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12 de outubro de 2018 - 00:20Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (417)

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RIO DE JANEIRO - Com a devida permissão do querido amigo Alan Magalhães, aí está um dos grandes pilotos brasileiros que não chegou à Fórmula 1, a bordo de um Reynard de Fórmula 3 com motor da sueca Saab. É Maurizio Sandro Sala, que é uma igualmente querida figura do meio do esporte a motor – e que guiava (guia, pois ainda está entre nós) uma barbaridade.

Salinha fez toda a base do automobilismo. Kart, Fórmula VW1300 e Fórmula Ford no Brasil. No exterior, fez bonito na Fórmula Ford 1600 a partir de 1983 e foi muito bem na Fórmula Ford 2000 no ano seguinte. Pegou confiança e passou à Fórmula 3, que mudava seu regulamento técnico, excluindo os chassis de perfil asa para carros de fundo plano.

O modelo 853 da Reynard foi o primeiro construído por Adrian Reynard para a categoria, tendo como inspiração os carros de Fórmula Ford 2000 especialmente no desenho do nariz e do perfil de asa traseira. Mas as semelhanças ficavam por aí. O F3 era inteiramente concebido com monocoque de fibra de carbono, para concorrer com o Ralt RT30. Na época, os modelos fabricados por Ron Tauranac dominavam a categoria na Inglaterra.

Sala aceitou um enorme desafio: desenvolver para a Madgwick Motorsports um carro com motor Saab. Mas houve uma série de problemas que minaram a performance do piloto brasileiro, especialmente ao nível do peso excessivo do propulsor e da eletrônica. Os suecos não quiseram investir na evolução do motor e a campanha de Maurizio e de seu companheiro de escuderia, o inglês Anthony Reid, foi catastrófica. Os dois marcaram apenas cinco pontos e dividiram o 13º lugar na classificação final da temporada vencida por outro brasileiro – Maurício Gugelmin, pela West Surrey Racing.

A história para Salinha seria melhor em 1986, já que o time trocou os motores Saab pelos Volkswagen e as coisas caminharam melhor. Mas não deu para superar Andy Wallace e o vice-campeonato, infelizmente, não lhe abriu portas. Sem patrocínio, Maurizio até chegou a treinar de Fórmula 1 no Estoril, na entressafra de 1985 para 1986 com um carro da Toleman, que viraria Benetton. Depois, o brasileiro viraria a chave sem mágoas, para fazer carreira no Japão e depois no BPR (o embrião do FIA GT), com boas participações também as 24h de Le Mans.

Há 33 anos, direto do túnel do tempo.

1 comentário

  1. Gabriel Medina, O outro disse:

    O McLaren GT1 com pintura da Gulf que Sala dividia com Ray Bellm é um dos carros um clássico particular meu.

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