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7 de fevereiro de 2018 - 08:38Endurance

Endurance Brasil: regulamento e calendário definidos

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Sete corridas, cinco categorias em cinco pistas diferentes, de março a novembro: saiu o calendário do Endurance Brasil para 2018

RIO DE JANEIRO - Saiu enfim o calendário definitivo para a temporada 2018 do Endurance Brasil. A categoria, que fez seu último campeonato com os auspícios do energético Dopamina e segue sob a tutela da Associação de Pilotos de Endurance (APE) anuncia um total de sete corridas para este ano, uma a menos que no ano passado. Possivelmente reflexo da crise que toma conta do país inteiro – e só o governo, em Brasília, acredita que está tudo bem.

Mas vamos em frente: o foco é manter vivo o campeonato neste ano para a retomada que se pretende em 2019, com a categoria consolidada e a todo o vapor. Também contribui para isso a mudança de regulamento técnico e esportivo, isolando os carros Grã-Turismo que corriam junto com os protótipos nacionais de maior potência e cilindrada (seja turbo ou aspirado) numa nova categoria. Nesse ano, o certame será dividido em cinco classes.

Na P1, poderão inclusive ser inscritos os protótipos dentro do regulamento LMP3 da FIA, além de qualquer outro modelo de fabricação nacional com motores sobrealimentados multiválvulas, com motor e câmbio de motocicleta e protótipos com motores aspirados partindo de até 2,5 litros de capacidade cúbica até 7 litros, ao gosto do freguês.

A classe P2 segue com protótipos nacionais de motores 16V até 2,3 litros de capacidade cúbica e também com motor 1,5 litro aspirado de motocicleta – câmbio idem. A divisão P3 é reservada aos protótipos 8V até 2,1 litros de capacidade cúbica, seja com câmbio de fabricação nacional ou com caixa importada – Hewland, Sadev, Saenz, XTrac, et cetera.

Os Grã-Turismo da antiga GP1 vão disputar a categoria GT3, sendo permitida nesta classe a participação de qualquer modelo dentro do regulamento FIA homologado a partir de 2008. Os Stock Car feitos com o chassi JL09 também são aceitos nesta divisão – com livre preparação, é bom que se diga.

Na GT4, vão poder participar os Grã-Turismo homologados até 2008, bem como qualquer modelo enquadrado no atual regulamento FIA GT4. Não consta essa opção no momento, mas cabe observar que os carros do regulamento TCR vão poder andar nesta classe e tem até piloto interessado em trazer carros desse tipo para correr no Endurance nacional. As divisões T e TS foram extintas, dando a opção a pilotos e equipes ingressarem no Gaúcho de Superturismo, criado exatamente para atender essa demanda.

Maiores detalhes podem ser encontrados aqui, na página oficial do Endurance Brasil.

Ah, sim… o calendário: o campeonato começa em 17 de março com a disputa das 3h de Tarumã e se encerra exatamente oito meses depois, em novembro, no mesmo circuito localizado em Viamão, na Grande Porto Alegre. Em paralelo, serão quatro corridas pelo Campeonato Gaúcho – no qual está ausente a pista de Guaporé (parece que outras categorias também não vão ter provas por lá neste ano). As novidades são a disputa de dois eventos em Curitiba, da inclusão do Velopark no calendário e a saída da prova de 500 km disputada no Velo Città, em Mogi-Guaçu.

Eis as datas:

17/03 – 3h de Tarumã (Gaúcho e Brasileiro)
28/04 – 500 km de Curitiba (Brasileiro)
30/06 – Interlagos (Brasileiro)
01/09 – Velopark (Gaúcho e Brasileiro)
29/09 – Santa Cruz do Sul (Gaúcho e Brasileiro)
27/10 – Curitiba (Brasileiro)
17/11 – Tarumã (Gaúcho e Brasileiro)

7 comentários

  1. Levi disse:

    Boa notícia!

    O piso de idade fixado em 2008 para os GTs torna as coisas interessantes, porque existe uma infinidade de carros homologados e creio que os mais antigos podem ser adquiridos a preços mais em conta, além de não serem menos espetaculares. Em certames menos expressivos da Europa, os modelos antigos ainda são largamente utilizados.

    Quanto a misturar os TCR com os GT4, não achei uma boa ideia, porque são carros com características distintas. Os GT4 são via de regra mais potentes, mas mais próximos dos carros de rua, então acredito que não sejam tão bons de curva.

    Limite de 7 litros nos protótipos é feito sob medida para enquadrar os motores GM 427… :D

  2. Bruno Serafim disse:

    Se eu tiver a oportunidade neste ano, vou procurar ver in loco a prova de 30 de junho.

  3. Marcelo Alves disse:

    Rodrigo, desculpe por sair do tópico do post mas eu tenho que perguntar.
    Você leu algo a respeito da possibilidade do DTM adotar em um futuro próximo o regulamento GTE (WEC e IMSA) ao invés do regulamento do Super GT?
    Se leu, o que pensa a respeito?

  4. Paulo McCoy disse:

    Para lá de lamentável a ausência de Guaporé no calendário. E não, não creio ser o único com tal opinião. Por outro lado, espero que minha manifestação não gere atitudes de pessoas indo ‘chorar’ e mandar longos emails ao gestor do Museu do Automobilismo Brasileiro (Sério, Rodrigo: acredita que existem pessoas que se ‘prestam’ em mandar mensagens apócrifas ao dono da entidade? Não entendo o motivo de atitude digna de pessoa baixa. Até porque, minha opinião — seja no seu blog, seja no MEU perfil do Facebook –, em NADA altera o ‘modus operandi’ da entidade. E seu proprietário tem mais o que fazer da vida, ao invés de ficar lendo ‘emails’ de fofoqueiros… #ProntoFalei).

  5. Diego Ximenes disse:

    Novidades neste ano, pelo que acompanhei de pilotos, é o Arthur Caleffi, com um Aston Martin V12 e uma Ferrari 458 (esta ainda a confirmar).

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