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31 de julho de 2017 - 17:15Endurance

Dopamina Endurance: vitória do Porsche da Stuttgart Motorsport em Interlagos

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Mais uma vez deu Porsche no Dopamina Endurance: Ricardo Maurício e Marcel Visconde venceram em Interlagos a Chevrolet Absoluta 500 (Foto: Bruno Terena)


RIO DE JANEIRO -
A 3ª etapa do Dopamina Endurance, o Campeonato Brasileiro de Resistência, marcou o reencontro dos carros da categoria com o Autódromo José Carlos Pace em Interlagos. E como foi bom ver o grid cheio para a Chevrolet Absoluta 500: quase 40 carros na largada, um colorido incrível no grid, diferentes sons de motor e seis classes diferentes na pista, englobando Esporte-Protótipos, modelos de Grã-Turismo e até um prosaico VW Gol.

Ao fim de 103 voltas, com a corrida interrompida após cerca de 3h30min por total ausência de luz natural, o favoritismo se confirmou: Ricardo Maurício/Marcel Visconde levaram o Porsche 911 GT3-R da Stuttgart Motorsport à segunda vitória consecutiva no campeonato. Foi um triunfo perfeito, pois além da pole position nos treinos de classificação, o carro #20 conquistou também a volta mais rápida da prova – 1’34″717, média de 163,776 km/h.

“Interlagos é a nossa casa e ganhar aqui é sempre especial. O começo do meu turno foi difícil para mim, porque demorei para encontrar o ritmo do carro e tive que lidar com o tráfego intenso. Depois passei a andar mais rápido e entreguei o carro para o Ricardinho na liderança”, comentou o piloto Marcel Visconde.

“A pista não estava preparada para corrida noturna e era difícil enxergar a sinalização em algumas curvas”, comentou Ricardo Maurício. Sobre a corrida, declarou: “O primeiro stint foi difícil porque a pressão dos pneus ‘estourou’ um pouco. Passamos a usar pré-aquecedores de pneus nesta corrida e ainda não tínhamos parâmetros para regular a pressão. No meu segundo stint, isso já estava ajustado e o carro estava melhor. Minha maior preocupação foi tomar cuidado ao ultrapassar os carros mais lentos para não jogar a corrida no lixo. No começo da corrida, vi um retardatário rodar na minha frente e tive que desviar. Foi preocupante, mas acho que para quem viu pela TV a coisa pareceu pior do que realmente foi”.

A dupla vencedora teve trabalho com alguns carros. Primeiro o MR18 #117 de Fernando Fortes/Emílio Padron chegou a ameaçar o domínio do bólido alemão e depois outro MR18, o de Eduardo Dieter/Francesco Ventre teve seus momentos de líder, antes de um problema alijar o carro #110 da disputa pelas primeiras posições. Já a dupla Fortes/Padron acabou mesmo fora da corrida – junto a outros seis carros, mostrando que a Chevrolet Absoluta 500 teve um bom índice técnico, apesar das constantes entradas do Safety Car por acidentes, rodadas ou competidores que paravam na pista com problemas mecânicos.

Em 2º lugar, único carro na mesma volta do Porsche, terminou o protótipo MRX Ford Turbo dos sul-matogrossenses Nílson Cintra e José Roberto Ribeiro, que também incomodaram os vencedores – pelo menos no início. O pódio geral foi completado pelo Lamborghini Gallardo LP560-4 #31 da Mottin Racing, guiado por Marcello Sant’Anna/William Freire/Sérgio Laganá, a três voltas de Maurício/Visconde.

Um dos favoritos, o protótipo MC Tubarão IX de Tiel Andrade/Franco Pasquale largou em 3º mas logo teve problemas: um furo numa mangueira fez o carro #5 perder algumas voltas e a dupla da equipe gaúcha de Campo Bom veio das últimas colocações para conquistar o 10º posto final e quinto na classe GP1. Com este resultado, a dupla do Porsche #20 amplia a vantagem na liderança do campeonato após três etapas.

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Carlos e Yuri Antunes, pai e filho, chegaram em 4º na geral e venceram na classe P2 (Foto: Bruno Terena)

Na classe P2, vitória de pai e filho: Carlos e Yuri Antunes, a bordo de um MRX Opel alinhado pela Minipa Racing, levaram o primeiro lugar da categoria, concluindo a disputa num excelente 4º lugar geral, seguidos por Henrique Assunção/Fernando Ohashi (Protótipo MRX Cosworth) e Paulo Sousa/Mauro Kern (MC Tubarão Mugen Honda).

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Júlio Martini/Marcelo Vianna venceram mais uma na classe P3 (Foto: Bruno Terena)

Entre os protótipos P3, Júlio Martini/Marcelo Vianna foram absolutos de novo e conquistaram o terceiro triunfo consecutivo da dupla ao volante do MC Tubarão V com motor Volkswagen, recebendo a quadriculada em oitavo na geral. O carro #76 do quarteto Eduardo Violante/Emílio Padron/Pedro Serrano/Renan Guerra ficou com o segundo posto na classe, com Paulo Totaro/Beto Monteiro/Leandro Totti em terceiro.

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O Lamborghini #46 liderou a dobradinha da equipe Mottin Racing na divisão GT1 (Foto: Bruno Terena)

A Mottin Racing fez a dobradinha na classe GT1: ganhou o Lamborghini LP520 de Paulo Rutzen/Vílson Verardi Jr./Gustavo Martins, que alcançou inclusive o top 10 geral com o nono lugar. André Senger/Humberto Giacomello levaram o Sonic com mecânica de Stock Car ao 2º posto e Telmo Tecchio/Ricardo Mendes/Carlos Kray faturaram o terceiro posto com a Ferrari 430. Um pódio 100% gaúcho, tchê!

“Foi um resultado maravilhoso que deixou toda a equipe muito contente. Não só a dobradinha, como o resultado da Lambo na GP1, que também foi excelente”, afirmou o chefe de equipe, Luciano Mottin.

Destaque para a presença inusitada de um Dodge Challenger – que na verdade “vestia” a carroceria e a mecânica de um Stock Car. O carro guiado por André Carrillo, o “André V8″ e por Rodrigo Corbisier tornou-se uma atração das maiores da prova, mesmo não terminando no pódio. A dupla chegou em 24º lugar na geral e ainda salvou o quarto posto na GT1.

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Marco e Maurizio Billi, outra dupla de pai e filho, estrearam no Dopamina Endurance com vitória na divisão GT2 (Foto: Bruno Terena)

A GT2 teve apenas três carros na prova e dois terminaram: ganhou o Maserati Trofeo de Maurizio e Marco Billi (outra dupla formada por pai e filho), que também tinha Fabio Greco inscrito. O outro carro a receber a quadriculada foi o Fiat Linea #51 de Rodrigo Pereira/Marco Bariano. E na T, o solitário Gol de Juarez e Ricardo Terres, mesmo com 27 voltas nas costas, chegou ao final.

A quarta etapa do Dopamina Endurance será em Santa Cruz do Sul, no próximo dia 19 de agosto. As provas do Velo Città em setembro e de Tarumã, em outubro, encerram o Campeonato Brasileiro de 2017.

Resultado final da Chevrolet Absoluta 500:

1º #20 Marcel Visconde/Ricardo Maurício
Porsche 911 GT3-R – categoria GP1
103 voltas em 3h29min56seg998

2º #65 Nílson Cintra/José Roberto Ribeiro
Protótipo MRX Ford Duratec Turbo – categoria GP1
a 39seg199

3º #31 Marcello Sant’Anna/William Freire/Sérgio Laganá
Lamborghini Gallardo LP560-4 – categoria GP1
a 3 voltas

4º #172 Carlos Antunes/Yuri Antunes
Protótipo MRX Opel – categoria P2
a 4 voltas

5º #75 Henrique Assunção/Fernando Ohashi
Protótipo MRX Cosworth – categoria P2
a 4 voltas

6º #6 Cláudio Ricci/Felipe Roso/Vinícius Roso
Protótipo MR18 Audi Turbo – categoria GP1
a 5 voltas

7º #32 Mauro Kern/Paulo Sousa
Protótipo MC Tubarão Mugen Honda – categoria P2
a 5 voltas

8º #69 Júlio Martini/Marcelo Vianna
Protótipo MC Tubarão VW – categoria P3
a 7 voltas

9º #46 Paulo Rutzen/Vilson Verardi Jr./Gustavo Martins
Lamborghini Gallardo LP520 – categoria GT1
a 7 voltas

10º #5 Tiel Andrade/Franco Pasquale
Protótipo MC Tubarão IX Ford Duratec Turbo – categoria GP1
a 7 voltas

6 comentários

  1. fernando disse:

    esse porsche seria equivalente a um GT Daytona?

  2. Alvaro Ferreira disse:

    Belo grid! Agora, se não dava para correr à noite, não podiam ter começado a corrida mais cedo?

    • Alessandro Santos disse:

      Álvaro, os 500 Km de Interlagos começaram após as 15h pois antes teve outras provas do Paulista de Automobilismo. Se houvesse refletores na reta principal, na reta oposta e mais alguns no miolo do circuito, a prova poderia rolar sem problemas.

      Aliás, estive lá ontem e tinha muito pouco público nas arquibancadas (apesar da entrada livre) e também no paddock, fruto da falta de divulgação do evento. E poucos carros competindo nas diversas categorias do Paulista de Automobilismo. Há alguns anos, o negócio não era assim…

  3. Rafael disse:

    Mattar, uma pena a corrida ter acabado antes, mas acho que faltou um pouco de bom senso da organização, dar uma agilizada nos intervalos quem sabe ajudaria.
    Quanto ao público, fica cada vez mais claro que o pessoal só vai na Stock e agora na Truck, fora isso acho que nem com divulgação infelizmente, O brasileiro é muito modinha ou elitista quando se fala em automobilismo, sei lá, não é nossa cultura como o europeu talvez. Ruim demais isso…

  4. Gustavo disse:

    Para ficar ainda melhor, só falta o Dopamina Endurance correr também em Goiânia, Curvelo e Fortaleza – e não sei se uma prova de 24 horas não poderia trazer também um quê a mais, juntamente com as 12 horas de Tarumã.

    Fico sempre na torcida…

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