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5 de setembro de 2018 - 17:33Nascar

A carruagem virou abóbora

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A notícia caiu como uma bomba: campeã do ano passado com Martin Truex Jr., a Furniture Row deixa a Nascar ao término da temporada 2018 da Monster Energy Nascar Cup Series

RIO DE JANEIRO - Todo mundo que acompanha a Nascar não pôde conter o espanto com a notícia-bomba que explodiu ontem no automobilismo dos EUA. Atual campeã da Monster Energy Nascar Cup Series, a Furniture Row Racing está fora da categoria após a temporada 2018.

Em suma: o time de Barney Visser, com sede no estado do Colorado, pode até faturar um histórico bicampeonato com Martin Truex Jr. que nada vai adiantar. A escuderia fecha suas portas. A carruagem virou abóbora.

Tempos difíceis estes que a Nascar vem passando. Mesmo um time campeão, de estrutura média/pequena em comparação com potências como Hendrick, Penske e Gibbs, não consegue mais se sustentar. São milhares de dólares investidos e nem sempre Visser conseguia empatar receita com despesa. Uma equipe que venceu pela primeira vez de forma surpreendente em 2011 no temido circuito de Darlington com Regan Smith se vê no desvio e agora a condição é encerrar as atividades, já que angariar patrocinadores tem sido uma missão cada vez mais difícil e espinhosa.

O crescimento da Furniture Row foi visível com Martin Truex Jr. a bordo do carro #78, mas a escuderia foi também responsável pela ressurreição de Kurt Busch. Truex venceu 17 provas desde 2015, foi o campeão do ano passado numa campanha memorável e neste ano, foram outros quatro triunfos que já o credenciam para estar entre os favoritos ao título. Se vai conquistar é outra história, mas que seria incrível um final feliz ao estilo do que vimos em Homestead, há quase um ano, ah! como seria.

O destino de Martin Truex Jr. já está traçado: o piloto assume o volante do #19 da Joe Gibbs Racing e segue como piloto Toyota, trazendo junto seu braço direito Cole Pearn, o estrategista do piloto de 38 anos. Será a terceira troca de assento no time num período tão curto: Carl Edwards guiava o #19 até o fim de 2016 e decidiu pela aposentadoria. Daniel Suárez assumiu o lugar do “Primo Carl” e só ficará nele até o fim de 2018 – o destino do mexicano poderá ser o #95 da Leavine Family Racing, numa aliança com a JGR.

5 comentários

  1. Gabriel Medina, O outro disse:

    Já faz anos que não acompanho a Nascar de perto, mas toda vez que converso com alguem dos eua sobre isso, todos são unânimes em dizer que o campeonato está em decadência.

    Acho que são muitas corridas muito longas, virou um negócio trivial. As vezes vc liga em uma corrida hoje e os caras estão correndo em um circuito extamente igual ao de 15 dias atrás, quando não no mesmo circuito de 3 meses antes.

    Uma hora enjoa.

  2. Paulo Lava disse:

    Dificil entender – e, no meu caso, aceitar – uma corporação que se diz séria e profissional – qualquer corporação –, deletar verba para o certame NASCAR Monster Energy Cup Series. Algo condenável, of course. Por essas e outras, fiz questão de novamente buscar na estante um exemplar de RACING na qual está registrado um interessante posicionamento do Galvão Bueno sobre o assunto. Na edição #17, ele foi entrevistado pelo saudoso Zampa. Na página 58, o repórter indaga:
    ‘Qual sua opinião sobre falta de apoio das empresas para o automobilismo?’
    Resposta do Galvão, in verbis:
    “Não me parece justo que um cara engravatado atrás de uma mesa, que não sabe de nada e jamais tentou explorar o marketing do esporte, decida, numa passar de olhos, o destino de um projeto. ‘Ei, quanto custa esta porcaria? Dois milhões de dólares? Corta!’ Pô: deve cortar é a mão dele. Acho uma grande sacanagem. Este dinheiro é mixaria para as empresas. Isto é um show de incompetência. Tem que dar é porrada!” (caindo na gargalhada)
    Dito isso, outra ressalva. O ‘problema’ da Furniture Row é atuar junto ao MENCS. Se fosse aqui no Brazil, ela não teria problema em arrumar verba. Infelizmente, lá na amada America, não existem empresas dispostas a lavar dinheiro usando o Automobilismo. Digo: existir, existem. Mas as leis daquele país são rígidas e, seguidamente, a gente assiste no telejornal pessoas ricas algemadas por burlar a lei. Já no bananal… ah, vocês entenderam!

  3. Claudio disse:

    É… tempos bicudos para a Nascar. Não é de hoje que os grids estão cada vez mais magros, reflexo da falta de grana que assola o esporte. E não dá para dizer que a própria Nascar não fez nada para reverter o quadro de pouco interesse no campeonato, vide as diversas mudanças nas regras promovidas nas últimas edições. Uma pena, mas minha tendência é concordar que, salvo raríssimas exceções, as corridas em oval são uma chatice só, e a competitividade é muito baixa. Isso somado ao baixo carisma, mesmo que de pilotos muito bons, e a aposentadoria de tantos outros que eram adorados pelo público, explica bem a má fase do negócio Nascar.

  4. Cleverson Fernandes da Silva disse:

    O que aconteceu que não passou a Nascar em Indianápolis dias 9 e 10 de setembro.

    Em respeito a categoria acho que os autódromos que ela corre 2 vezes poderia fazer uma corrida na América do sul, e as demais no México e Canadá acho que essas corridas fora melhoraria a relação com o público de outros países com a Nascar.

    Só assiste a Nascar aqui no Brasil aquela pessoa que curte mesmo altomobilismo. É uma categoria que não chama atenção de pessoas que assistem corridas esporádicas. É problema de dinheiro também , a Indy que o diga.

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