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4 de julho de 2017 - 19:40IMSA Weather Tech SportsCar Championship

IMSA: Action Express quebra a escrita e vence de novo as 6h de Watkins Glen

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O Cadillac da trinca Fittipaldi/Barbosa/Albuquerque enfim acabou com a invencibilidade dos “irmãos Metralha”, ao faturar as 6h de Watkins Glen (Foto: José Mário Dias/Divulgação)

RIO DE JANEIRO - Uma hora tinha que acabar: e a invencibilidade dos ‘irmãos metralha’ Jordan e Ricky Taylor chegou ao fim neste fim de semana na disputa das 6h de Watkins Glen, sexta etapa do IMSA Weather Tech SportsCar Championship. Não só o carro #10 teve um problema mecânico que o tirou de esquadro logo na primeira volta, como também o outro Cadillac DPi-V.R que vinha tentando beliscar uma vitória desde o início do campeonato acabou como o grande vencedor do domingo.

Pela terceira vez, a Action Express venceu a clássica prova disputada no circuito novaiorquino de 5,435 km de extensão e igualmente pela terceira vez o brasileiro Christian Fittipaldi e o português João Barbosa faziam parte da tripulação. Eles, mais Filipe Albuquerque, levaram o carro #5 à vitória – com grande dose de emoção. Além dos problemas dos principais rivais e até então líderes invictos da temporada, os pilotos do time luso-brasileiro tiveram que contar com o azar da Tequila Patrón ESM.

O #2 de Pipo Derani/Scott Sharp/Ryan Dalziel partiu da pole position e liderou várias voltas. Quando Derani deixou o cockpit e entregou o comando a Scott Sharp, começaram os azares. O veterano Boris Said abalroou o Nissan Ligier DPi e destruiu a seção dianteira do protótipo – provocando também a primeira bandeira amarela. O acidente – incrivelmente – não criou danos. Mas houve em sequência um festival de punições que tirou da equipe qualquer possibilidade de lutar pela vitória.

O outro carro do time, com Bruno Senna/Johannes Van Overbeek, não teve também muita sorte: uma queda de pressão de óleo alijou o #22 da disputa e depois o #2, com problemas de acelerador, provocaria a última bandeira amarela da corrida, que aniquilou a confortável vantagem que João Barbosa trazia para o sul-africano Stephen Simpson, que pilotava o Oreca 07 Gibson LMP2 da JDC-Miller Motorsports.

Na relargada, Simpson deu o bote, superou Barbosa no fim da reta dos boxes e assumiu a liderança. O troco veio numa disputa de tirar o fôlego, quando o português arriscou absolutamente tudo por fora – e se deu bem. Disputa limpa e leal entre os dois. E não parou aí: Stephen tentou novo bote no miolo da pista e ainda teve tempo de mais uma tentativa, na penúltima de um total de 200 voltas. Aí definitivamente a fatura foi liquidada e o #5 rumou para a primeira vitória do ano.

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Conexão luso-brasileira: Christian, Filipe e João celebram no pódio (Foto: José Mário Dias/Divulgação)

“Estou muito feliz. Foi uma corrida foi bem parecida com a do ano passado. Estávamos longe de ser o carro mais rápido, mas a execução da prova foi perfeita. Paramos nas horas certas, não tivemos nenhum problema nos boxes, tomamos muito cuidado na pista, mas ao mesmo tempo não perdemos tempo atrás do tráfego”, explicou Fittipaldi.

A Mazda deu sequência à boa fase na temporada e levou o trio Jonathan Bomarito/Tristan Nunez/Spencer Pigot a um comemorado pódio, com a 3ª colocação. Os irmãos Taylor, com um carro muito mais rápido que qualquer Grã-Turismo na pista e sem nenhum outro problema além do enfrentado na primeira volta, ainda se recuperaram para terminar em sexto lugar, descontando três voltas ao longo da disputa. A dupla do #10 ainda é líder do campeonato, mas a diferença que era de 30 pontos baixou para 20 – 202 a 182.

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O #38 venceu de novo na quase extinta Prototype Challenge, com James French/Kyle Masson/Pato O’Ward

Na classe Prototype Challenge, a invencibilidade do #38 da Performance Tech Motorsports jamais pôde ser questionada: Pato O’Ward/James French/Kyle Masson terminaram em 7º lugar na geral e levaram o quinto triunfo em 2017, praticamente pondo a mão na taça de campeões da última temporada da categoria dos Oreca FLM09C. Eles somam 30 pontos de vantagem para Don Yount, que disputou a temporada com vários parceiros e é o vice-líder do campeonato.

Entre os GTLM, com a briga restrita a quatro fabricantes e apenas oito carros, a BMW conseguiu enfim a primeira vitória em 2017. Mesmo com uma autonomia de combustível pior que a concorrência, os carros do time de Bobby Rahal tiveram melhor performance e contaram com as bandeiras amarelas para levar os pontos do primeiro lugar com o carro #25 guiado por Bill Auberlen/Alexander Sims. A dupla completou a disputa em 8º na geral e com 4″416 de vantagem para Ryan Briscoe/Richard Westbrook. A Corvette completou o pódio com Antonio Garcia/Jan Magnussen.

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Alexander Sims/Bill Auberlen triunfaram pela primeira vez no ano com a equipe de Bobby Rahal na GTLM

Por sinal, quem chegou muito próximo de um pódio foi Gianmaria Bruni, em sua prova de estreia como piloto oficial de fábrica da Porsche: o italiano andou bem, formando a dupla do carro #912 com o belga Laurens Vanthoor. Mas acabou nocauteado por um imprevisto – um furo de pneu provocou uma parada extra na última volta da prova e Bruni acabou em 6º lugar na sua primeira corrida na IMSA defendendo a marca de Weissach.

Após a prova do fim de semana, Garcia/Magnussen continuam no comando da classificação: eles somam 154 pontos, contra 146 de Dirk Muller/Joey Hand. Vencedores do fim de semana, Auberlen e Sims dispararam para o 3º lugar com 144, entrando de vez na briga pelo título.

Na sempre disputada divisão GTD, a Honda (leia-se Acura) esteve muito próxima de uma dobradinha histórica, mas um problema de suspensão alijou o carro de Oswaldo Negri/Jeff Segal da corrida, a apenas 37 minutos da quadriculada. A dupla Katherine Legge/Andy Lally mostrou mais uma vez que é entrosada não só fora – mas também dentro – das pistas e levou a segunda vitória consecutiva na temporada, completando 187 voltas com apenas 0″592 para a Ferrari 488 GT3 de Christina Nielsen/Alessandro Balzan/Matteo Cressoni.

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Na GTD, pela segunda corrida seguida, deu Michael Shank Racing com Katherine Legge e Andy Lally

A BMW de Justin Marks/Jens Klingmann conquistou um excelente terceiro posto na categoria, seguida pela Mercedes-AMG de Cooper MacNeil/Gunnar Jeannette/Shane Van Gisbergen e pelo Lexus de Robert Alon/Jack Hawksworth/Austin Cindric – cinco carros diferentes nas cinco primeiras colocações em Glen. Nada mal…

E a liderança mudou de mãos antes da corrida canadense, pois Alessandro Balzan e Christina Nielsen ultrapassaram Ben Keating/Jeroen Bleekemolen: a dupla campeã do ano passado tem dois pontos de vantagem sobre os rivais da equipe Riley Motorsports-AMG. Lally e Legge chegaram ao terceiro lugar da tabela e Oswaldo Negri caiu para a 8ª colocação com 131 pontos.

4 comentários

  1. Ricardo disse:

    Estava esperando o post para dizer, que assiste grande parte da prova. Uma ótima corrida diga-se de passagem. Ótima transmissão.

  2. Antonio Seabra disse:

    Assisti as ultimas 2h, e a corrida foi eletrizante !!
    Ótima transmissão, parabéns aos 3 !

    Antonio

  3. Claudio disse:

    Scott Sharp é aquele que em 2001 foi pole das 500 milhas de Indianápolis e bateu na primeira curva né? Trapalhão, só é vencido neste quesito pelo igualmente lendário Roberto Guerrero

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