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25 de outubro de 2018 - 22:12Mundial de Endurance

Fazendo água?

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Até a McLaren, que poderia perfeitamente migrar para o WEC usando como base o modelo Senna GTR Concept, prefere não se envolver com o regulamento dos Hypercars para a temporada 2020/21 num primeiro momento. A incerteza paira no ar…

RIO DE JANEIRO - O regulamento dos chamados Hypercars, que num planejamento de curto/médio prazo substituiriam a atual geração de Esporte-Protótipos LMP1 no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) parece fadado num primeiro momento a fazer água.

Nenhum fabricante se comprometeu até agora em caráter oficial com as novas regras, previstas para entrar em vigor na temporada 2020/21 da competição. Das reuniões preliminares, dos chamados grupos de trabalho, teriam participado vários desses construtores no sentido de elaborar essas regras, incluindo Ford, Ferrari e McLaren.

As três marcas citadas não têm previsão de envolvimento com o WEC e com a classe que não tem sequer nome definido.

“Não acho que estaríamos prontos para o início do novo campeonato”, fala Zak Brown, CEO da McLaren. “As regras não foram finalizadas. Uma possível participação está em revisão”, garante o dirigente.

“Estamos em posição de tomar uma decisão, mas é altamente improvável que o façamos antes do campeonato de 2020″, confirma.

Em princípio, somente Aston Martin e Toyota pareceriam inclinadas a ter os chamados Hypercars e dizem que a BMW também.

Mas, convenhamos, é muito pouco. Para quem tinha uma proposta que parecia a ideal, a turma do WEC está levando ferro adoidado. Por que não seguir um exemplo parecido com a IMSA que, mesmo com a plataforma de chassis LMP2, conseguiu fazer dos DPi uma solução inteligente para alavancar a classe principal de Protótipos nos EUA?

Ah… a velha arrogância europeia…

8 comentários

  1. Pedro Ribeiro disse:

    Chamam os americanos de teimosos, mas os franceses, e o resto dos Europeus se superam com a teimosia… Não é a toa que F1 tá um pé no saco temporada atrás de temporada.

  2. Gustavo disse:

    Pode-se falar o que for dos norte-americanos, mas em termos promocionais e esportivos eles são mestres. E o esporte a motor, nas suas mais diferentes categorias, pulsa firma até mesmo nas menores comunidades.

    A Endurance Brasil (que corre amanhã no Velopark) e o Turismo Nacional BR (prova amanhã em Cascavél) têm sido alentos no Brasil, mas gostaria que tivéssemos 1/4 das condições e da força do esporte a motor estadunidense.

  3. Gabriel Medina, O outro disse:

    Não apostaria um dolar furado no regulamento novo. Até agora, apenas a Toyota parece realmente ter intenções firmes, já a Aston Martin é capaz de qualquer coisa e já está muito “espalhada” em várias categorias – incluindo aí uma bisonha entrada no DTM.

    Vale lembrar que não é coincidência nenhuma essas duas estarem mais interessadas, já que ambas tem projetos muito parecidos com o que se espera da nova classe: Valkyrie AMR e GR Supersport.

    Insistir nessa hyper samba do europeu doido é matar P1, desvincular e desacelerar os P2 e ter o protótipos mais rápidos do mundo em Daytona e não em La Sarhe.

    Melhor não.

  4. Fernando disse:

    Não acho arrogancia, as coisas são muito mais faceis na America, a politica americana está digamos que ainda cagando pros efeitos da poluição, e da utilização de combustiveis foceis, então eles não tem a obrigação de aplicar essa tecnologia nos carros como se tem na Europa, que a cada vez mais sanciona restrições nessa area, ou seja a proposta DP1 dificilmente daria certo na Europa.

    Em questão de tecnologia esses DPi estão bem atras também, as montadoras pouco desenvolvem com eles, a participação na categoria é muito mais por propaganda do que pra desenvolver qualquer tecnologia para se empregar num carro de rua.

    A proposta do Wec sempre é o contrario é testar tecnologias que vão sair das pistas pra rua, e pra isso ele precisa de grandes montadoras dispostas a isso. Em muitos anos apenas a Audi fez isso.

    • Gabriel Medina, O outro disse:

      Fernando, dá uma pesquisada no regulamento proposto do qual estamos falando. Toda essa parte de desenvolvimento de tecnologia será eliminada com a nova classe, os sistema híbridos serão unitários por carros, pouco relevantes/potentes e com desenvolvimento congelado.

      No quesito desenvolvimento tecnológico, o WEC perderá totalmente a relevância entre o primeiro semestre de 2020 (última corrida dos atuais P1H) e 2024 – pretensa estreia dos LMP movidos a hidrogênio.

  5. Fernando Silva disse:

    Bem, eu não sei o que o WEC vai fazer, mas tem o dever de encontrar uma solução que seja viável tanto no quesito financeiro quanto no desportivo. Me lembro que na criação do atual formato do IMSA, em 2014 também houve problemas de regulamento, deixando muita gente insatisfeita, principalmente do lado da antiga Alms, ocasionando inclusive, a debandada de alguns. Mas a IMSA foi persistente e encontrou a solução para suas classes de protótipos, dentro de sua cultura e realidade e o campeonato é o que é hoje…para muitos, melhor que o próprio WEC. Enfim…não é feio copiar práticas que deram certo…fica a dica para o pessoal do WEC/ACO…

  6. Rodrigo disse:

    Mas também não dá para tirar muita medida pelo que a Mclaren diz. A atual administração está mais perdida que “cusco” em tiroteio.

  7. Henrique disse:

    As coisas na FIA, não importa a categoria, sempre parece que são mais difíceis que um normal. Ando me interessando mais pelo WEC e, parece meio preocupante o futuro.
    Ford, Ferrari e McLaren são 3 nomes bem históricos pra fazerem birra.
    Será que a McLaren, nessa capenga na F1, vai se envolver em outras categorias? O ‘pojeto’ Indy já foi pra gaveta.

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