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5 de agosto de 2018 - 17:56Stock Car

Por mais corridas assim na Stock!

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No clique de Fernanda Freixosa, a merecida festa pela vitória na Corrida do Milhão: à esquerda, Fernando Barrichello, no meio Rubens e à direita o dono da equipe Full Time, Maurício Ferreira

RIO DE JANEIRO - O anel externo do Autódromo de Goiânia foi usado uma única vez pela Stock Car em 1993, portanto há vinte e cinco anos. Desde então, não se explorou o potencial do traçado que tem 2,696 km de extensão e que lembra – guardadas as proporções – os ovais que a gente vê toda semana na tela do Fox Sports.

E para quem acha que corrida em circuito assim é um negócio muito chato, deveria rever os conceitos após a décima edição da Corrida do Milhão. Que prova frenética, bacana e emocionante do primeiro ao último minuto, com uma vitória espetacular, maiúscula mesmo, de Rubens Barrichello, sobre Max Wilson e Antônio Félix da Costa, respectivamente segundo e terceiro colocados.

Mas em que pese a emoção da disputa, há alguns senões a serem discutidos. E nem vou falar da ausência de imagens do pódio. Afinal, isso não é novidade nenhuma. E nem cabe a mim criticar. Já trabalhei lá na emissora que exibe a categoria, sei que o modus operandi é esse e vida que segue. A Stock não estava como uma atração à parte da grade e sim dentro de um programa. Paciência.

Acredito que a Corrida do Milhão deveria ter recebido uma atenção melhor da Vicar no que tange ao seu formato de disputa – assim como deveria ter acontecido com a Corrida de Duplas. Se ambas são, junto à decisão do campeonato, dois dos principais eventos do calendário, por que raios uma prova com 40 minutos apenas e mais uma volta?

Outra: para que duas janelas programadas? Além da questão de uma disputa mais longa, pra que pré-determinar janelas? Uma corrida como esta deveria ter flexibilidade de estratégias e não engessar o formato de disputa. Mas isso, de nenhuma forma, empana o brilho de uma corrida disputada, emocionante e interessante – como a Stock sempre tem que ser.

Não é exagero: dos 32 pilotos que largaram, já que Antonio Pizzonia não conseguiu pôr seu carro em marcha, dá pra dizer sem erro nenhum que pelo menos duas dezenas de nomes do pelotão tinham condições de vencer a Corrida do Milhão.

E para delírio do ótimo público que foi às dependências do Autódromo de Goiânia (que um dia espero conhecer), venceu Barrichello, que ainda continua dando um show de competência aos 46 anos de idade – e tudo isso depois do susto que deu no início do ano, quando sofreu um AVC. Rubens é um cara muito querido pelo público e, na pista, ainda é um cara excepcional. Max Wilson e Antônio Félix da Costa, também. Se qualquer outro dos dois tivesse vencido, o milhão de reais estava em ótimas mãos.

Enfim, que a Vicar e a Stock Car repensem o formato de suas principais atrações e – principalmente – explorem mais a questão de provas em anel externo. Tenho certeza que quem assistiu ao vivo gostou e que o público em casa curtiu também. Nas redes sociais, as manifestações foram favoráveis para que tenhamos mais corridas assim.

Fica a sugestão.

16 comentários

  1. rodrigo botana disse:

    lamentável mattar , foi a dona rede globo não mostrar o pódio , ridiculo foi isso

  2. rodrigo botana disse:

    adoraria ver a stock saindo da globo e indo para a fox sports, teo jose narrando as provas com você e o thiago alves nos comentarios seria dez, a globo devia tratar com mais respeito os fãs da stock, a stock para eles é só ibope e não é assim, muita gente gosta da stock car e ela mereçia ser tratada com mais carinho pela dona globo, mas se fosse para a fox sports, ficaria feliz,

  3. Antonio Vidal disse:

    Que domingo hein…e que corrida!
    Tá aí a resposta na pista contra aqueles que sempre o minimizaram, para aqueles que sempre o criticaram e pior, o ridicularizavam….grande vitória de RUBENS BARRICHELLO.
    Aos 46 anos de idade, Rubinho mostra fôlego no seu segundo fim de semana consecutivo em provas importantes do automobilismo. Semana passada, enfiava o pé em SPA e agora, vitória retumbante em Goiânia.
    Prova aliás com um grid estelar, contando com o rapidíssimo lusitano Antonio F. da Costa e também com o campeão da TC Argentina/2017 Agustin Canapino.
    Apesar de todo o brilhantismo da prova, faço ressalvas:
    1- A prova bem que poderia ter 1 hora de duração.
    2- Que os administradores do autódromo de Goiânia alongassem mais a saída dos boxes, pois no local que está, representa um perigo constante aos carros que vem embalados em plena reta.

    Parabéns Rubinhooooo!!!!!

    • rodrigo botana disse:

      antonio concordo com você a prova devia ter uma hora de duração, mas enquanto a globo tratar a stock como ibope só, vai durar 40 minutos, infelizmente a prova tem que ser enquadrada na programação da globo, por isso que queria ver a stock fora da globo e rubinho mereçeu ganhar, pilotou muito mesmo.

  4. renato rre disse:

    Lembro de ver muitas provas de força livre no anel externo de Interlagos…. a muito tempo. Pena ter sido destruído. Grande prova e fiquei estarrecido da forma como acabou… Lamentável.

  5. Gustavo disse:

    Rodrigo,

    Você foi na chave do que foi provavelmente a melhor corrida da Stock Car nesse ano: o uso do anel externo de Goiânia, em que os pilotos andam a maior parte do tempo com o pé no talo, e fazem curvas muito rapidamente disputando posições.

    Não consigo entender é esse negócio de corridas por tempo em provas de curta duração. Deveriam estabelecer um número de voltas e pronto. O tempo de corrida seria resultado do número de voltas estabelecido.

    Finalmente, conforme você reforçou no final de seu texto, a Stock deveria explorar ao máximo os anéis externos que existam nos circuitos em que se realizam as provas. Quem sabe, como conseqüência, o anel externo de Interlagos não seja recuperado?

  6. Rafael Placce disse:

    Acho que a stock tem que fazer duas corridas por ano em Goiânia, porque além do anel externo que proporcionou uma bela prova, o circuito misto também é fenomenal. a Goiânia 500, no ano passado, (que também teve uma atuação sensacional do Felix da Costa), foi uma puta corrida.

    Uma pena que os outros circuitos que poderiam ser usados com a configuração externa estão em maus lençóis. Curitiba a gente nunca sabe se vai continuar ou não (fora o fato de que anel externo com aquela chicane na curva 1 e 2 não me agrada) e Brasilia, parece-me que não voltará. E o pior: Interlagos antigo e Jacaré Paguá nunca mais.

  7. E nesse fim de semana a V8 Supercars correu em Sydney noturna com vitória do Shane Van Gisbergen,vc vai falar dela no seu blog com tempo.

  8. Alvaro Ferreira disse:

    Boa, Rodrigo, concordo em gênero, número e grau. A duração de 40 minutos e as duas paradas, como formato, bola fora demais!
    E uma sugestão que daria para as provas em anel externo é que revejam a questão do entorno da pista. Você andar a mais de 200 km/h de média, com acerto de alta, em pista que pode ter terra levada pro asfalto é beeeem perigoso. Náo à toa, saíram várias pancas que não sei se aconteceriam em asfalto limpo. Prejuízo para as equipes…

  9. Vinicius disse:

    Rodrigo,

    Concordo plenamente com os elogios e as críticas.

    A Stock tem apresentado um nível muito bom de competitividade, velocidade e pilotagem. É uma categoria que subiu de patamar a olhos vistos, principalmente após a chegada do Barrichello e as incursões frequentes do Felipe Massa. São dois pesos-pesados que cobram mais atenção da organização.

    Contudo, ainda há várias coisas a corrigir. Acho a divulgação das corridas ainda tímida. Um trabalho de marketing mais esforçado elevaria ainda mais o já bom público nos autódromos. Acredito que isso passe por uma revisão no papel da Globo/SporTV na equação da Stock. Por um lado, não é bom ficar dependendo de emissoras que não dão o devido destaque às corridas na grade; por outro, por mais que a FOX Sports tenha um bom espaço para o automobilismo, se a intenção é atingir o grande público, não dá para prescindir de um canhão de mídia do tamanho da Globo. Talvez a transmissão completa das corridas pelo Globoesporte.com (com pódio, entrevistas e tudo) e uma maior inserção de notícias da Stock nos programas da casa ajude.

    Não acho que a limitação de 40 min + 1 volta por corrida seja ruim (apesar de achar melhor estendê-la para 1 hora + 1 volta), mas as janelas fixas de pit stop são horríveis. Funcionaria melhor estipular a obrigatoriedade de uma parada por corrida, no mínimo, e cada um que defina sua estratégia. Além disso, por ser uma categoria monomarca, seria interessante que as equipes tivessem 2 ou 3 opções de configuração de motor (uma com mais potência livre, consumindo mais combustível, e outra menos potente e mais econômica), acrescentando mais um fator a se considerar para a estratégia.

    Abraços!

  10. Felipe Fugazi disse:

    Não teve como não estampar um sorriso no rosto ao ver o Barrica cruzar a linha de chegada em primeiro.
    Ele merece.

  11. ags disse:

    Mattar.. vce sabe se o filho do Paulão já estreo na categoria base da Nascar?

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