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14 de novembro de 2017 - 18:03Mundial de Endurance

Silly Season – WEC 2018/19, classe LMP2

RIO DE JANEIRO (atualizado 15/11, às 16h10) - Neste post do último dia 10, o blog começou a mostrar a movimentação das equipes do WEC para a Super Season da temporada 2018/19, com o panorama da classe LMP1. Agora vamos dar ênfase aos carros da divisão LMP2.

Neste primeiro ano dentro do novo regulamento, com a exceção honrosa da Tockwith Motorsports – que até entrar em colapso colocou o único Ligier visto nas pistas em provas oficiais da categoria (exceto Le Mans, é claro) – todos os carros inscritos foram Oreca, inclusive os Alpine A470 da Signatech Alpine Matmut, que optou por colocar o nome da lendária criação de Jean Rédélé em seus protótipos.

O comitê de seleção do WEC deve estar preocupado porque as equipes, em sua totalidade, optaram pelo mesmo chassis. Mas provavelmente o fizeram porque os carros feitos no ateliê de Hughes de Chaunac são de fato muito bons. Veremos se com as evoluções autorizadas pelo ACO e pela FIA, os modelos Dallara, Ligier e Riley não só se reaproximam dos bólidos gauleses como também engrossam o plantel de construtores na divisão inferior de protótipos do Mundial de Endurance.

Vamos ao panorama de momento para a classe LMP2 em 2018/19.

Jackie Chan DC Racing – 2 carros
Oreca 07 Gibson

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A Jackie Chan DC Racing – pelo menos por enquanto – coloca em standby os planos de disputar a LMP1 na Super Season do WEC e deve seguir na LMP2 em associação com a britânica Jota Sport

A equipe fez uma profunda reflexão sobre a possibilidade de subir para a LMP1 na próxima temporada, mas tal situação não acontecerá – pelo menos por enquanto. A parceria com a Jota Sport segue inabalável para o próximo ano e, além do WEC, o time de bandeira chinesa vai encarar o desafio do AsLMS com seus protótipos ainda dentro do regulamento antigo – sem contar as 24 Horas de Daytona, na qual devem também fazer uma aparição.

É praticamente certo que o time manterá o mesmo conjunto deste ano, mas não se sabe nada ainda quanto aos pilotos.

CEFC TRS Manor – 1 ou 2 carros
Oreca 07 Gibson

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A Manor vai para a terceira temporada na LMP2 com pelo menos um carro

Além de seu esforço na classe principal do FIA WEC com um protótipo Ginetta, a Manor garante o envolvimento em 2018/19 na divisão LMP2 com pelo menos um carro, podendo até ser dois. Não está descartada uma aparição no ELMS, sobrecarregando um pouco mais a equipe, mas dividindo melhor as atenções no Mundial. O equipamento segue o mesmo.

TDS Racing – 1 ou 2 carros
Oreca 07 Gibson

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Custos altos e a interpretação dúbia do regulamento podem tirar a TDS Racing do WEC em 2018/19

Espera-se que a equipe de Xavier Combet esteja presente na próxima temporada, muito embora os primeiros indícios apontassem outro rumo – a volta ao ELMS, com custos menores. O principal piloto cliente, François Perrodo, não está satisfeito com as questões de graduação (especialmente de quem é graduado prata e é tão rápido quanto os ouro/platina) e gostaria de mudar de categoria. Mas parece que o ACO e a Le Mans Endurance Organisation têm feito gestões para que a escuderia continue.

Se Perrodo tomar outro rumo, a TDS Racing pode seguir no WEC se a parceria com o grupo russo Gazprom, via G-Drive, se mantiver intacta e com o piloto russo Roman Rusinov como um dos titulares.

Signatech-Alpine Matmut – 1 ou 2 carros
Oreca 07 (Alpine A470) Gibson

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Quem também repensa a permanência no Mundial de Endurance é a Signatech-Alpine Matmut, a atual equipe do brasileiro André Negrão

Outra equipe que pode tomar um rumo diferente em 2018/19 por questões orçamentárias é a Signatech-Alpine Matmut, mas assim como tem sido feito com a TDS Racing, a organização quer que a escuderia de Philippe Sinault siga a bordo no Mundial do próximo ano. Os principais dirigentes do certame tiveram uma séria conversa no fim de semana das 6h de Xangai com o dono da equipe, nesse sentido.

Rebellion Racing – 2 carros (?)
Oreca 07 Gibson

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De olho no futuro, a Rebellion deve permanecer na LMP2 para mais uma temporada

Parecia muito pouco provável o regresso da Rebellion à divisão principal já em 2018/19, uma vez que a própria equipe havia confirmado tais intenções futuramente. Mas a decisão de não disputar a próxima 24 Horas de Daytona pode ser o indicativo de uma mudança de planos – motivada, provavelmente, pela retirada da Porsche – e que a volta para a LMP1 pode acontecer antes do esperado. Em dezembro, saberemos.

Total: 7-10 carros (5-8 carros, caso a Rebellion volte para a LMP1)

Outras possibilidades:

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A Cetilar Villorba Corse poderia ser uma boa aquisição no grid do WEC em 2018/19

Após uma boa temporada na classe LMP2 do ELMS, onde utilizou um chassi reserva da High Class Racing a partir das 24 Horas de Le Mans, a SMP Racing não parece ter intenção de seguir o exemplo da Manor e ter protótipos em duas categorias do WEC. A United Autosports chegou a ser vinculada como uma provável nova equipe do Mundial na categoria, mas o futuro do time de Zak Brown e Richard Dean prevê a expansão para dois carros – só que no Campeonato Europeu.

Do ELMS poderia vir a equipe italiana Cetilar Villorba Corse como uma boa novidade. O time testou recentemente com o brasileiro Felipe Nasr, que ano que vem estará na IMSA. Por enquanto, nada definido.

3 comentários

  1. Rafael Lima disse:

    Rodrigo encontrei o vídeo abaixo de quando Chico Serra e Raul Boesel saíram na mão em um GP de F1!

    https://www.youtube.com/watch?v=tex3psQPGqA

    Foi na mesmo fim de semana em que Ricardo Paletti morreu.

  2. Fernando Silva disse:

    A categoria vai continuar forte…aliás, esta é, sem dúvida, a temporada mais disputada da LMP2, bem diferente de quando o WEC esteve em Interlagos pela última vez, em 2014, quando somente 4 LMP2 largaram. O único porém é o aparente monopólio do chassi Oreca, mas fica a missão para Dallara, Ligier e Riley de melhorarem seus equipamentos. Eu, por exemplo, vendo as provas do ELMS, aposto que os Dallara farão frente aos Oreca em pouquíssimo tempo.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Também acho o mesmo. A Dallara fez um bom carro, mas falta aperfeiçoá-lo. Tanto o chassi é competitivo que, “vestido” com a roupa Cadillac, ganhou na IMSA.

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