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3 de julho de 2018 - 20:40Fórmula 1

Barbas de molho

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Max Verstappen venceu uma corrida animada por vários fatores, entre eles o duplo abandono da Mercedes, o primeiro por falhas mecânicas em mais de 60 anos (Foto: Reprodução Grande Prêmio/Red Bull Content Pool)

RIO DE JANEIRO - Perdoem o escriba pela demora em falar do GP da Áustria de Fórmula 1. O plantão de Copa do Mundo tem tomado o meu tempo, afora as transmissões das categorias que o Fox Sports exibe e continuará exibindo até a decisão do próximo dia 15. E além de tudo preciso descansar nas (poucas) horas que me restam.

Sigamos em frente, pois.

Não é toda vez que a gente vê uma corrida com as duas Mercedes-Benz falhando. Aliás, por problemas mecânicos o último abandono duplo de carros do construtor alemão na categoria data dos anos 1950. Mais precisamente, no GP de Mônaco de 1955, quando quebraram os carros de Stirling Moss, Juan Manuel Fangio e André Simon. Uau!

Com a “miada” dos carros do pole position Valtteri Bottas e do líder do campeonato Lewis Hamilton, que na verdade já havia levado da própria equipe uma ‘pernada’ ao parar mais tarde que todo mundo para a troca de pneus – o que gerou o “mea culpa” do estafe de engenheiros e estrategistas, o caminho ficou aberto para a quarta vitória de Max Verstappen, muito comemorada pela legião de holandeses que coloriu de laranja uma arquibancada inteirinha do Red Bull Ring. Aliás, registre-se que foi também a primeira vitória da equipe rubrotaurina em sua corrida “de casa”, porque o fabricante de energéticos tem sua gênese na Áustria e a Red Bull hoje detém os “naming rights” sobre o circuito, que já foi conhecido como Zeltweg, Österreichring e A1 Ring.

Não obstante, a Ferrari comemorou duplamente, mesmo sem vencer. A 3ª colocação deu a Sebastian Vettel a liderança – por um ponto, é verdade – trocando outra vez com Lewis Hamilton na classificação do campeonato. E com o zero no placar dos construtores para a Mercedes, Maranello também assumiu o comando da classificação por 10 pontos de vantagem.

Registre-se que Kimi Räikkönen tem feito boas corridas desde que aumentaram os rumores sobre sua substituição por Charles Leclerc em 2019. O veterano finlandês conquistou 33 pontos em 50 possíveis e, claro está, também foi beneficiado pelos abandonos de Bottas e Daniel Ricciardo para chegar à 3ª posição no Mundial de Pilotos. A batalha nas colocações após Hamilton e Vettel é, no mínimo, interessante.

A corrida do último domingo foi de outras efemérides além do primeiro triunfo “caseiro” da Red Bull: a Haas fez sua quinquagésima apresentação na categoria e a equipe ianque conseguiu também seu melhor resultado de sempre – quarto lugar com Romain Grosjean (Aleluia!), marcando os primeiros 12 pontos do franco-suíço na classificação. Kevin Magnussen veio logo atrás e com os 22 pontos somados no fim de semana, a Haas já supera o total do ano passado. Com 49 e a 5ª posição entre as escuderias, ultrapassou os 47 de 2017, quando ficou em oitavo.

A Force India atravessa um momento complicado, é verdade – inclusive correndo o sério risco de não aparecer nas demais corridas após a pausa das férias de verão. E o time dos carros cor de rosa chegou ao total de 200 GPs sob o signo de enorme indefinição. Vijay Malliya deve ser extraditado e a equipe pode ser salva por grupos de investidores – um dos interessados é oriundo dos EUA e pode colocar Michael Andretti para gerenciar a equipe, hoje comandada por Ottmar Szafnauer. Os dois pilotos pontuaram juntos pela primeira vez em 2018, algo frequente no ano passado, com Esteban Ocon à frente de Sergio Pérez – e não o contrário, desculpem.

Nas demais posições de pontos, Fernando Alonso salvou o dia da McLaren e a própria pele após uma sequência de três resultados sofríveis. Último do pelotão e largando do boxe, o asturiano deu seu costumeiro show de reclamações pelo rádio – “Precisamos avançar!”, disse. E sem perspectiva alguma no início, navegando em meio a Strolls e Sirotkins da vida, ainda conseguiu quatro pontos e a oitava colocação.

Mas a McLaren realmente deu passos para trás. A equipe vive um péssimo momento técnico e além de já ter sido superada pela Haas no Mundial de Construtores, começa a ser seriamente ameaçada pela Force India. Para quem prometia ser a “quarta força”, é muito pouco.

Quem vem fazendo um campeonato muito honesto é a Sauber: Charles Leclerc fez pontos pela quinta vez (terceira seguida) em nove corridas e Marcus Ericsson salvou o último pontinho do dia. A equipe helvética não terminava com dois carros na zona de pontos há três anos – a última vez foi no GP da China em 2015.

Nesse domingo, haverá a última corrida das três em sequência previstas no calendário. A pista de Silverstone é à feição para os carros e pilotos da Mercedes, por suas características de circuito de alta velocidade. Mas diante do que aconteceu no último domingo, convém colocar as barbas de molho…

2 comentários

  1. Mateus disse:

    Rodrigo, na verdade Ocon foi sexto e Perez sétimo.

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