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14 de setembro de 2018 - 19:19Fórmula 1

Não curti

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RIO DE JANEIRO - Podem me chamar de ranzinza, mala, chato ou qualquer coisa do gênero. Não gostei – nem um pouco – do conceito que a Fórmula 1 pretende adotar em seus carros para o novo regulamento técnico a ser adotado a partir de 2021.

Embora a ideia tenha sido impactante e deixado boa impressão, há alguns senões que preciso compartilhar com os leitores deste espaço.

Nesse croqui que ilustra a postagem, as linhas gerais são parecidas demais com esses projetos de videogames que vira e mexe aparecem por aí (se não me engano, o Adrian Newey fez um carro inspirado num desses para a Red Bull). Não me agrada também a ideia da Fórmula 1 correr com rodas de aro 18″. Os pneus ficam com uma parede mínima nas laterais. Visualmente, não gosto.

Para completar, o conjunto aerodinâmico deixará todos os carros sem a menor identidade.

Longe vão os tempos em que, só pelo desenho ou por características como a traseira “garrafa de Coca-Cola” by John Barnard na McLaren, o visual “flecha” do Brabham BT52 de Nelson Piquet ou até mesmo a Tyrrell com bico levantado dos anos 1990 e os Leyton House March de Newey, de design estreito na seção dianteira, sabíamos quem era quem. Os designers eram postos à prova. Hoje, infelizmente, a Fórmula 1 não passa de mais do mesmo.

E a tendência é que siga o Drag Racing System (DRS) que tanto combato por seu artificialismo, que não faz bem à categoria. Ultrapassagem conquistada no braço é uma coisa. Com asa aberta, outra.

Tanto a asa dianteira quanto a traseira seguirão demasiadamente coladas ao carro – quando deveria ser exatamente o contrário.

A visão de uma Fórmula 1 “futurista” por si só me deixa com os cabelos em pé pelo que deve vir por aí. Fico pensando se é realmente assim se a categoria vai conseguir recuperar seu prestígio ou as disputas seguirão restritas a dois ou três pilotos e equipes. Numa coisa concordo com Lewis Hamilton: para o bem do esporte, deveríamos voltar com os motores V10 ou V12.

Bom… agora fiquem à vontade para apedrejar ou concordar, se quiserem, com o escriba. O espaço é todo de vocês.

20 comentários

  1. Claudio disse:

    Não sei se esse é bem o caminho que a F1 deve seguir… não vou dizer que achei de todo ruim, mas concordo que a padronização de conceitos gerais uma caretice sem fim. Por vagamente também lembrar os novos FE, que de passagem, são uma aberração, também não gostei

  2. Bruno disse:

    O curioso foi usar DAYTONA como fundo das imagens ;)

  3. JCS disse:

    Todos os carros tendem a mesmisse, basta olhar os carros de rua…o pintão (jeitão) é o mesmo. Pega os milzinhos Ka, Onix etc… todos iguais….fruto de engenharia ou “copy and past”?
    Porque seria diferente na F1? São amarrados pelo regulamento. Ficaram e ficarão iguais.
    Muda o regulamento tipo:
    Peso mínimo, motor com litraem igual,( 3 litros aspirados ou 1,4 litros com turbo ou quualquer coisa parecida) dimensões dentro de limites inferior e exterior, esquece a parte elétrica (MGU , M qualquer coisa) e se virem… V6, V8, V10, V12… ao gosto do fabricante. Quem tiver a melhor engenharia leva o caneco…

    • Luiz Alberto Ferreira disse:

      Eu compartilho de sua ideia , capacidade cubica, peso , capacidade de combustível máxima e só, o resto por conta e risco de quem quiser entrar por outro caminho. como já foi em outros tempo.

  4. Isaque Comino disse:

    Sinceramente não sei quanto ao conceito, o croqui também não deve ser definitivo, é apenas um esboço, mais trocando em miúdos se todas essas mudanças não resultarem em mais ação na pista não adianta absolutamente nada, concordo com o fato do DRS, artificialismo demais, espero que consigam uma fórmula que deixem as ultrapassagens mais naturais, que os pilotos briguem por posição e não fiquem restritas a uma ou duas equipes, é um sonho né, mais vai que as cabeças pensantes da F1 consigam essa façanha.

  5. Gabriel Medina, O outro disse:

    Bom, melhor que os carros de hoje é impossível não ser, afinal, os atuais F1 são os carros mais feios da história do esporte.

    Desde 2009, a categoria tá comoletamente perdida, e isso se reflete nos carros, cada vez mais horrendos e também na audiência, cada vez menor.

    Gostei por parecer menor e ter uma asa dianteira menor que as trapizongas de hoje, não gostei de ver o halo ainda lá, se vão mudar o carro inteiro, que resolvam de uma vez.

  6. Alessandro Neri disse:

    Ranzinza não Rodrigo, você apenas tem bom gosto. Ficarão mais feios do que já são. A F1 do novo milênio incansável, sempre se superando em busca do pior absoluto. O horror, o horror…

  7. Felipe Fugazi disse:

    Alguém escreveu lá no FG (e eu concordo) que ficou com cara de um F-E que cresceu.
    Não é de todo mal.
    Eu também preferia os anos 80 e 90 onde você poderia pintar todos carros de branco e ainda saberia quem era a Mclaren MP4/2, a Ferrari F187 ou F189, a Lotus 97T, a Brabham BT52… etc.
    Mas isso hoje é uma utopia.
    Dar diretrizes básicas como peso minimo e dimensões e deixar o pau comer solto é quase certeza quem alguém vai descobrir um Ovo de Colombo e vai vencer todas as corridas com direito a dobradinha.

  8. ags disse:

    Esses carrinhos são desenvolvidos pela Toys R us……….KKKKKKKKKKKK

  9. Bruno Serafim disse:

    Pra mim não importa muito o formato, desde que não sejam aqueles carros medonhos de 2009 a 2016. Contanto que volte a ter mais disputas, o desenho pode ser esse. Para mim, os carros começaram a ficar muito parecidos desde a metade dos anos 80. Diferentes mesmos eram os carros até 77-78, até aparecer carro asa do Colin Chapman.

  10. Antonio Seabra disse:

    A forma é o que menos me preocupa, desde que não sejam aqueles carros com nariz de tamanduá….
    O que eu queria mesmo era carros com menos efeito aerodinâmico total (asas+difusor), para que o carro de trás pudesse seguir de mais perto o da frente, e iria aumentar a velocidade em reta e reduzir a velocidade em curvas, o que obrigaria a freadas mais fortes, e exigiria mais braço do piloto. Esse conjunto de ações facilitaria muito as ultrapassagens, permitindo eliminar o atual DRS idiota.
    Quanto aos pneus de banda mais baixa, Rodrigo, é uma ideia da qual eu gosto muito: reduziria o trabalho do pneu como “elemento de suspensão/amortecimento”, obrigaria o desenvolvimento de suspensões mais elaboradas (melhor engenharia levaria vantagem) e praticamente ELIMINARIA o atual habito idiota de andar por cima das zebras !!!!

    Antonio

  11. Danir disse:

    Fim do DRS, Definição de medidas limite, deixando as formas livres para os projetistas. Limitação do número de pendurucalhos e aletas. Motores aspirados V8, V10 ou V12. Tá bem, pode ser turbo. Maior número de carros na pista; que tal 26? Talvez assim a F-1 volte a ser o que era, sem se transformar num fliperama ou autorama. Quando eu assisto F-1, eu não faço isto para saber qual carro eu vou comprar, Eu quero assistir uma competição entre pilotos e máquinas no limite das possibilidades técnicas e dentro de um regulamento que permita uma diferenciação entre os competidores. Ou alguem acredita que vai comprar uma Alfa Romeu com as mesmas qualidades técnicas do F-1 que leva seu nome ou uma Aston Martin, ou mesmo um Renault? Muito pouca gente pode comprar um carro de rua que tenha as soluções técnicas de um F-1. Tirando a Ferrari, os outros visam o grande consumo ou uma griffe, como é o caso da McLaren. Antes de assistir pela televisão, eu já comprava revistas e ouvia tudo que fosse sobre corridas pelo rádio, e talvez tenha deixado de assistir duas ou tres vezes pela televisão em todos este anos; o que posso dizer é que a F-1 hoje é muito mais comercial e profissional do que antes, mas era muito melhor de se ver no passado. Podia-se ter a preferência por um Piquet, Senna, Fittipaldi, Stewart, Regazzoni, ou outro, mas sempre estavam lá as opções num nível muito alto e muito próximo (carros e pilotos) garantindo que a competição valeria a pena. Devo ser um saudosista, ou então um filósofo. Mas eu preferia como era no século 20.

  12. Felipe disse:

    Depois de inventarem o Halo, o resto é moleza!

  13. Gustavo disse:

    Eu não tenho mais muita disposição para queimar neurônios imaginando eventuais mudanças nos carros visando melhor competitividade, visto que nas últimas décadas as mudanças introduzidas apenas pioraram as coisas.

    Mas, novamente, não consegui terminar de assistir a uma prova, a de Cingapura, terminada há pouco, por tédio.

    Um dos poucos momentos bacanas da prova – o “engarrafamento” Grojean, Sirotkin, Hamilton e Verstappen perto da 40ª volta – terminou com punição ao Francês. Porra… as equipes pequenas já têm de se conformar com a metade final do grid, e ainda têm de abrir mão de disputas por causa dos ponteiros? Foi o único fato da corrida que juntou os ponteiros e deu mínima possibilidade de disputa lá na frente.

    Não tive paciência: desliguei a televisão e fui fazer outras coisas.

  14. Rafael Lima disse:

    Só queria que existisse competitividade na Fórmula 1.

  15. Wilson Carpini disse:

    Uma bosta…. Carro de f-1 de verdade são aqueles dos anos 80… “Punto y basta”

  16. caio murilo disse:

    esse pneu traseiro é bizarro,,,,foje do padrao de normalidade,,,parece um rolo compactador liso de asfalto,,o de chuva deve ser ainda mais impactante..

  17. Teles disse:

    Grande Rodrigo!
    Sinceramente não acredito que este visual vingue,é supérfluo demais para uma categoria como a F1.Não sinto falta apenas dos grandes “pilotos personagens” que tanto abrilhantaram a F1 durante anos,costumo falar que esta cheio de pilotos “Pum sem Cheiro” e digo o mesmo dos projetistas,são todos copia e cola, e não se vê mais as grandes celebridades da prancheta,
    Forte abraço!

  18. jairo faria disse:

    Lembram do primeiro modelo da Ligier com aquela tomada de ar enorme (parecia o morro do pão de açucar RJ), recordam o modelo da Ensing (N179), com a frente toda tomada pelos radiadores,… recordam-se do Arrows A2 (que lembrava um pouco os Auto Union pré grande guerra?), lembram-se do Eiffeland F-1? O primeiro carro da Fittipaldi recordam também? Eu peço esse exercício de memória a vocês para destacar que as leis da física sempre foram as mesmas pra todo mundo desde que o mundo é mundo,.. as leis da física, mais especificamente da aerodinâmica são as mesmas pra todo mundo … e mesmo assim teve “engenheiro” que optou por trilhar caminhos diferentes pra “chega lá”,… e trilhar caminhos diferentes , sabe-se lá como é porque! De nôvo porque as leis da Física são as mesma pra todo mundo!!! Daí geraram os projetos que destaco acima! Se as leis da fisica são as mesmas , não parece natural que em algúm momento as soluções vão convergir para um mesmo desenho? É o que que já esta acontecendo,.. os carros estão parecidos mesmo, por que não tem muito o que inventar,… no máximo um detalhe aqui, outro acolá e fim de papo!,.. Gente avião não é tudo parecido,.. Seja Boing, seja Embraer (finada!) seja Airbus não são rigorosamente iguaiszinhos,.. (fora um detalhezinho ou outro…) gente, me parece que não há muito o que fazer,.. os carros vão ficar cada vêz mais parecidinhos mesmo,… por que as leis da física,….,

  19. joao calango disse:

    Tomara que este novo carro proporcione mais ultrapassagens do que o atual, não sou especialista em aerodinâmica, mas com a asa traseira mais baixa e larga ajuda a diminuir a turbulência para quem vai ultrapassar.

    Já o DRS podia muito bem ser liberado para toda pista, sem limite de uso, com acionamento e fechamento manual.

    Duvido que mudem para os V10 ou V12, mas podiam voltar o V8.

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