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4 de abril de 2018 - 14:37Mundial de Endurance

Bom senso

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Vinte horas de automobilismo em 2019 no Sebring International Raceway, com as 12h da IMSA e as 8h de prova do WEC, que serão em 1000 Milhas de percurso. Bom pra todos…

RIO DE JANEIRO - O Automobile Club de l’Ouest e a FIA anunciaram hoje uma importante mudança no formato da 6ª etapa da Super Season 2018/19, acordada numa reunião realizada poucos dias antes da coletiva do retorno do Mundial de Endurance ao Brasil. Marcada para o dia 16 de março, um sábado, a prova de Sebring do Mundial de Endurance seria num chamado “double duty” com a IMSA e sua tradicional prova de 12 Horas válida pelo Weather Tech SportsCar Championship.

Seria, do verbo não será mais.

Está decidido que a corrida será antecipada em um dia, passando à sexta-feira, 15 de março. Um formato inédito na história do Mundial de Endurance, pois já tivemos corrida sendo disputada ou largando aos sábados. Nunca numa sexta-feira, como acontecerá no ano que vem. Também o formato da disputa sofre mudanças: a prova terá 500 milhas – ou 800 km – a menos, baixando para 1000 Milhas, pouco mais de 1,6 mil km, no tempo limite de oito horas – começando à tarde em horário a ser definido e terminando de noite, sob a luz dos faróis.

Continuará valendo o sistema de pontuação do WEC com o coeficiente 1.25 superior à pontuação das provas de 6h de duração que compõem a maioria do calendário.

ACO e FIA confirmaram também que haverá um teste oficial dias antes da prova, como aclimatação dos 36 carros do Mundial de Endurance ao exigente traçado de 6,01 km de extensão. O paddock e o pitlane do WEC ficarão na reta Ullmann, aquela que leva à reta principal do circuito, onde será acionada a bandeira de largada e exibida a quadriculada.

“Todos participaram da reunião com a disposição de encontrar uma solução que funcionasse bem para todos nós, sabendo que seria necessária alguma flexibilidade em ambos os lados e os pontos-chave como o cronograma, o pitlane e o paddock foram acordados muito rapidamente”, comentou o CEO do WEC, Gérard Neveu.

“Gostaríamos de agradecer sinceramente a Scott Atherton e toda sua equipe na IMSA, Wayne Estes e sua equipe em Sebring Raceway pela cooperação, flexibilidade e atitude positiva que demonstraram ao longo do último fim de semana. Recebemos uma calorosa recepção, tivemos muitas reuniões enquanto estivemos na Flórida e muitos dos problemas logísticos já foram suavizados, prontos para a visita do WEC no ano que vem”, comentou o dirigente francês.

“Tem havido muita especulação em torno do anúncio inicial deste evento combinado, mas sempre acreditamos que poderíamos encontrar soluções para as muitas questões e desafios que precisavam ser abordados para sediar dois eventos de classe mundial em um fim de semana. E foi exatamente isso que fizemos. Nas próximas semanas e meses, sabemos que esse espírito de cooperação continuará à medida que concluímos o processo de planejamento do que promete ser uma vitrine sem precedentes de corridas de resistência de carros esportivos para os torcedores – e competidores em cada campeonato”, comentou Scott Atherton, em nome da IMSA.

Bom… agora é pôr em ação o plano de ir a Sebring. Chega de esperar. É hora de fazer acontecer. A parte mais difícil é o visto de turista. O resto se ajeita.

16 comentários

  1. Pedro Ribeiro disse:

    Bom que conseguiram um acordo, mas seria muito mais fácil se a ACO tivesse chego a um acordo com a IMSA sobre os LMP2…

    Bom, compromisso por compromisso, espero que seja uma prova disputada até o fim!

    • Rodrigo Mattar disse:

      Como assim acordo sobre os LMP2? O problema é a adequação dos DPi para uma plataforma global, que está em estudos. Inclusive vou postar sobre isso nos próximos dias.

  2. fernando disse:

    Se tirasse os GT-AM e os GTD será q não dava pra fazer uma corrida P1, DPi, P2 e GTLM? seria algo historico.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Fernando, regulamento é regulamento, não acha?

      • fernando disse:

        E onde eu falei de regulamento? eu falei o que seria historico. Se voce discorda que seria uma corrida sensacional tudo bem.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Mas eu estou falando. O regulamento da IMSA é Prototype, GTLM e GTD. O do WEC é LMP1, LMP2, LMGTE-PRO e LMGTE-AM. Você é da IMSA ou do ACO pra querer mexer nos dois campeonatos? Não, né. Então não dê sugestões descabidas.

      • fernando disse:

        Se regulamento fosse algo bom não se originaria da palavra “regular”. ahhahahahhahaha

      • fernando disse:

        cara, vc encana e fica puto com uma coisas muito bestas.

        Em termos de corridas se nao existisse IMSA nem WEC nem meu OVO, uma corrida com todas essas categorias juntas seria sensacional é só isso nao to querendo juntar nada só vendo que juntos teriamos um grid sensacional em termos de competitividade.

        Se quiser eu desenho.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Não precisa você desenhar nada não. Já viu as 12h de Sebring de 2012? Tinha 64 carros de TODAS AS CATEGORIAS do WEC e da IMSA. O resto é choradeira.

      • fernando disse:

        Quem ta chorando regulamento é você eu só falei que em termos de show uma corrida dessa seria historica em termos de competitividade e diversidade. Não falei que era possivel nesse momento, não falei que fazia parte de Aco ou Imsa só falei como espectador o que seria legal de ver.

        Se vc discorda ok, mas não precisa TENTAR diminuir leitor pra passar por entendido, ou dono da verdade. Acho que ninguem que frequenta esse blog está de paraquedas (isso se percebe pelos cometarios que são os mesmos 10-12 caras sempre que comentam), todos sabem exatamente como funciona cada categoria e como o Automobilismo é muito mais bastidor do que pista, mas como expectador acho valido o sonho.

      • Rodrigo Mattar disse:

        “Os mesmos 10 ou 12 caras sempre que comentam”. Posso rir?

  3. Luciano disse:

    É, ficou mais decente o formato da corrida do WEC em Sebring, pois inicialmente seria uma corrida de 1500 milhas começando logo após o término da corrida da IMSA… O ideal mesmo seria as 12 Horas de Sebring serem validas tanto para o campeonato da IMSA como para o WEC, mas o problema da adequação dos DPi a plataforma global que o WEC adotou para a LMP2 atrapalha… Espero que os estudos que estão em curso (e que o nobre Mattar em breve irá nos relatar) traga bons presságios, pois seria muito bom para o WEC que além da 12 Horas de Sebring, as 24 Horas de Daytona pudessem fazer parte do calendário bianual dela, pois as datas que tradicionalmente ocorrem as referidas provas caem como uma luva com a nova forma de disputa, fora o grid mais cheio aumentando a possibilidade de pilotos bons de outras categorias darem o ar de suas graças (vai que alguém da F-1, por exemplo, resolve seguir o exemplo de Don Fernando Alonso em Daytona este ano). Para a IMSA também seria muito boa esse compartilhamento, pois além de ver seu grid cheio em suas principais provas, atraindo a atenção do mundo para seu campeonato… Creio que WEC e IMSA tem a ganhar se acertarem as diferenças e procurarem ter um regulamento técnico único que permitam os DPI disputarem o WEC. Imaginem futuramente uma 24 Horas de Le Mans com a esquadra do Capitão Roger Penske, a turma da Action (Nasr, Christian e os portugueses), Mazda (sob a batuta do Team Joest, que conhece todos os atalhos para vencer lá) e até o bom Wayne Taylor com sua turma…

  4. Leonidas Filho disse:

    Mattar, desculpe-me se não vi em outro lugar, mas alguém comentou sobre a sobrecarga de piloto fazer dupla jornada neste final e semana? Será permitido?

    • Rodrigo Mattar disse:

      Acho que foi por isso que anteciparam a corrida. Pensando na possibilidade de vários pilotos fazerem jornada dupla nas agora 1000 Milhas de Sebring e depois nas 12 Horas da IMSA.

  5. Rafael N disse:

    Rodrigão, agora você mais toda a galera do blog têm 12 meses para convencerem as respectivas esposas a liberar o alvará pra ir pra Flórida…vai ser um final de semana sensacional, não acha?

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