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12 de novembro de 2018 - 15:01Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (423)

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RIO DE JANEIRO - Dia 12 de novembro de 1995. Naquela data, a Fórmula 1 se despedia de Adelaide como sede do Grande Prêmio da Austrália, com uma corrida que teve status de carmageddon.

Largaram 22 pilotos, porque Mika Häkkinen se acidentara durante os treinos e lutava pela sobrevivência, em coma num hospital. E Luca Badoer, com problemas mecânicos, não pôde alinhar com sua Minardi.

Um monte de gente quebrou, outro tanto bateu. Só oito pilotos terminaram a corrida. Entre eles, o moço do carro da foto.

Pedro Lamy, então com 23 anos, entrava para a história. Com o 6º lugar alcançado ao volante da Minardi, o português se tornava o primeiro piloto de seu país a pontuar na Fórmula 1. Antes dele, somente Mário “Nicha” Cabral (ainda vivo, aos 84 anos) havia conseguido alinhar para provas oficiais, contudo sem chegar na zona de pontuação. Ele foi 10º colocado no GP de Portugal de 1959, disputado em Monsanto.

Veio outro Pedro, o Matos Chaves, antes de Lamy. Mas seu azar foi guiar para a péssima Coloni na temporada de 1991 e o piloto, que vinha de boa reputação nas categorias menores, foi absolutamente incinerado na Fórmula 1. Lamy era de uma geração que revelou outros ótimos nomes – Pedro Couceiro, Gonçalo Gomes, João Barbosa, Diogo Castro Santos – mas que não tiveram a felicidade de chegar à categoria máxima.

E é sempre bom lembrar que Lamy tinha um contrato para correr na Lotus em 1994 após fazer quatro provas no ano anterior, quando estava na Fórmula 3000. Depois do GP de Mônaco, sofreu um pavoroso acidente num teste em Silverstone. Fraturou as duas pernas e só voltaria à categoria no GP da Hungria de 1995, sucedendo Pier Luigi Martini, o piloto com mais corridas disputadas na história da Minardi.

Lamy foi protagonista naquele histórico GP da Austrália de uma sequência um tanto quanto constrangedora de rodadas, mas enquanto outros ficavam pelo caminho, o lisboeta sobreviveu e deu a Giancarlo Minardi a alegria de um pontinho somado no último GP daquela temporada.

Há 23 anos, direto do túnel do tempo.

1 comentário

  1. Pedro Ribeiro disse:

    Sinceramente, Adelaide (com o traçado original, não o dos Supercars de hoje) era bem melhor que Albert Park.

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