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19 de julho de 2018 - 10:37Mundial de Endurance

EoT para Silverstone com mudanças nos LMP1 não-oficiais

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RIO DE JANEIRO - O Automobile Club de l’Ouest (ACO) e a FIA, através de seu Comitê de Endurance, publicaram nesta quinta-feira o novo boletim de Equivalência de Tecnologia (EoT) para as 6h de Silverstone, no próximo dia 19 de agosto. E com diversas mudanças após as corridas realizadas em Spa-Francorchamps e Le Mans, que beneficiam os LMP1 não-oficiais.

A começar pelo peso: os protótipos com motores aspirados terão um decréscimo de peso autorizado pelas duas entidades. Assim, os dois Rebellion R13 e o BR01 da DragonSpeed, ambos com motores Gibson 4,5 litros V8, vão ter seu peso mínimo reduzido para 818 kg (contra 833 kg dos outros LMP1 não-oficiais), sessenta quilos mais leves que os Toyota TS050 Hybrid.

E também pela primeira vez na Super Season, haverá uma mudança favorável aos privados no fluxo de combustível. Além dos reabastecimentos mais rápidos, os protótipos dos que brigam para se aproximar da Toyota terão 115 kg/h para consumir, sete kg/h melhor que nas etapas anteriores. Isso representa também um aumento de potência dos motores de todos os competidores, incluindo SMP Racing, ByKolles e Manor.

“Como resultado dos estudos realizados neste inverno, fornecemos às equipes particulares um fluxo de combustível para ajudá-las a alcançar níveis de desempenho próximos aos dos carros híbridos. Em seguida, aproveitamos as informações concretas coletadas durante o Prologue, a primeira rodada no Spa e o dia do teste de Le Mans. Como os concorrentes sabem, nem tudo pode ser previsto em Le Mans”, explica Thierry Bouvet, o Delegado Técnico do Automobile Club de l’Ouest, que assina os boletins do EoT publicados pela FIA.

“Por exemplo, entre o dia do teste e a qualificação em Le Mans, o tempo mais rápido na categoria LMP2 melhorou em 2,4 segundos, comparado a 0,2 segundos para os LMP1 não híbridos. Vários fatores podem explicar isso, como diferentes condições de pista ou porque as equipes não querem comprometer a confiabilidade. Finalmente, vários parâmetros contextuais também podem ter afetado certas estimativas de EoT”, avalia Bouvet.

“É por isso que estamos tomando essas decisões: a diferença de desempenho de 0,25% está sendo reduzida a 0%, uma vez que a diferença de 0,5 segundo por volta em Le Mans entre híbridos e não híbridos não é mais relevante”, confirmou.

8 comentários

  1. Emmanuel disse:

    Pior a emenda que o soneto. Mais ainda desmerecida está a vitoria em Le Mans! E como viram que a competitividade era zero , e o interesse tambem caminhava nesse rumo, estão tentando dar alguma animada nos infelizes proprietários das equipes LMP1… para mim é tudo muito fake.

  2. Luigi disse:

    E depois , quando as montadoras abandonam a categoria, pois investem alto em pesquisa e desenvolvimento e ai vem um bando de obstruidores de performance, e fazem um Cocô encima de um projeto brilhante, para contentar os incompetentes.(pois não tem competência para fazer um bom projeto, mas tem dinheiro para pagar o BOP para que os ajude a melar o projeto mais vencedor, esta é a impressâo que tenho.)
    A essência do Endurance sempre foi o desenvolvimento de novas tecnologias e não a disputas de equipes como simples show televisivo, para um monte de gente assistir sem mesmo não entender nada de automobilismo , assim como aquele narrador do Sport TV que não sabe que a porca unica que fixa a roda é uma porca de múltiplas entradas e não uma porca de filete único. E isto já era usado desde as primeiras disputas em Le Mans.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Não sei se você já percebeu, mas todos os carros de todas as classes trabalham com restrições. Já viu onde os Porsche 919 Hybrid chegaram a partir do momento em que passaram a fazer voltas em busca de recordes?

      Outra coisa: e a Fórmula 1 com motores durando a cada sete corridas? Qual sua opinião a respeito?

      • LUIS F BEZERRA disse:

        Eu dou a minha. Fica muito mais carro este negócio de motores. O sr Luis Hamilton uma vez disse que a Mercedes tinha que fazer centenas de motores para descobrir qual era o mais resistente e usá-lo.

      • Rodrigo Mattar disse:

        Até concordo, Luis. Mas motor de Fórmula 1 ser construído para resistir como motor de Endurance é um negócio meio estranho.

      • LUIS F BEZERRA disse:

        Totalmente insano. A categoria séria mais barata se parasse com esta limitação de motores. A Mercedes por exemplo iria fazer 50% a mais de motores do iria usar no campeonato, isso chutando uma bela margem. O que no final daria menos de uma centena. Hj eles fazem 300 para pegar 1.

  3. LUIS F BEZERRA disse:

    O problema agora vai ser alguma das construtoras independentes da P1 colocar mais um tostão para um carro que terá vida útil de 1 ano e meio. Até outros independentes vão esperar se é mais viável comprar um hiper carro outsider tipo o novo Brabham.

    • Gabriel Medina, O outro disse:

      Mas o novo Brabham seria um carro elegível para as novas regras de classe mais rápida? Porque se for, na boa, paro de acompanhar na hora.

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