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12 de janeiro de 2018 - 14:33Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (388)

Merzario-Williams

RIO DE JANEIRO - O primeiro post da série Túnel do Tempo em 2018 homenageia uma equipe que ‘estreou’ na Fórmula 1 no dia 12 de janeiro de 1975 no GP da Argentina, em Buenos Aires. Não falo da Copersucar-Fittipaldi (que também fez sua prova de estreia naquela oportunidade), mas sim da Williams – a única organização “garagista” da categoria que segue de pé desde então. Com alguns tropeços no meio do caminho, mas segue…

A rigor, Frank Williams já estava na categoria máxima desde o final da década anterior. Estreou como chefe de equipe em 1969, tendo como piloto o britânico Piers Courage num Brabham particular. Depois, alinhou o monoposto De Tomaso – com o qual Piers morreria em Zandvoort, no GP da Holanda de 1970. Mudou para os March, batizou também seus carros de Politoys e, posteriormente, Iso Rivolta e Iso-Marlboro. Mas não deixava de ser Williams.

O primeiro carro de fato e direito com o nome de Frank foi esse aí da foto. Na verdade, era o Iso-Marlboro FW de 1974, com modificações, especialmente na seção dianteira, mais afilada. De resto, era o mesmo bólido projetado por John Clarke. Arturo Merzario e Jacques Laffite eram os pilotos titulares no início do ano, mas depois o italiano foi substituído por uma enorme lista de outros competidores, que foram de Renzo Zorzi a Jo Vonlanthen, nomes que pouco acrescentaram.

No GP da Espanha, estreou o chassis FW04 desenhado por Ray Stokoe e foi com ele que a Williams conquistou seu primeiro pódio, quando Jacques Laffite foi 2º colocado em Nürburgring, no GP da Alemanha.

A equipe se associaria à Wolf em 1976, passaria pelo dissabor de alinhar o horroroso March 761 no ano seguinte e a história mudaria, qual conto de fadas, com a chegada dos árabes patrocinando a Williams a partir de 1978. E o resto, como se sabe, é história que completou 702 corridas em Abu Dhabi, com 114 vitórias, 128 pole positions, 133 recordes de volta em prova, 312 pódios, 33 dobradinhas, sete títulos mundiais de pilotos (um deles de Nelson Piquet, em 1987) e nove de construtores.

Há 43 anos, direto do túnel do tempo.

4 comentários

  1. Kleber disse:

    Tem um documentário chamado Williams mesmo no Netflix, conta essas histórias e os dramas pessoais, familiares, sem ser piegas. É legal, se você puder assistir Rodrigo, tem muitas imagens legais das origens da equipe.

  2. Ciro Manzini Jr. disse:

    Essa foto é de um Merzario e não Willians

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