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16 de outubro de 2018 - 00:51DTM, Vídeos

Despedida da Mercedes e taça para Paffett no DTM

RIO DE JANEIRO (Que volte logo!) - O DTM despediu-se neste fim de semana, com casa cheia no circuito alemão de Höckenheim, de um ícone da competição germânica. A Mercedes-Benz fez sua última aparição na categoria que ela ajudou a levantar quando ressurgiu no início da última década, após ser ferida de morte quando a FIA – sempre ela – criou o ITC e depois o extinguiu. A estrela de três pontas sai da categoria de turismo para a ABB FIA Fórmula E.

E a prova derradeira (espera-se que a marca de Stuttgart inclusive não demore a voltar) foi em grande estilo, pois a montadora fez do experiente Gary Paffett campeão novamente. E o piloto também despede-se da categoria rumo ao certame dos carros elétricos, já que defenderá a HWA Racelab na temporada 2018/19 que se inicia no dia 15 de dezembro, na Arábia Saudita.

O campeão do ano passado René Rast deixou seu nome marcado na história da categoria: o alemão da Audi venceu as duas provas do fim de semana e chegou ao total de seis triunfos consecutivos – um recorde para o piloto de 31 anos, que ainda foi o vice-campeão, a quatro pontos de Paffett, deixando Paul Di Resta no terceiro posto.

Augusto Farfus fechou um ano modesto, de poucos bons resultados e de um solitário pódio em Brands Hatch, com um 7º lugar na prova final da temporada. Fez apenas 56 pontos e ficou em décimo-sexto. Atrás dele, só Loïc Duval e um surpreendente Jamie Green, em seu pior ano da carreira na categoria.

Agora, o DTM inicia uma nova fase. Carros com motores de cilindrada menor (2 litros com turbocompressor) e pelo menos um novo fabricante, a Aston Martin. Aliás, alguém teria me perguntado em uma rede social – não lembro quem e onde – se eu tinha escutado a transmissão brasileira (não vi, desculpem!) em que teriam comentado de sete montadoras na categoria.

Não acredito que seja possível. A ITR já conseguiu a substituta da Mercedes-Benz após muita luta nos bastidores e tem que reformatar a competição com as que lá estarão. No máximo, tentar convencer os fabricantes a alinhar mais carros – e a Audi já tem mais uma equipe confirmada: é a belga WRT, de Vincent Vosse e Yves Weerts, que é nossa conhecida das séries Blancpain.

Acho todavia que haverá a sinergia com os japoneses, só não sei quando e em que nível.

Acompanhe nos vídeos abaixo toda a ação da etapa derradeira de 2018.

5 comentários

  1. Gabriel Medina, O outro disse:

    Digamos que alguem queira alinhar um NSX GT500 (motor traseiro) no DTM, será permitido?

  2. Léo Pereira disse:

    Mattar… Não ha chance da Mercedes se manter na categoria, com equipes privadas? Sem apoio oficial de fabrica…

  3. Cláudio Cardoso disse:

    O DTM se tornou uma categoria pasteurizada e chata nos últimos anos. Ordens de equipe e cartas marcadas a lá fórmula 1. Uma chatice só. Bem distante das boas disputas dos anos 90 entre Alfa Romeu, Opel, Mercedes e BMW. Se for extinta não fará falta. Até lá Toto Wolf mete o bedelho.

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