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19 de junho de 2018 - 23:08Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (405)

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RIO DE JANEIRO - É fiasco que fala, né?

Então… em 19 de junho de 2005, uma das cenas mais lamentáveis da história do automobilismo acontecia no circuito de Indianápolis, que sediou o GP dos EUA de Fórmula 1 entre 2000 e 2007. O chamado “GP de Seis”, do qual participaram apenas as equipes clientes da Bridgestone – Ferrari, Jordan e Minardi.

As demais sete equipes da categoria – Renault, Williams, Toyota, McLaren, BAR, Sauber e Red Bull – usavam os pneus da francesa Michelin e decidiram não largar por “questões de segurança”. Uma recomendação do fabricante fez com que os 14 carros dessas escuderias seguissem direto para as garagens após a volta de apresentação.

E pareceu num dado momento que talvez a corrida transcorresse de forma normal. Afinal, após o acidente de Ralf Schumacher – que foi o estopim da desistência geral dos times da Michelin – os carros inclusive foram para a definição do grid, com Ricardo Zonta substituindo o alemão na Toyota, que fez a pole com Jarno Trulli.

Mas como 14 pilotos e carros se retiraram, a corrida foi uma autêntica paródia perpetrada por Rubens Barrichello, Michael Schumacher, Tiago Monteiro, Narain Kartikheyan, Patrick Friesacher e Christijan Albers.

O público presente, com razão, se revoltou. Muitos apupos foram ouvidos nas arquibancadas. Não lembro se jogaram latas na pista, mas houve o perigo disso acontecer.

Enfim… a paródia foi em frente e até houve polêmica entre Schumi e Rubens, que se desentenderam na pista – uma das razões pelas quais o brasileiro trocou a Ferrari pela Honda, que absorveria a BAR no ano seguinte.

Como único registro que valeu a pena ver, a alegria de Tiago Monteiro pelo 3º lugar, superando Kartikheyan no duelo particular das Jordan e as Minardi, que também terminaram a disputa, marcariam juntas os últimos pontos da história do time de Faenza, que daria lugar à Toro Rosso em 2006.

Há 13 anos, direto do túnel do tempo.

5 comentários

  1. E o Ralf Schumacher não correu porque ele passou mal ,não é msm Rodrigo .

  2. Alexandre Bisolotti disse:

    Sim, jogaram latas entre outras coisas.

  3. Eduardo Estrada disse:

    Foi uma das corridas mais bizarras da história. Primeiro um erro de projeto da Michelin que não previu a falha do pneu na curva inclinada de Indianapolis. Depois a briga entre Michelin e FIA, essa não quis mudar o traçado naquele ponto para inserir uma gincane, o que eu entendo pois fazer isso de sexta pra sábado sem estudo e planejamento poderia ser pior. Mas depois a decisão radical da Michelin de retirar os carros da corrida pra mim foi meio radical e foi birra. Se eles fossem mais sensatos poderiam correr com a obrigação de trocar pneus a cada 13 voltas que era até aonde a fabricante garantia a vida dos pneus. Eles tomariam pau da Ferrari mas poderiam brigar por pontos talvez, deixaria a corrida mais emocionante. Seria melhor do que o papelão que foi.

  4. Danilo disse:

    Só aquela patacoada na Áustria em 2002 foi mais vergonhosa que esse momento de Indianapolis.Uma mancha.

  5. Daniel T disse:

    Eu lembro, e assisti tudo, ficou marcado.

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