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11 de dezembro de 2017 - 14:27IMSA Weather Tech SportsCar Championship, Mundial de Endurance

Tour de force: Porsche vem com tudo na IMSA e WEC

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A Porsche repete a Ford e promete alinhar nada menos que quatro carros em caráter oficial na próxima disputa das 24 Horas de Le Mans, em junho de 2018 (Foto: Porsche)

RIO DE JANEIRO - O programa Porsche da classe LMP1 no Mundial de Endurance foi extinto e – ao contrário da Audi – incrivelmente não deixou saudade. Até que a saída dos alemães fez bem à divisão principal do WEC por causa dos prospectos para a Super Season, com previsão de até nove carros em 2018/19 e a vinda de uma batelada de escuderias independentes para compor o grid contra a Toyota. Mas a casa de Weissach terá muitos outros desafios na próxima temporada, investindo pra ninguém botar defeito nas divisões de Grã-Turismo.

No IMSA e no FIA WEC, o construtor germânico mantém seus esquemas com os dois 911 RSR de motor central-traseiro e muitas novidades no lineup de pilotos. A Porsche terá em 2018/19 a aguardada volta de Gianmaria Bruni às pistas internacionais: o italiano foi confirmado no carro #91 como o substituto de Fred Makowiecki, alinhando ao lado do austríaco Richard Lietz. Já a dupla do #92 segue imutável, formada por Kévin Estre e Michael Christensen.

Já nos EUA, Patrick Pilet terá de novo a companhia de Nick Tandy, com quem dividiu a equipe há alguns anos. O neozelandês Earl Bamber, atual campeão das 24h de Le Mans e do WEC, também participará do programa GTLM ao lado de Laurens Vanthoor. Makowiecki e Bruni disputarão as provas do NAEC, começando por Daytona.

E para 2018, a Porsche planeja uma força-tarefa de respeito para as 24h de Le Mans, prevendo a inscrição de quatro carros – sendo os dois do WEC acrescidos dos bólidos da IMSA, sob a responsabilidade da CORE Autosport. Os trios já estão inclusive definidos.

No carro #91, correrão Bruni, Lietz e Makowiecki, enquanto Christensen e Estre terão a companhia do belga Vanthoor a bordo do #92. O #93 terá um timaço de pilotos da IMSA, com Tandy, Pilet e Bamber. No carro #94, a previsão é que estejam a bordo o francês Romain Dumas e os alemães Sven Müller e Timo Bernhard.

A Porsche não estará apenas com seus times de fábrica no Mundial de Endurance em 2018/19. Times clientes têm planos de inscrever os novos 911 RSR na versão do ano passado e foram vendidas nada menos que sete unidades do bólido. Das equipes clientes, quatro devem alinhar na classe LMGTE-AM, sendo uma delas a Dempsey Racing-Proton, que dará assistência remota a uma equipe asiática – possivelmente a Craft-Bamboo Racing. A Project 1 e a Gulf Racing UK são as outras escuderias que deverão estar envolvidas com a marca no próximo ano.

Envolvimento total também com os 911 GT3-R

O envolvimento da marca será quase total também nas séries onde o modelo 911 GT3-R pode competir. Praticamente todos os 18 pilotos de fábrica estarão envolvidos em diferentes projetos e na IMSA a novidade será a Wright Motorsports inscrita na classe GTD com Patrick Long ao lado da bicampeã da série Christina Nielsen, que antes de assinar com a nova escuderia treinou com a Park Place Motorsports.

É possível que Jörg Bergmeister seja o novo piloto da Alegra Motorsports: o veterano alemão treinou em Daytona com a equipe e deve fechar para fazer a maioria das corridas em 2018 com um Porsche GTD. Já outro experiente nome da casa, Wolf Henzler, não é mais piloto oficial de fábrica, após uma década de ótimos serviços prestados.

No Blancpain GT Endurance, a Manthey Racing representará a Porsche em caráter semi-oficial. Terá um carro só com feras do naipe de Makowiecki, Dumas e Dirk Werner, que foi ‘rebaixado’ do programa IMSA. A equipe também disputará o Intercontinental GT Challenge (IGTC), começando por Bathurst e passando por Spa-Francorchamps, Suzuka e Laguna Seca.

A Herberth Motorsport, campeã do 24h Series, terá um carro na classe Pro-Am, enquanto a escuderia de Timo Bernhard confirma participação no ADAC GT Masters, bem como uma inscrição única para as 24h de Spa-Francorchamps.

E não esqueçamos das 24h de Nürburgring, onde um grande contingente de carros Porsche é aguardado. São esperados nove, afora o VLN, certame de provas longas com etapas realizadas apenas no Nordscheleife.

8 comentários

  1. Gabriel Medina, El otro disse:

    Concordo, o programa P1 da Porsche foi muito bacana até Le Mans 2015, os carros com cores diferentes, a vitoria dos underdogs… Depois disso, virou um imenso provedor de chatice para o campeonato, que só se manteve interessante na ponta por causa da sensacional temporada passada e do brilho da Toyota no final desse ano.

    A pintura dos carros nesse ano era a personificação disso, mais sem alma, impossível.

  2. Luiz disse:

    Apesar de haver a promessa de um maior número de marcas na P1, não consigo ver como esses novos carros poderão fazer frente aos Toyotas sem o devido tempo de maturação dos seus projetos. É muito raro surgir um oponente à altura de um rival como a Toyota, com a quilometragem de vários campeonatos já disputados.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Vocês sempre esquecendo que o imponderável pode existir em provas longas e principalmente que o regulamento terá equalização de performance entre os LMP1 híbridos e os não-híbridos.

      • Gabriel Medina, El otro disse:

        Exatamente, é só lembrar que se a Rebellion tivesse se mantido na P1 nesse ano teria tido chances gigantescas de vencer Le Mans.

        Por falar nisso, Lotterer e Jani muito perto de assinar com a a equipe anglo-suíça. E o Nelsinho na stock…

      • Rodrigo Mattar disse:

        Nelsinho saiu criticando a equipe.

  3. Fernando Silva disse:

    Sobre o comentário ai acima, basta lembrar que por pouco, as 24h de Le Mans deste ano não teve uma vitória overall de um LMP2…portanto, é possível sim a competição entre os Toyota e os particulares…ainda mais com aquela sensação de que os deuses de Sarthe não parecem simpatizar com os japoneses, vide o ocorrido com eles nas duas últimas edições.
    Quanto à Porsche, já vinha mostrando força nas últimas provas do IMSA e WEC, inclusive com uma vitória na série americana. com 4 carros em Le Mans, se torma uma das grandes favoritas à vitória, principalmente com um piloto como Brunni…somando isso à estreia da BMW, o novo Aston e somando ao já consagrados Ferrari F488 e Ford GT, A GTE Pro estará simplesmente imperdível!!

  4. ALEXANDRE FERREIRA BAUER disse:

    Pra mim a graça estará mesmo nas classes de turismo. Se esses horrendos protótipos sumissem de vez eu não sentiria nenhuma falta, ano que vem a Toyota só não ganha se for muito incompetente.

  5. Antonio Vidal disse:

    Fala galera!
    Perdendo ou ganhando, deixando ou não, saudades, a recorrente pergunta é sempre a mesma: “…Eles vieram esse ano?…” – “…Eles estão no grid de novo?…”
    Só “eles” tem 19 vitórias em LE MANS…só “eles”.

    FORÇA PORSCHE!!!!

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