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5 de fevereiro de 2018 - 17:38Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (391)

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RIO DE JANEIRO - O piloto desta raridade da foto é o aniversariante da segunda-feira: Hector Rebaque, mexicano que disputou 41 GPs de Fórmula 1 entre 1977 e 1981, completa hoje 62 anos de idade.

Filho de um rico latifundiário em seu país, ele teve toda a possibilidade para ingressar na categoria máxima. Primeiro com a já decadente Hesketh e depois com o Team Rebaque, que o próprio piloto mostrou para tocar adiante sua carreira. Com uma estrutura pequena sediada em Leamington Spa, na Inglaterra, sua escuderia particular sobreviveu por duas temporadas e foi protagonista de uma façanha.

Com o 6º lugar conquistado no GP da Alemanha de 1978, em Hockenheim, Rebaque não só marcou seu primeiro ponto na Fórmula 1 como tornou-se o último piloto particular a pontuar numa prova da categoria máxima do automobilismo. Nos anos 1980, a presença de equipes com chassis comprados começaria a desvanecer e pouco tempo depois sumiria por completo. Volta e meia se discute a possibilidade de compra de carros para ajudar equipes sem menores recursos a ingressar na categoria, mas a FIA no momento não trata da questão.

Em 1979, o Team Rebaque cansou-se dos Lotus com um ano – ou mais – de uso e claramente usou o modelo 79 criado por Colin Chapman como base para o único carro que levaria o nome do piloto latino. Projeto de Geoff Ferris, ex-Penske, contou com assessoria de um tal de John Barnard para disputar apenas uma prova de um total de três em que tentou classificar sua ‘criação’.

O Rebaque HR100 falhou a largada em Monza no GP da Itália – foi 28º e último no treino classificatório, a 8″189 da pole position e em Watkins Glen, nos EUA, quando o mexicano ficou em 28º entre trinta inscritos nos treinos oficiais. Com ele, disputou apenas o GP do Canadá, largando em 22º e figurando em último para abandonar por quebra de motor, na 26ª volta.

Hector voltaria à Fórmula 1 pela Brabham na segunda metade do campeonato de 1980, substituindo Ricardo Zunino, com desempenhos até bem razoáveis. Mas os dólares da Pemex não foram suficientes para mantê-lo por lá e o piloto iria direto para a Fórmula Indy, onde até corrida venceu.

Há 39 anos, direto do túnel do tempo.

10 comentários

  1. Gabriel Medina, O outro disse:

    Mas a equipe de Rob Walker não chegou até a vencer corrida nos anos 60 usando carros Cooper Climax e Lotus?

  2. Ricardo Talarico disse:

    Na minha opinião seria bom a Formula 1 voltar a permitir equipes “clientes”.
    Poderiam fazer uma pontuação a parte para os não construtores.
    Aumentaria o Grid e consequentemente as disputas, nem que fossem no final do pelotão.

    • Rodrigo Mattar disse:

      É um bom debate.

    • Diogo disse:

      Concordo.

      Algumas equipes bem estruturadas da Europa, como a Carlin e a ART possuem plenas condições de realizar um bom trabalho na F1, faltando apenas o orçamento para desenvolver um carro do zero.

      E, na MotoGP, essa solução de motos clientes é adotada, com sucesso.

    • Levi disse:

      Quando a Prodrive (David Richards) quis entrar na F1 com chassis McLaren, eu achei uma ideia bem bacana.

      Adivinha quem impediu que isso acontecesse? Williams…

      Provavelmente por medo de que os clientes o superassem.

      Se não me engano, houve uma época em que os Toro Rosso eram basicamente isso. A Super Aguri corria também com chassis Honda antigos, o que inclusive os levou a superar a matriz em 2007! Então informalmente já havia clientes, mas a Prodrive foi impedida de ser “oficialmente” um cliente da McLaren, comprando os carros prontos e correndo com eles.

  3. Bruno Serafim disse:

    Essa ideia da venda de chassis seria muito bem-vinda. Não sei se aind afaz sentido comercialmente falando nos dias de hoje termos construtores fornecendo chassis para outras equipes, mas que seria legal para encher o grid e voltarmos aos tempos quando havia a pré-classificação, isso seria… Nos anos 70, até equipe considerada “grande” comprou de outros fabricantes e ainda foi campeã (Tyrrell em 71), usando o chassi da March.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Só uma correção: em 1971 a Tyrrell já tinha seu próprio carro. Mas em grande parte do campeonato de 1970, usou sim o chassis March, que inclusive tem três vitórias na história – duas delas cortesia de Jackie Stewart e do Team Tyrrell.

      • Bruno Serafim disse:

        Bem observado, Rodrigo, realmente você está corretíssimo. Foi em 1970 que a March estreou na F1 e inclusive fornecendo o chassi para a Tyrrell durante aquele mesmo ano. No final daquele ano, a Tyrrell tinha o modelo 001, mas abandonou de vez o chassi da March somente para a temporada de 71. Mas seria no minimo incrível ver equipes clientes comprando chassi de outras equipes e andando na frente de suas fornecedoras nos grandes prêmios. Abraços!

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