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7 de fevereiro de 2018 - 00:13Fórmula Indy

Um novo Fittipaldi

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Anote na agenda: no dia 7 de abril, Pietro Fittipaldi faz sua estreia oficial como piloto de Fórmula Indy, seguindo os passos de Emerson e Christian na categoria

RIO DE JANEIRO - É impressionante como o sobrenome Fittipaldi se confunde com a própria história do automobilismo brasileiro. Outro dia, estávamos aqui comemorando os 40 anos do primeiro pódio da Copersucar na Fórmula 1 e há poucas semanas, Christian Fittipaldi vencia pela terceira vez as 24 Horas de Daytona.

Estamos em 2018, muita água rolou por debaixo da ponte nos últimos (sei lá…) 60 ou 70 anos e ainda continuamos falando dessa família que respira o esporte. Até porque eles continuam sendo notícia e, justiça seja feita, merecem ser lembrados sempre por tudo o que fizeram e ainda fazem.

Pois bem: nesta última terça-feira, a Fórmula Indy ganhou mais um Fittipaldi em seus compêndios: depois do avô Emerson e do primo Christian, é a vez de Pietro chegar à categoria estadunidense. O jovem membro do clã vai fazer um calendário reduzido de provas – sete no total – pela Dale Coyne Racing, dividindo o carro #19 da equipe com o canadense Zachary Claman de Melo.

A oportunidade para o campeão da extinta World Series Fórmula V8 surgiu nos últimos dias. Pietro fez alguns testes com o Dallara já na nova – e muito bonita – configuração que será usada neste ano. Fez um trabalho muito bom nos circuitos mistos e agora terá a chance de testar no oval de Phoenix, o primeiro em que correrá na 2ª etapa, dia 7 de abril.

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Pietro fechou para disputar sete provas, incluindo as duas de Indianápolis. “Não escondo que tenho o objetivo de chegar à Fórmula 1, mas é muito bom poder correr na Indy”, revelou

E Pietro terá a honra de representar a família Fittipaldi no ano do Jubileu de Prata do bicampeonato do avô, conquistado em 1993, competindo em Indianápolis tanto nas 500 Milhas quanto no circuito misto. As outras pistas serão Texas (oval), Mid-Ohio, Portland e Sonoma (mistos).

“É um sonho que vai se transformar em realidade”, comentou Pietro. “Ainda mais poder competir numa pista de grandes resultados para minha família”. (N. do blogueiro: além do bicampeonato de Emerson em 1989 e 1993, Christian foi 2º colocado em sua única aparição no oval, em 1995)

“Quero agradecer à Dale Coyne Racing e aos meus patrocinadores por essa oportunidade de dar um enorme passo na minha carreira”, avalia o brasileiro. “Não é segredo que meu objetivo ainda é chegar à Fórmula 1, então estou feliz por estar na Fórmula Indy neste ano”, disse.

No teste realizado anteontem em Sonoma, na Califórnia, Pietro ficou a apenas dois décimos de Sébastien Bourdais, piloto titular na temporada completa do carro #18, tetracampeão da extinta CART e com mais horas de voo dentro de carros de corrida do que o Barão Vermelho na I Guerra Mundial. O engenheiro Michael Cannon ficou muito impressionado com o garoto.

“Ele é muito sério e muito focado. Um autêntico piloto profissional”, garantiu. “Em apenas dois testes com a equipe, mostrou muita velocidade. Estamos impressionados. Em Sebring foi bem e em Sonoma, melhor ainda”.

Com Matheus Leist e Tony Kanaan em temporada completa e Pietro num esforço parcial, além de Hélio Castroneves apenas em Indianápolis, serão portanto quatro os pilotos brasileiros a disputar a 102ª edição da Indy 500 neste ano, o que não acontece desde 2012, quando Tony e Helinho foram acompanhados por Rubens Barrichello e Bia Figueiredo, ambos hoje na Stock Car brasileira.

Em tempo: a Bandeirantes continua com a categoria em 2018. Se não na TV aberta, as corridas poderão – em sua maioria absoluta, creio – ser assistidas no canal a cabo BandSports, começando em 11 de março com o GP de St. Petersburg, na Flórida. A emissora passa por um processo difícil de reestruturação e no fim da última semana, dispensou um de seus principais narradores – Teo José, que estava na casa havia 12 anos e era o principal narrador da Indy após a morte de Luciano do Valle.

A corrida inaugural do campeonato que terá 17 provas e se encerra em setembro deverá contar com a participação de 24 carros – um número acima de muita categoria de monoposto do planeta.

7 comentários

  1. Levi disse:

    Assisti à entrevista do Pietro e do Enzo no Projeto Motor. Os novos Fittipaldi me parecem muito bem preparados para as categorias de elite. Certamente irão vingar.

  2. Leonardo Silva Conrado disse:

    A Indy, é um exemplo para a F1, de que o talento, vale mais do que o dinheiro, por isso que sou fã da categoria. Nos tempos de hoje da F1, seria impossível, uma oportunidade para o Matheus Leist ou para o Pietro Fittipaldi, sem que eles tivessem um caminhão de dinheiro, tudo bem que o Pietro, tem um sobrenome forte, e um patrocínio da Telmex, mas o Matheus Leist, conquistou a vaga por puro talento.

    • Zé Maria disse:

      Com relação ao Matheus, você está coberto de razão, Leonardo.
      Agora o Pietro vem sendo tratado como o futuro salvador da pátria das manhãs de domingo, sem que tenha mostrado absolutamente nada nas categorias por onde passou, incluindo aí esse “campeonato mequetrefe” vencido por ele ano passado.
      E ainda por cima, por conta do sobrenome, acaba meio que desviando o foco de patrocinadores que, poderiam sim, olhar com mais carinho para o Leist.

      • Leonardo Silva Conrado disse:

        Ele, vai ter que provar o seu valor, nestas provas que ele vai fazer na Indy, se o desempenho dele for abaixo do esperado, acho que a carreira dele não vai decolar.

  3. Fernando disse:

    Mattar, só uma pequena correção: o Christian correu de 95 a 2002, com um segundo lugar na primeira corrida.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Nas 500 Milhas de Indianápolis, foi só uma aparição. Foi ao que me referi, companheiro. Não falei da Indy como um todo, se você observar melhor.

  4. Bruno Serafim disse:

    Ele não me parece ser um piloto fraco, ainda é muito cedo para falar qualquer coisa. Cabe ressaltar que é importante respeitar o trabalho dos outros. O rapaz ainda está começando e já tem gente praguejando, qual o problema afinal?

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