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7 de janeiro de 2019 - 10:27IMSA

ROAR Before The Rolex 24: Mazda quebra recorde extra-oficial em Daytona

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Com o Mazda DPi #77 do Team Joest, Oliver Jarvis quebrou uma marca que já perdurava há quase 26 anos: o britânico é o novo recordista extra-oficial da pista mista de Daytona para a IMSA

RIO DE JANEIRO - Desde a última sexta-feira até domingo, as equipes confirmadas na edição 2019 das 24h de Daytona participaram do ROAR Before The Rolex 24 – sessões obrigatórias de treinos para quem participará de uma das corridas de Endurance mais importantes dos EUA e do mundo inteiro.

E neste evento, foi quebrado um recorde extra-oficial que já perdurava por quase três décadas.

No “qualifying” – escrevo entre aspas para esclarecer que a definição do grid para a corrida só acontece no próximo dia 23 – promovido pela IMSA para a definição de garagens e pit boxes para o evento de abertura da temporada 2019, o britânico Oliver Jarvis derrubou o melhor tempo da história do circuito misto para protótipos, cortesia dos incríveis Toyota Eagle MkIII da equipe de Dan Gurney.

A marca de 1’33″875, alcançada nos treinos para as 24h de Daytona de 1993 foi liquidada pelo piloto do Mazda Team Joest, agora o autor da nova melhor volta da pista – 1’33″398, com o carro #55 guiado por Harry Tincknell, também da mesma equipe, a 0″025.

Notável o feito de Jarvis e dos protótipos DPi, num tempo em que os bólidos não têm a mesma eficiência aerodinâmica que era empregada no Toyota Eagle da IMSA – que era um herdeiro legítimo dos modelos Grupo C, que trabalhavam com muito downforce. A título de comparação, a melhor volta do “qualifying” do ano passado foi 1’35″806, do brasileiro Felipe Nasr.

Sem medo de errar, parece lógico que a troca dos pneus Continental pelos Michelin, bem como o incremento de potência de motor que a IMSA autorizou para os DPi fez com que o tempo de referência registrado em 2018 fosse baixado em quase dois segundos e meio – e isso no automobilismo é uma eternidade.

A Penske saiu dos treinos com o 3º melhor tempo, registrado por Ricky Taylor no carro #7, enquanto a quarta marca foi de Filipe Albuquerque no Cadillac DPi e a quinta, de Felipe Nasr – que melhorou em um segundo e quatro décimos seu tempo do ano passado.

Fernando Alonso e Kamui Kobayashi viram o titular Jordan Taylor marcar a sexta melhor volta do treino. O espanhol bicampeão mundial de Fórmula 1 completou 46 voltas ao longo dos três dias de atividades, marcando 1’35″018 em sua passagem mais rápida, no sexto treino livre – de um total de sete. Koba rodou em 1’35″398 na melhor passagem do japonês, registrada na quinta sessão.

Rubens Barrichello, que estará na disputa com a JDC-Miller Motorsports, andou um total de 34 voltas e no sexto treino, fez sua melhor volta em 1’35″674. No “qualifying”, Tristan Vautier ficou em nono. O mais rápido entre os LMP2 foi o #52 da PR1/Mathiasen Motorsports, com o francês Gabriel Aubry registrando 1’35″930 – quase dois segundos e seis décimos pior que a melhor volta geral do ROAR, porém, bem melhor que o 1’37″274 registrado pelo melhor protótipo com motor Gibson V8 nos treinos do ano passado.

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Um bom começo para a última temporada do Corvette C7-R: Jan Magnussen foi o mais rápido dos treinos da GTLM

Na GTLM, quem deu as cartas foi o bom e velho Chevrolet Corvette C7-R, que vai oficialmente para a sua última temporada no automobilismo. Jan Magnussen fez a melhor volta do fim de semana em 1’42″651 – praticamente um segundo inteiro melhor que a volta mais rápida registrada em 2018. O dinamarquês superou o Ford GT de Richard Westbrook por 0″128, com Joey Hand em terceiro no outro Ford e Earl Bamber em quarto a bordo de um dos Porsche 911 RSR oficiais de fábrica.

A Risi Competizione teve a única Ferrari inscrita com o 6º melhor tempo, à frente da mais rápida entre as duas BMW, a #24 guiada por John Edwards. Registre-se que Alex Zanardi participou de todas as atividades e mesmo sendo o mais lento entre os pilotos da GTLM com 1’44″340, foi o mais querido e celebrado por todos os participantes. Aos 52 anos, o italiano é um exemplo em todos os sentidos. Um mito vivo das pistas – e é uma felicidade poder vê-lo num carro de corrida novamente.

IMSA WeatherTech SportsCar Championship

Bia Figueiredo foi o grande destaque da tripulação 100% feminina do Acura #57 da Meyer-Shank Racing, com o melhor tempo do “qualifying” da GTD no ROAR Before The Rolex 24 (Foto: Rick Dole/IMSA)

Já na GTD, que encerrou seus treinos no sábado, tendo cumprido cinco sessões de treinos livres, mais o “qualifying”, a brasileira Bia Figueiredo saiu em altíssima conta. Ela, que por lá ainda é conhecida como Ana Beatriz, foi a mais rápida da categoria no treino de definição de pit boxes e garagens.

Com o tempo de 1’45″537, ela só ficou a quatro milésimos do parceiro de equipe Trent Hindman, que no outro Acura NSX-GT3 EVO da Meyer Shank Racing fez a volta mais rápida do ROAR na categoria mais numerosa de inscritos – são 23 carros confirmados para Daytona.

O treino da categoria era para pilotos de graduação prata ou bronze e a P1 Motorsports deu uma de “Johnny Without Arm”, colocando na pista um piloto de graduação ouro ou platina, no caso o austríaco Dominik Baumann, que foi o mais rápido de fato.

Logo, o tempo do Mercedes-AMG #71 foi cancelado e Bia teve todos os holofotes para si. O tempo dela foi bem melhor que a volta mais rápida da categoria nos treinos do ano passado, quando Mirko Bortolotti fez 1’47″374.

Na sequência da brasileira, Frankie Montecalvo trouxe o Lexus #12 da novata AIM Vasser Sullivan, a 0″050 da brasileira, com Ben Keating em quarto atrás do Acura de Trent Hindman. Jeff Westphal classificou a Ferrari #63 da Scuderia Corsa em quinto, com a Montaplast by Land Motorsport fechando o rol dos seis melhores – numa sessão em que 14 dos carros que andaram estavam dentro do mesmo segundo.

Dentre os brasileiros restantes na GTD (e são mais quatro), a Ferrari #13 da Via Italia Racing foi conduzida por Victor Franzoni, que fez um belo trabalho. O jovem piloto paulista marcou 1’45″903 e foi o oitavo mais rápido do “qualifying”. Antes, numa das sessões livres, ele fizera sua melhor volta no ROAR em 1’45″842, percorrendo 31 voltas.

Marcos Gomes marcou 1’46″375 (15 voltas completadas) e Chico Longo deu 71 giros – o melhor deles em 1’47″744. A Via Italia Racing anunciou durante o evento que o quarto piloto a bordo do carro será o italiano Andrea Bertolini, de muita experiência a bordo de modelos GT, principalmente Ferrari.

Daniel Serra não andou no treino de definição de garagens e pit boxes. Mas fez o melhor tempo da Ferrari #51 da Spirit Of Race durante todo o fim de semana – 1’45″954, dois décimos abaixo do experiente português Pedro Lamy. Na sessão de “qualifying”, Paul Dalla Lana ficou em 19º lugar após um acidente sofrido pelo próprio piloto canadense na sessão anterior. Um belo trabalho dos mecânicos do time helvético recuperou o carro a tempo.

De um total de 147 pilotos constantes na lista de inscritos do ROAR, somente três não entraram na pista: Jackie Heinricher já estava fora, pois segue com uma lesão nas costas e dificilmente deve correr as 24h de Daytona. Em seu lugar estará Christina Nielsen. Por opção dos times, Dirk Werner e Markus Winkelhock, inscritos respectivamente por Black Swan Racing e Moorespeed, não completaram uma única volta.

Agora é aguardar a confirmação oficial dos pilotos que estarão a bordo dos 47 carros que em 26 e 27 de janeiro darão a largada para a temporada 2019 da IMSA.

1 comentário

  1. Fernando Silva disse:

    Grande estreia da Ana “Bia Beatriz na temporada…ela merece uma vaga em tempo integral…quem sabe, fazendo um bom trabalho na prova surge uma…
    Quanto ao Serra, o mesmo carro que o tem na tripulação, o que já torna o carro favorito da classe, também tem o Dalla Lama…veremos…E o trovão hein…vai deixar saudades até para os adversários ao final desta temporada.

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