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29 de junho de 2017 - 18:04Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (373)

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RIO DE JANEIRO - A Fórmula Nippon (hoje conhecida como Super Formula), por incrível que pareça, foi a responsável por levar diversos pilotos que trocaram a Europa pelo automobilismo nipônico, para a Fórmula 1. Afinal, pagando bem, que mal tem?

Na verdade, a categoria teve vários nomes no passado: Fórmula 2000 de 1973 a 1977, Fórmula 2 de 1978 a 1986 e Fórmula 3000 a partir de 1987, até 1995. Entre seus “exilados”, havia nomes como os de Heinz-Harald Frentzen e Mika Salo, que estavam meio que no limbo e foram descobertos pelas equipes da categoria máxima.

Não foram os únicos. Ralf Schumacher ganhou a série em 1996 e logo seguiu para a Fórmula 1. Está certo que Norberto Fontana aproveitou a ocasião e conseguiu uma vaga de piloto de testes da Sauber, mas ninguém é perfeito.

Agora, ninguém deitou e rolou num campeonato da Fórmula Nippon quanto o piloto do carro que ilustra essa postagem.

Pedro de la Rosa, então com 26 anos, mudou-se para o automobilismo japonês em 1995, foi campeão da Fórmula 3 local e após a 8ª posição na temporada de 1996 da Fórmula Nippon, foi contratado pelo Shionogi Team Nova para guiar o Lola T97/51 alinhado pela equipe. E fez a festa.

Logo no início da temporada, ganhou duas provas seguidas em Suzuka e Mine, chegando em 2º na corrida em que Takuya Kurosawa venceu em Fuji. Pareceu que haveria uma batalha equilibrada pelo título, mas o japonês do Team Impul conseguiu a façanha de emplacar SEIS abandonos consecutivos.

Já o espanhol de la Rosa fez sua parte: ganhou mais quatro corridas em Sugo, Fuji, Twin Ring Motegi e mais outra em Suzuka, além de conquistar mais três pódios. Fechou o ano com 82 pontos somados de 100 possíveis. Foi campeão com uma antecipação nunca antes vista na categoria. E a diferença para Kurosawa – que ainda foi o vice-campeão – foi de 54 pontos.

Há 20 anos, direto do túnel do tempo.

3 comentários

  1. TARCISIO FRASCINO FONSECA disse:

    Este não teve uma carreira muito destacada na Fórmula Um.
    Só um pódio em 106 largadas.
    Segundo seu próprio site ele foi piloto de testes da Ferrari em 2013 e 2014.
    Na Wikipédia diz que ele foi piloto de testes na Fórmula E.
    Não dizem o que faz hoje.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_la_Rosa
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_la_Rosa
    http://www.pedrodelarosa.com/

    • Gabriel Medina, O outro disse:

      Não sei hoje, mas ele sempre teve um restaurante, se não me engano, em Valência.

      No final das contas, um piloto que correu muito pouco, anos e anos gravitando em torno da F1 e nada de categorias onde seria muito bem vindo, como DTM ou LMS/WEC.

    • Digão disse:

      Pedro de la Rosa atualmente é comentarista de F1 no canal espanhol Movistar.

      Normalmente a Nippon é bem equilibrada, mas realmente essa performance do de la Rosa, juntamente com a do Tora Takagi em 2000 ou 2001, foram as duas maiores dominações nessa categoria,

      Por último, apenas uma correção: O Fontana conseguiu a vaga de piloto de testes na Sauber em 95, quando ele dominou o Campeonato Alemão de F3 (se eu não me engano, ele foi campeão com quase 100 pontos a mais que o segundo colocado, Ralf Schumacher). Os dois, curiosamente, optaram por disputar a Formula Nippon em 96, haja vista que a F3000 passava por período de incerteza devido a uma profunda remodelação no regulamento. Infelizmente, para o Fontana, foi aí que sua carreira começou a andar pra trás. Com apenas 22 anos, ele já veria todas as suas chances de uma carreira na F1 acabarem depois da fraquíssima passagem pela Sauber em 97.

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