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24 de novembro de 2017 - 18:03Automobilismo Nacional

500 Milhas de Londrina – Predador em busca da pole

Bana-Pole

O protótipo Predador com motor Audi Turbo foi o mais veloz da sexta-feira com Duda Bana a bordo: dificilmente perderá a pole position no treino noturno (Foto: Vanderley Soares/Divulgação)

LONDRINA (sexta-feira quente!) - As 500 Milhas de Londrina já conhecem aquele que deverá ser o pole position da 26ª edição de uma das corridas mais tradicionais do Endurance nacional. O protótipo Predador da equipe G-Stage/Bana quebrou os cronômetros durante uma sessão de classificação disputada num calor de queimar os miolos. A temperatura da pista chegou muito próxima de 80ºC.

Duda Bana não precisou de muitas voltas para superar a Ferrari 430 da equipe Greco, guiada pelo piloto de Stock Car Guilherme Salas, que estabeleceu o tempo de referência em 1’12″713. Logo no primeiro giro do protótipo com pneu zero (e provavelmente com o máximo possível de pressão no turbo), o piloto paranaense detonou o tempo de Salas e virou 1’12″204.

Segundo o enciclopédico Marc Arnoldi, esta seria a segunda pole position mais rápida da história da prova. Em 2009, Daniel Serra, com a Ferrari da Via Italia Racing (não é a mesma que está aqui, que fique claro), marcou na ocasião um tempo abaixo de 1’11″ – precisamente, 1’10″500.

Mas de acordo com os compêndios, o recorde é do protótipo MRX de Nílson e José Roberto Ribeiro, pole position por três anos seguidos – de 2011 a 2013. A melhor marca da história em qualificação é 1’10″130. Os sul-matogrossenses também marcaram 1’11″454 numa das ocasiões. Está feito o registro e a correção, portanto.

Por enquanto, a 3ª posição do grid é do protótipo Spyder #151 de Sérgio Pistilli/Válter Pinheiro, que fez 1’16″049 e foi o mais rápido na categoria III. O experiente José Córdova, com um protótipo MCR preparado pelo lendário Ferreirinha, ficou com o quarto tempo – a meio décimo apenas. Ele me disse que teria chances de virar melhor, mas que o carro se comporta de maneira instável com pneus novos.

Outro protótipo da classe III ficou com o 5º tempo: o #38 de Bley Jr./Aloysio Moreira marcou 1’17″442, à frente de mais um Spyder, o #10 de Luiz Abbade/Roberto Dal Pont e do Cobalt da equipe de Ney Faustini. Cali Crestani trouxe seu Tornado com motor Suzuki Hayabusa e ficou em oitavo.

A ótima surpresa do grid é o 9º tempo do invocadíssimo Puma #107 de João Weiller/José Ademir de Carvalho, absoluto na segunda metade do treino, que contou com os carros Turismo. O tempo de 1’20″530 superou muitos protótipos da classe III e até o Spyder do vice-campeão do ano passado, Leandro Totti.

Vale destacar o empenho da família Pardo – que corre unida: Diego, André e Admir Pardo vêm há vários anos para a disputa e o Aldee RTT 2.0 que a trinca usa nunca foi trocado. Esta é a 16ª 500 Milhas SEGUIDA da equipe. Outro detalhe: o carro jamais deixou de completar uma disputa da corrida nos últimos quinze anos. Um feito e tanto, reconhecido pela organização da prova, sob a responsabilidade de Daniel Procópio, Aloysio Moreira e Beto Borghesi.

Dos 25 carros presentes para a prova, vinte e três treinaram. A belíssima Alfa Romeo 155 da 2RH Racing passou toda a sessão de classificação nos boxes, sendo consertada. O carro deve ficar pronto para tentar classificar à noite, a partir das 20h de Brasília. O treino também servirá para que os pilotos se aclimatem com os faróis e com a condição de tráfego – já que a corrida termina no escuro e a largada será 16h neste sábado.

Em tempo: o portal Racing Online vai transmitir as 500 Milhas de Londrina ao vivo. E para quem for da cidade, uma dica. A entrada é 0800, franqueada pelos organizadores do evento.

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