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15 de dezembro de 2017 - 15:08Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (387)

BAR-Villeneuve

 

RIO DE JANEIRO - Dia 15 de dezembro, ano de 1998. Naquele dia, no circuito de Barcelona, na Catalunha, nascia oficialmente a equipe British American Racing, a BAR.

Com investimento maciço da British American Tobacco (BAT), dona da Companhia de Cigarros Souza Cruz, a equipe comprava a vaga da Tyrrell para ingressar na Fórmula 1 como “a equipe do Jacques Villeneuve”, que após o fim do contrato com a Williams apostou junto com seu empresário, Craig Pollock, nesta nova empreitada.

O BAR 001 era projeto da Reynard Racing Cars, com supervisão de Adrian Reynard, desenho de Malcolm Oastler e trabalho aerodinâmico de Willem Toet. Foi equipado com o motor Supertec V10, que nada mais nada menos era o motor Renault com o qual Jacques fora campeão mundial de Fórmula 1 em 1997.  Para segundo piloto, foi escolhido o brasileiro Ricardo Zonta, que vinha do título do FIA GT com a equipe Mercedes-AMG.

A equipe tinha pinta de promissora e inovou ao lançar seu carro. Num dos monopostos, a pintura dos cigarros Lucky Strike e no outro, do 555 – tudo do grupo BAT. Mas a FIA implicou, não gostou e obrigou a equipe a ter nos dois carros a mesma pintura. Provocativa, a BAR optou por uma solução incomum, dividindo Lucky Strike e 555 em cada uma das metades dos bólidos. A partir de 2000, ficariam mesmo com a Lucky Strike, mais conhecida mundialmente.

O ano de 1999 esteve longe de ser bom para a nova equipe. Em classificação, o melhor resultado foi um 5º lugar em Imola, com Villeneuve. Zonta sofreu um acidente nos treinos livres do GP do Brasil e fraturou os tornozelos, o que motivou sua ausência por três etapas. Nesse curto período, foi substituído por Mika Salo, que ironicamente conseguiu o melhor resultado da equipe em todo o campeonato. O finlandês foi sétimo no GP de San Marino, mas o motor de seu carro quebraria no final.

Além de uma impressionante falta de confiabilidade, os acidentes também cobraram a conta. Só nos treinos do GP da Bélgica, foram destruídos dois carros – tanto com Zonta quanto com Villeneuve – e na mesma curva! (o complexo Eau Rouge-Raidillon). Felizmente nenhum dos dois ficou ferido. Nada além do enorme susto…

Numa época em que só os seis primeiros pontuavam, diferente do que seria a partir de 2003 e depois recentemente, o 7º lugar de Salo não valeu nada à BAR. Zonta foi oitavo uma vez e Villeneuve, outra. Zero ponto e entre as onze equipes de 1999, a British American Racing ficou atrás até de Arrows e Minardi.

A BAR ficou com este nome na Fórmula 1 até 2005 e o melhor ano do time foi 2004, quando Jenson Button foi 3º no Mundial de Pilotos e o time foi vice-campeão de Construtores. Depois, acabou absorvida pela Honda e o resto é história. Na sua recente mutação, virou Brawn GP e desaguou, acredite quem quiser, na Mercedes.

Há 19 anos, direto do túnel do tempo.

1 comentário

  1. Carlos Giacomello disse:

    Gosto de lembrar que a Mercedes de hoje é a Tyrrell dos gloriosos anos 60/70 em que eu guardava as moedas pra comprar as revistas da época só para pegar os posters encartados. Da mesma forma gostaria que a Willians tivesse um destino semelhante. Duas equipes que eu tenho muita admiração, e acreditem, mais do que a própria Lotus que, logicamente, merece muito respeito..

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