístico (pelos que verdadeiramente entendem de automobilismo) ,desde sua época até os dias de hoje.
    Que pelo menos ele (Massa) tenha mais criatividade nas desculpas por maus resultados ,principalmente se forem piores que os do jovem Stroll . Pois a de pneu que não aquece ,já deu “pano para manga”.

  8. Pdr Rms disse:

    Que a vaga do Nasr para esse ano foi para o brejo isso ficou claro quando vazou o fechamento do Massa com a Williams. Acho a escolha da Sauber pelo Wehrlein coerente, pois aparenta ser melhor piloto que o Nasr e tem o respaldo da Mercedes. Vale lembrar que, à exceção do GP Brasil, a temporada do Nasr foi fraca, ficando a maior parte do tempo atras do Ericsson que como todos sabem é um piloto no máximo mediano. O que não dá para entender é esse status de “intocável” do Ericsson na Sauber, já que não tem tanta qualidade e aparentemente não leva tanto dinheiro à equipe, mas isso é problema deles.

    O melhor caminho para o Nasr é tentar uma vaga de reserva em alguma equipe e tentar retornar no futuro. A Williams poderia ser uma boa já que o Massa só deve ficar mais um ano.

  9. ags disse:

    esse Noyadonars deveria ser contratado para ficar do lado do Hamilton…

  10. Lago disse:

    Mattar, seria posivel, eventualmente, Massa na Mercedes, já que contratos de vários top drivers estariam disponíveis para 2018? Tal pensamento é utópico?

  11. Lago disse:

    viajei. lembrei agora do Martins no Paddock GP dizendo que um dia talvez diga como teve a noticia que furou (contrato massa/willlians). desculpe-me, valeu!

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