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21 de março de 2017 - 20:01Super TC2000

Super TC2000: que comienzen las batallas!

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A grande novidade de 2017 é a estreia do Citroën C4 Lounge: a equipe comandada por Alberto “Cachi” Scarazzini terá três carros no Super TC2000, que abre a temporada de 12 etapas em Buenos Aires

RIO DE JANEIRO - Um dos grandes campeonatos de Turismo do mundo inteiro vai começar neste fim de semana – e num dos cenários mais representativos do automobilismo sul-americano. O Autódromo Óscar y Juan Galvez, em Buenos Aires, abre em grande estilo a temporada de 12 etapas do Super TC2000, com seus carros de mais de 400 HP de potência, desfilando velocidade pelo traçado #9 com 3,353 km de extensão.

O campeonato deste ano começa repleto de novidades, a começar pelo uso de pneus Pirelli, mais macios que o habitual e fabricados… no Brasil. Serão sete as marcas, com a entrada da Citroën e seu modelo C4 Lounge. E o total de carros previsto é espetacular: são 31 confirmados e mudanças significativas entre pilotos e equipes.

Campeão do ano passado, Agustín Canapino abre a lista de inscritos a bordo do Chevrolet Cruze II #1 na equipe YPF-Pro Racing que não terá mais o ex-piloto de Fórmula 1 Norberto Fontana e também Matias Munoz Marchesi. Bernardo Llaver deixou a equipe oficial Fiat e ingressa como piloto do carro #2. Manuel Mallo e Facundo Conta continuam na escuderia, reduzida de cinco para quatro carros.

A Renault continua forte no Super TC2000: vai com seis Fluence e sua estrutura é sublocada em duas equipes – Ambrogio Racing Argentina e Sportteam, cada qual cuidando de três carros. A única mudança entre os pilotos é a saída de Christian Ledesma da equipe e também da categoria. Josito Di Palma, neto do lendário Rúben Luis Di Palma, é o novo contratado. Leonel Pernía, Facundo Ardusso e o veterano Emiliano Spataro são os destaques da marca do losango.

Na Peugeot, o grande reforço vem na parte técnica: o engenheiro Enrique Scalabroni, que colaborou inclusive com o desenvolvimento da Ferrari na Fórmula 1 dos anos 1980 e 1990, chega para trazer sua expertise ao Team Peugeot Total Argentina, que contratou Matias Munoz Marchesi para se incorporar ao seu guarda-chuva de pilotos, onde já figuravam Fabián “Patito” Yannantuoni, Facundo Chapur e Mariano Werner.

O time júnior, coordenado por Rúben Salerno, também terá quatro carros Peugeot 408, tendo como novidade o piloto Diego Azar, substituindo Luciano Farroni. Lucas Benamo e seu xará Colombo Russell são os principais pilotos.

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A Toyota muda o nome de sua escuderia, adequando-se à proposta global de motorsport do construtor japonês

A esquadra da Toyota muda sua denominação para se adequar à realidade global dos times do construtor japonês no motorsport. A Toyota Team Argentina passa a se chamar Toyota Gazoo Racing Argentina. Entre os pilotos, Rafa Morgenstern ficou de fora de última hora, por problemas relacionados a patrocínio. Estebán Guerrieri entrou em litígio com o time antes mesmo do fim do último campeonato e sua saída foi natural. Os Matías – Rossi e Milla – terão como colegas o regressado (e muito rápido) Gabriel Ponce de León, além de Bruno Etman.

A participação da Fiat foi bastante reduzida para 2017, com a saída da PSG-16 como time oficial e a consequente passagem desta para a Citroën: haverá apenas dois carros e a nova equipe “oficial” é a pequena M&M Group, de Carlos Javier Merlo. Ele e o recém-chegado Emmanuel Cáceres serão os pilotos dos novos Fiat Tipo, que substituem o modelo Linea, que está fora de linha (sem trocadilhos…).

Entre os construtores, a chegada da Citroën e o regresso da Ford são as mais bem-vindas notícias desta temporada. A marca francesa estreia com uma estrutura sediada em Falda del Carmen, na região de Córdoba e comandada por Javier Ciabattari e Alberto “Cachi” Scarazzini. Serão três carros na temporada de estreia e as atrações são Estebán Guerrieri e José Manuel Urcera, que dividirão o time com Martín Moggia, vice-campeão da última temporada da TC2000.

A escuderia Fela by RAM, dirigida por ninguém menos que Victor Rosso, é a ponta de lança da presença da Ford com três Focus III para Juan Ángel Rosso (filho de Victor), Damián Fineschi (egresso da Peugeot) e Luciano Farroni, que vem do time júnior da Peugeot. Contudo, o construtor dos EUA não traz apoio oficial a nenhum de seus times e a pequena Riva Racing completa o plantel com um carro para Franco Riva.

O treino de classificação também apresenta mudanças a partir da 1ª etapa do campeonato: a sessão cronometrada passa a ser dividida em três partes, com “nocaute” no Q1 a partir do 21º colocado, sobrando vinte pilotos para o Q2 e dez para o Q3, definindo assim o pole position. Não haverá também as corridas divididas em duas séries e sim uma preliminar de tiro curto no sábado, com 12 voltas e máximo de 25 minutos. A corrida principal terá 40 voltas e tempo máximo de uma hora.

19 comentários

  1. Marcos Abreu Ferreira disse:

    Rodrigo

    Ao que você justifica o fato das fábricas argentinas apoiarem o automobilismo e aqui no Brasil somente algumas poucas? Sendo que temos um mercado muito maior que eles…

    • Rodrigo Mattar disse:

      Marcos, o Brasil tem um mercado teoricamente forte, mas o envolvimento das montadoras é zero porque não há incentivo governamental para as fábricas investirem no esporte e muito menos diálogo entre CBA e montadoras. A última iniciativa foi da Fiat via Felipe Massa com o Trofeo Linea e sabemos como a brincadeira terminou.

      Na Argentina, além da paixão deles pelo esporte ser muito maior que a nossa – brasileiro não gosta de automobilismo, acha que gosta – as fábricas investem porque há a identificação dos torcedores com as marcas. E olha que o Super TC2000, das marcas só tem a identificação visual, já que os motores são os Radical V8 de motocicleta e não há mecânica original de montadora alguma. O conceito é o mesmo da Copa Petrobras de Marcas, onde só os monoblocos remontam aos carros de rua e o motor é o mesmo (Berta, de fabricação argentina).

  2. Robertom disse:

    Não aparece um infeliz de um deputado federal ou senador para fazer um projeto de lei simplesmente copiando a legislação argentina, que exige que os fabricantes de veículos invistam no automobilismo/motociclismo de competição…

    • Eduardo Angelelli disse:

      NAO, insisto, NAO existe NENHUMA Ley que exija a los fabricantes Argentinos investir no automovilismo…. issa fué una BURRADA que escreveu Anisio Campos no 1972 para tentar justificar el VEXAMEN que nossos Berta-Tornados fazían con el Porsche 908 importado de Luiz Pereira Bune…. COMPRENDA, NAO EXISTE ESSA LEY !!

  3. Ricardo disse:

    Enquanto isso nosso automobilismo vai morrendo, o Brasileiro de Marcas que na minha humilde opinião é muito mais legal que a Stock Car como campeonato de turismo não deve durar muito mais, a Honda saiu, a Mitsubishi saiu, a Ford não está nem aí pro campeonato, não acho que passa desse ano infelizmente

    • jefferson disse:

      Tem razão, era muito melhor que a Stock, tinha tudo pra ser uma Brazilian Touring Car Championship, infelizmente já era.

      • Leo Pereira disse:

        O “problema” do Brasileiro de marcas é estar sob supervisão da Vicar. A propria organizadora não o deixa evoluir para que nao compita com a Stock.

      • Robertom disse:

        Exatamente, acertou na mosca.

      • Ricardo disse:

        Pois é, foi o que tivemos de mais próximo dos Campeonatos de Super Turismo dos anos 90, aqueles sim eram animais, muitas marcas envolvidas, campeonatos com o mesmo regulamento no mundo todo, chegou a rolar na America do Sul por 3 anos se não me engano, assisti duas etapas em Interlagos, o ronco daqueles carros estão na memoria ate hoje

  4. jefferson disse:

    Me desculpe Rodrigo, mais na minha humilde opinião los hermanos pisaram na bola não precisava ter criado frankensteins com motores v8 perdendo completamente a identidade das marcas, deveriam ter deixado as receitas dos 2l com receita aspirada como antes, tinha mais identidade com os respectivos modelos, agora apenas se transformou no horror da stock daqui.

  5. Leo Pereira disse:

    Caro Rodrigo…

    Acompanho a TC2000 a um bom tempo. Ja tive até a oportunidade de acompanhar uma corrida da categoria no autódromo de Mendoza.
    O envolvimento das marcas, em um mercado muito, mas muito menor que o brasileiro, impressiona. Aqui, falta, na minha opinião, vontade política…
    Mas a questão que me faz escrever aqui no seu blog é outra.
    Stock Car Brasil.
    Porque você parece ignorar a principal, e de uma certa forma, unica, a categoria aqui no seu espaço?
    Me entenda… O espaço é seu e você publica o que quiser. Acho justo.
    Mas não seria interessante abrir esse espaço, inclusive para comentarmos as corridas?
    A categoria esta se fortalecendo ano a ano. Agora haverão equipes de 4 carros… E corridas em praticamente todos os autódromos ativos brasileiros, assim como uma etapa em Buenos Aires, junto a TC2000.
    Tenho a certeza de que seu publico curtiria.
    Parabens pelo trabalho.
    Abs;

    • Rodrigo Mattar disse:

      Leo, tudo bem?

      Deixa eu explicar: ultimamente não tinha tido nem tempo e muito menos interesse em acompanhar mais detidamente as corridas da Stock Car. Tempo porque eu também trabalho nos finais de semana da maioria das corridas. E a falta de interesse é decorrente de um campeonato com algumas falhas no que concerne ao regulamento desportivo. A Stock é importante, é um belo campeonato, mas não é tão grande e tão significativa quanto pensa que é em termos de campeonato de turismo no Mundo. Só na América do Sul, o próprio Super TC2000 é melhor e nem preciso falar do Turismo Carretera, o mais tradicional campeonato do continente.

      Mas vou ver se abro mais espaço à Stock em 2017. Nem que seja para fazer críticas.

      Abraços!

      • Leo Pereira disse:

        É isso aí…
        Obrigado pela resposta.
        Entendo e até acompanho as críticas as bolhas e etc… Mas é o que temos de importante por aqui hoje em dia. Vale o debate.
        Forte abraço

      • Rodrigo Mattar disse:

        Claro que vale. E tem o seguinte… sempre que o leitor argumenta com educação, feito você, a tendência é que o blog volte a abrir espaço para a Stock Car.

        O que não vale é a pessoa vir aqui e metralhar a gente. Afinal de contas, considero que o automobilismo é uma modalidade em que se pode dar espaço a todas as categorias possíveis e imagináveis – do Kart à Fórmula 1.

  6. Paulo McCoy disse:

    Oi Rodrigo!

    Camarada, sei de sua agenda. Porém, na qualidade de admirador da Turismo Carretera, apreciaria que em eventual brecha na sua agenda, você dedicasse algum tópico sobre aquela que é considerada a mais antiga categoria de Automobilismo aqui do continente.
    Kind regards,

    Paulo McCoy

  7. José Carlos disse:

    Me identifico com as opiniões da maioria dos comentários acima. Particularmente sobre o que diz o Rodrigo Mattar no início, ressaltando a diferença entre a paixão de argentinos e brasileiros pelo automobilismo, gostaria de acrescentar que, da mesma forma como o leitor Leo Pereira, também já tive oportunidade de poder estar na Argentina vendo provas de automobilismo e constatando que a paixão dos hermanos certamente se expressa de forma muito mais “eloquente” que a nossa.

    Entretanto, creio que a coisa não para por aí. Por uma questão cultural, parecem ser muito mais unidos e organizados em torno de qualquer assunto que desperte paixões comuns, seja em âmbitos até muito diversos e específicos, como no da psicanálise, passando por temas que envolvem arte, cultura e certamente as atividades esportivas.

    No esporte, os aficionados das diversas modalidades esportivas, além de se mobilizarem formando grupos como associações e fans-clubes, são muito mais assíduos no comparecimento aos eventos. Neste aspecto, até mesmo no futebol veremos que o lá público é muito mais engajado, pois até nos jogos regionais que corresponderiam às nossas segunda e terceira divisões eles têm um público muito superior ao nosso, já que por aqui mesmo no Brasileirão, somente os clássicos entre os maiores times da primeira divisão conseguem encher os estádios.

    Mas com tudo isso, apesar dessa histórica e tradicional rivalidade sul-americana no futebol, somos nós os pentacampeões mundiais.

    Assim, apesar de todas essas virtudes dos nossos vizinhos no automobilismo, penso que ambos países têm peso bastante equivalente no cenário internacional. Já faz algum tempo que não leio algo sobre o assunto, mas me parece que tanto a Super TC2000 como a Stock Car seguem avaliadas entre as 10 principais categorias nacionais de turismo do mundo. Me lembro inclusive que há alguns anos, na época em que ainda era somente TC2000, a Stock esteve à sua frente nessa espécie de “ranking”, ainda que eu estranhasse o fato da Turismo Carretera, ainda mais popular, não estar entre elas.

    Além disso, creio que vale acrescentar que essa diferença entre países na paixão pelo automobilismo pode ser vista até nos países europeus de maior tradição no esporte. Dizem que italianos e ingleses são muito mais apaixonados por corridas que alemães e franceses, embora sejam esses os quatro principais países onde, de forma bastante equivalente, o automobilismo mais se desenvolveu naquele continente.

    Antes de encerrar, incluo aqui uma matéria publicada há poucos dias em um dos principais sites argentinos de automobilismo, sobre a confirmação da etapa da Stock Car que será disputada em Buenos Aires em outubro, ao lado da etapa da Super TC2000. Além dos elogios à categoria brasileira, verão que no início do texto eles colocam ambas como “las dos categorias más importantes del continente”:
    http://carburando.com/notas/stock-car-regresa-junto-al-super-tc2000-para-los-200-km
    Abraços a todos!

  8. Matheus disse:

    O que faltou pra stock car largar esses carros horríveis e usar os mesmos da super tc2000? Talvez com os carros visualmente iguais aos de rua, as montadoras poderiam se interessar em apoiar as equipes. Poderíamos pensar também em uma etapa reunindo os 15 melhores de cada campeonato. Só um sonho mesmo…

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