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29 de julho de 2018 - 15:21Blancpain Endurance Series, Intercontinental GT Challenge

24h de Spa: 24 vezes BMW

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A BMW comemorou a 24ª vitória da marca em Spa-Francorchamps com dobradinha e o triunfo da Walkenhorst Motorsport, com o trio formado por Christian Krognes, Philipp Eng e Tom Blomqvist

RIO DE JANEIRO - A BMW ampliou seu recorde de triunfos no ano comemorativo da 70ª edição das 24 Horas de Spa-Francorchamps. O construtor mais vitorioso da história da competição disputada na Bélgica chegou neste fim de semana ao 24º triunfo – e em dobradinha, contrariando toda e qualquer expectativa possível sobre uma disputa recheada de alternativas – e grandes acidentes, também.

Ao fim de 511 voltas percorridas pelo traçado de 7,004 km de extensão, os pilotos Christian Krognes, Philipp Eng e Tom Blomqvist levaram a equipe Walkenhorst Motorsport a uma conquista tão inesperada quanto histórica. Os bávaros também viram a ROWE Racing chegar em segundo com seu carro #99 conduzido por Nicky Catsburg, Alexander Sims e Jens Klingmann.

Na fase final da disputa, sobraram apenas equipes com carros de construtores alemães na luta pelo primeiro lugar e pelo pódio, diferente de outros momentos em que o novo Bentley Continental chegou a liderar e o Nissan GT-R Nismo deu trabalho. A confiabilidade germânica falou mais alto e a oposição às duas BMW vinha da Saintéloc Racing, equipe campeã da prova no ano passado, mais a Land Motorsport, ambas com Audi R8 LMS e a Black Falcon, com sua Mercedes-AMG GT3.

E nas últimas horas, a mudança significativa de vulto veio na 3ª posição, que acabou nas mãos dos irmãos Kelvin e Sheldon Van der Linde, mais o suíço Jeffrey Schmidt, superando a trinca formada por Markus Winkelhock, Fréderic Vervisch e Christopher Haase.

Ortellicrash

Assim ficou o Lexus de Stéphane Ortelli após um acidente à noite durante a disputa das 24h de Spa-Francorchamps

A prova deste fim de semana foi marcada por diversas intervenções do Safety Car e por dois acidentes de proporções seríssimas – um deles, aterrador. Todos à noite e no mesmo ponto do traçado de Spa-Francorchamps: o sempre desafiador complexo Eau Rouge-Raidillon.

O primeiro que se estatelou na proteção e deu “PT” em seu carro foi o experiente monegasco Stéphane Ortelli. A bordo do Lexus da Emil Frey Racing, ele saiu da pista na altura da 10ª hora de disputa e provocou a primeira bandeira vermelha da competição.

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Este é o estado em que ficou a Lamborghini Huracán guiada por Jürgen Krebs, vítima do acidente mais aterrador das 24h de Spa-Francorchamps

Algumas horas depois, já alta madrugada em Spa, o piloto alemão Jürgen Krebs (Lamborghini da Attempto Racing) e o britânico Andy Meyrick (Bentley da Parker Racing) acabaram envolvidos numa enorme colisão em que as câmeras da transmissão de televisão não foram sequer capazes de mostrar – também pudera, era um breu daqueles, cerca de três da manhã, 10 da noite pelo horário de Brasília.

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Marcas da destruição: o que sobrou do Bentley de Andy Meyrick, que junto com Krebs foi hospitalizado. Ambos os pilotos têm fraturas (a extensão não foi divulgada) mas a condição deles é estável

Os pilotos foram retirados do que restou de seus carros (as imagens da destruição são aterradoras) e levados imediatamente a um hospital nas proximidades do circuito. Ambos estavam conscientes e alertas, sem correr risco de morte, mas com fraturas – a extensão das lesões não foi revelada no comunicado oficial da SRO, organizadora do Blancpain GT Series.

A direção de prova lançou mão de uma longa bandeira vermelha, em que os carros entraram em regime de parque fechado. Após a interrupção, a corrida prosseguiu sem maiores percalços – exceto as falhas mecânicas e acidentes menores, comuns em corridas do tipo, até o final.

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A Rinaldi Racing foi a campeã da disputa na classe Pro-Am com a Ferrari #333 do quarteto Keillwitz/Matschull/Perel/Salikhov

Nas demais subclasses, a Rinaldi Racing dominou de forma inconteste a partir da metade da disputa na Pro-Am, que apresentou diversos líderes em seu ínicio. O carro #333 guiado por David Perel, Daniel Keillwitz, Alexander Matschull e Rinat Salikhov chegou ao final com cinco voltas de atraso para os vencedores na geral e com o 15º lugar na classificação final.

O pódio da categoria teve ainda a Strakka Racing e a Mercedes-AMG #42 de Chris Buncombe/Nick Leventis/Lewis Williamson/David Fumanelli e outro carro do construtor da estrela de três pontas – este da equipe Sun Energy 1, que em sua primeira aparição na Bélgica pescou um pódiozinho com Kenny Habul/Thomas Jäger/Martin Konrad/Bernd Schneider – sim, aquele mesmo que vocês estão pensando…

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A Ombra Racing brigou muito pela vitória na Silver Cup e no fim da prova derrotou a Barwell Motorsport

A Silver Cup teve luta direta pela vitória entre dois Lamborghini Huracán na reta final. Meia hora de intensa pressão da Barwell Motorsport sobre a Ombra, que acabou por triunfar com o carro #12 guiado por Alex Frassinetti/Kang Ling/Romain Monti/Andrea Rizzoli completando 504 voltas – 18º posto geral.

Ao quarteto do #78 de Michele Beretta/Rik Breukers/Martin Kodric/Sandy Mitchell restou o segundo posto da categoria e a Black Falcon, mesmo vindo de último no grid, conseguiu a terceira posição na classe com a Mercedes-AMG #6 acidentada durante os treinos livres. Valeu o esforço para Abdulaziz Al Faisal/Gabriele Piana/Hubert Haupt/Manuel Metzger completarem a disputa no pódio da divisão.

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Derrotada na Silver Cup, a Barwell ganhou na classe Am com o carro #77

Na subclasse dos pilotos de graduação inferior, outra dobradinha dos carros do construtor de Sant’Agata: se a Barwell perdeu na Silver, ganhou na Am com Adrian Amstutz/Leo Machitski/Richard Abra/Patrick Kujala, 27º lugar na geral com 496 voltas percorridas. O pódio teve ainda a Target Racing com Alberto Di Folco/Stefano Costantini/Bernard Delhez/Sylvain Debs e a Rinaldi Racing com Murad Sultanov/Pierre Ehret/Nick Boulle/Rick Yoon.

Pena a participação brasileira ter sido abreviada, durando pouco mais de seis horas. A Mercedes-AMG #44 da Strakka Racing com Rubens Barrichello e Felipe Fraga, mais Christian Vietoris, foi à nocaute com 117 voltas completadas, por quebra de suspensão. O carro já havia perdido um número enorme de voltas depois que Fraga chegou a andar próximo do top 20.

Daniel Serra e seus parceiros Stuart Leonard e Marcel Fässler foram vítimas de uma roda que “pediu demissão” e foi embora, logo após a saída de Stavelot e pouco depois que Serrinha havia encerrado seu turno e entregue o Audi R8 LMS #17 a Leonard. O trio foi forçado a abandonar após completar 94 voltas.

A próxima prova do Intercontinental GT Challenge será as 10h de Suzuka, em agosto.

9 comentários

  1. ags disse:

    Tinha brazuca não Mattar?

  2. edson disse:

    A BMW triunfante já vinha dando indícios de que se não houve-se nenhum problema que vinhe-se a comprometer sua corrida a mesma venceria a julgar seu desempenho fantástico, incrível o desempenho do mesmo pois tinha um carro muito equilibrado para curvas e reta, fizeram por onde tanto que o segundo carro também é do construtor alemão. Gosto muito dos huracan mais me parece que o carro anda cansado já e não consegue mais desempenho e presumo estar enganado ou eu quero estar enganado mais o mesmo precisa de melhora de desempenho para ontem pois se mostra um carro lento para corridas de endurance, espero que no ano que vem o KIT EVO não seja apenas para deixar o carro mais bonito nas fotos!

    • Felipe disse:

      Meio equivocado dizer que o Huracan anda cansado. Na IMSA o Huracan corre bem pra caramba! A GRT levou as 24 Horas de Daytona deste ano e a Paul Miller Racing está quase sempre no pódio da classe GTD.
      O problema é o BoP dos diferentes campeonatos, exemplo: a M6 GT3 é muito inconsistente na IMSA… E a marca bávara fez 1-2 no Blancpain.
      Bastante relativo o desempenho dos atuais GT3.

  3. Antonio Vidal disse:

    Parabéns a BMW….vitória maiúscula e significativa para a marca. Estiveram sempre na ponta ou brigando por ela. Já a PORSCHE não foi bem apesar de todo o esforço do time de TIMO BERNHARD….faz tempo que a marca de Stuttgart não vence em SPA, a última foi em 2010.

  4. LUIS F BEZERRA disse:

    Pena a corrida dos Brazucas. O #44 tava indo bem. Tinha feito uma parada um pouco antes e se livrado da confusão que se encontrava, foi para perto da 20ª posição e de repente entrou nos box e não voltou. Já o do Serrinha, não acreditei quando eu vi o carro WRT ficar sem roda, o carro tava no páreo. O punição do #1 tirou ele da disputa principal e a Mercedes da Black Falcon sempre comendo pelas beiradas chegou em quinto na volta do lider.

  5. Bruno Serafim disse:

    Caramba! Não tinha noção de que o acidente com a Lamborghini durante a madrugada teve essa extensão toda. Acredito que ninguém teve essa noção na hora, não lembro dos narradores comentando nada desse nível a respeito. Inclusive na hora me pareceu até um acidente “bobo” pelo pouco que as câmeras puderam capturar.

    Mudando um pouco o assunto, para mim essa prova em Spa é o graal das provas de GT – 70 edições e mesmo após várias mudanças como a participação de outros campeonatos como o FIA GT, eu diria aqui, parafraseando o comentário de um dos narradores da prova, que a Stephane Ratel Organization conseguiu criar o período mais longo de sucesso dessa modalidade do esporte, com grids cheios e com uma disputa que pouco se vê em outras categorias. A SRO tem um grande mérito na capacidade de realizar um “BoP” tão eficiente, mesclando carros de motor dianteiro/central/traseiro, carros mais largos/estreitos e etc com boa parte deles disputando voltas dentro do mesmo segundo em uma mesma classe. “Spot on”, como dizem os ingleses.

  6. Allan Nicolau disse:

    Esses acidentes são bem feios mesmo, e toda edição tem alguns assim, mas acho que isso faz parte do esporte, por mais que eu entenda que a segurança deve ser prioridade, eu espero que não façam nenhum “mal” a curva mais fantástica do automobilismo.

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