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30 de março de 2018 - 08:29Mundial de Endurance

Divulgada a equalização dos Grã-Turismo para as 6h de Spa

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RIO DE JANEIRO - O comitê de Endurance da FIA aprovou e divulgou nesta quinta-feira a equalização de performance (BoP) dos modelos Grã-Turismo para a disputa das 6h de Spa-Francorchamps, 1ª etapa da Super Season 2018/19 do FIA WEC.

Baseados nos dados coletados nos dois últimos anos, o comitê determinou as novas tabelas de peso mínimo dos carros das classes LMGTE-PRO e LMGTE-AM, bem como o boost dos modelos com motor turbo, a capacidade de tanque de combustível dos diferentes modelos utilizados e outras mumunhas mais.

Cabe lembrar que há dois carros novos na temporada: a BMW M8 GTE e o Aston Martin Vantage AMR. E os bávaros já começam em desvantagem, pelo menos no que se viu em relação ao BoP da IMSA nas últimas 12h de Sebring.

De saída, o modelo já entra com 1255 kg de peso mínimo, incluindo os equipamentos de segurança e as câmeras onboard. Mas não é dentre todos o carro mais pesado. A Ferrari 488 GTE na versão “EVO”, entra com 25 kg a mais que a nova BMW. Carro pesado significa mais gasto de pneu e a AF Corse já entra em desvantagem com relação às demais na prova inicial de 2018/19.

O Aston Martin Vantage AMR contará com peso mínimo de 1263 kg, enquanto Ford GT e Porsche têm um decréscimo de 16 kg – cada um – cabendo o mínimo de 1255 kg ao modelo estadunidense e 1242 kg ao carro alemão.

BMW, Aston e Porsche serão os carros da LMGTE-PRO com a maior capacidade de combustível no tanque. São 98 litros para os três modelos, contra 92 de Ferrari e Ford.

Na tabela de pressão do turbo, dentre os quatro carros com propulsores nesta configuração mecânica – só a Porsche tem motor aspirado no WEC – a Ford foi a única a não receber ajustes em seu 3,5 litros EcoBoost V6. Os V8 de Aston Martin, Ferrari e BMW receberam mudanças de pressão nas seguintes faixas de rotação: 4000 a 7300 rpm (Aston Martin); 3500 a 7100 rpm (BMW) e 4000 a 7100 rpm (Ferrari).

Para os modelos enquadrados no regulamento LMGTE-AM, ou seja, chassis fabricados até 2017, a Aston Martin levou um ‘sandbagging’ pra ninguém botar defeito. Os carros britânicos, que terminaram o ano passado como os mais leves do lote, agora têm um acréscimo de 55 kg – e mesmo assim continuam sendo os carros com o menor peso.

É que as versões anteriores da Ferrari 488 GTE (podem ser 2016 ou 2017), entram com 1295 kg na primeira corrida, oito quilos a menos que a última tabela de equalização. A Porsche larga na primeira prova com 1265 kg.

Nos motores, lembrando que o modelo antigo tem motor de aspiração normal, a Aston Martin terá um acréscimo de 0.6 mm nos restritores de ar dos propulsores, cabendo à Porsche os mesmos números de 2017. A pressão do turbo dos motores da Ferrari 488 GTE foi diminiuída nas faixas entre 4500 e 7000 rpm. Aston e Porsche levarão 98 litros de carga de combustível, enquanto a Ferrari fica com o tanque de 92 litros.

Em relação à aerodinãmica, a Aston Martin pode fazer uso do chamado kit “C”, com os gurney flaps (obrigatórios) do aerofólio traseiro não podendo superar 30 mm de espessura. A altura mínima do carro não pode ser inferior a 50 mm em relação ao solo.

3 comentários

  1. Fernando Silva disse:

    Vamos ver após as 6h de Spa qual dos carros foi “beneficiado” por este BoP mas, pelo que foi informado, os BMW já saem em desvantagem.

  2. Luigi disse:

    Eu joguei a toalha, desisto de ver corridas de automóveis, se for para ver veículos “tudo igual” em uma filosofia que pune a equipe ou os engenheiros mais competentes, fugindo da ideia básica do endurance que era a de uma equipe ou fabricante mostrar a resistência, confiabilidade, e dinâmica geral do carro em relação a seus concorrentes,eu prefiro ver corridas de ciclismo ,de cavalo, regatas da classe Laser e até mesmo atletismo, aí o espetáculo resume-se a venerar o homem que participa diretamente ,relegando sua equipe de apoio a inexistência, e a vitória sendo somente pelo sua capacidade de esforço físico e no meu entendimento, automobilismo é muito mais que isto.Mas infelizmente não tem atividade esportiva que a televisão ponha seus interesses ,fora jornalísticos ,que ela não deturpe ,até mesmo “fabricando” resultados para manter audiência, quando estas disputas sejam em forma de campeonato de várias etapas.
    Sendo assim , é melhor ver jóqueis e ciclistas ,que também só são identificáveis pelas suas cores(pois seus números também são quase ilegíveis pelo tamanho.,do que ver indignadas te que a turma do BOP(babacas obstruído rés de performance, engenheiros tão frustrados quanto críticos de arte)privilegiando incompetentes..
    Obrigado Ricardo ,pelo teu empenho em divulgar com muito empenho e capacidade as categorias que cobre e também todo pessoal do Grandepremio., más para mim já deu, vivi uma das melhores fases do automobilismo mundial ,anos 50/60/70 / 80 até os 90. Mas para mim o automobilismo entrou na UTI em finais do ano 80 a meados de 90 ,ficou moribundo nos meados da primeira década dos anos 2000 e morreu entre 2014 a 2017.
    Este automobilismo asséptico ,anestesiado e televisivo como atração e não como cobertura jornalística, para mim não dá mais ,
    Mais uma vez , obrigado pelo esforço de todos vocês pela divulgação do esporte que um dia atraía muita gente porque era perigoso, requeria muita coragem e competências e não estava tão engessado por estúpidas normas e regulamentos, e cheio de idiotas punições.
    Bonna fortuna a Tutti!

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