MENU

13 de fevereiro de 2019 - 12:55Fórmula 1

Contrato de risco

petrobras-fuel-supplier-of-mclaren-formula-1

RIO DE JANEIRO - A parceria entre McLaren e Petrobras pode não ter sequência em 2019.

O novo governo pretende realocar os investimentos em patrocínio da estatal. A cultura já sofreu o primeiro golpe da nova administração federal. Os investimentos vão ser direcionados à educação infantil.

O GRANDE PRÊMIO apurou que o MCL34, novo carro da equipe que será apresentado amanhã em Woking, às 10h da manhã (horário de Brasília), pode já não vir com o logo da Petrobras – que ano passado fechara um acordo com a tradicional escuderia britânica para o desenvolvimento de lubrificantes e combustíveis. Mais cedo, em vídeo que gravei para o GP nas mídias sociais, alertei que o contrato corre “seríssimo risco” de ser rompido.

O valor desse patrocínio é de £ 10 milhões (48 milhões de talkeys na cotação atual). A decisão de romper o acordo é do presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Veremos no que isso afeta a relação entre a McLaren e o piloto brasileiro Sérgio Sette Câmara, que irá para mais um ano na Fórmula 2, pela francesa Dams.

7 comentários

  1. Evandro Nunes disse:

    Realmente será uma pena se esse investimento seja retirado e comprometa apoio a pilotos e projetos brasileiros no automobilismo. Pagar o preço de governos corruptos que agora prejudicam esse tipo de investimento e lamentável.Talvez se a Petrobras não tivesse passado por tantos problemas de administração e corrupção, não haveria esse provável corte.

    • Rodrigo Mattar disse:

      Evandro, sem querer defender, mas não é o esporte e a cultura que têm que pagar esse preço. Você resolve muitos problemas taxando imposto de quem devia pagar e não paga. Ou então mudando o sistema previdenciário dos militares. Governo nenhum mexe nesse vespeiro e muito menos coloca o dedo na ferida dos impostos que “entidades sem fins lucrativos”, como por exemplo as igrejas – inclusive a católica e as neopentecostais que surgem a três por dois em qualquer esquina – a Universal, não sei se você sabe, tem filiais no Chile e na Argentina. Ninguém contou: eu vi.

    • Kleber disse:

      Não quero te julgar Evandro, mas você está repetindo o que a “mídia especializada” em economia e política diz há 4 anos. Mídia especializada mesmo, apenas a automobilística, que temos o prazer e o privilégio de acompanhar aqui no Grande Prêmio, essa sim tem credibilidade para falar (até de política e economia).

  2. Claudio disse:

    Se o contrato for rompido de fato, será uma pena. Nesse cenário a chance do Sette Câmara ser kickado é muito alta.

  3. André Nascimento disse:

    Pode até fazer o distrato mas a imagem da Petrobras vai ficar (ainda) mais chamuscada e ainda pagar uma bela multa ao time inglês. Uma pena é que a carreira do Sette Camara pode ficar no penalty..

  4. Eduardo disse:

    Realmente, tudo haver a Petrobras parar de investir em algo que é próprio da atividade da empresa (desenvolvimento de óleo e combustível) para investir em educação infantil, fazendo o papel de governo. Bando de idiotas!

  5. joao calango disse:

    Rodrigo, se não fosse a posição da Petrobrás em patrocinar o esporte olímpico, deixando a Formula 1, a McLaren utilizaria, mesmo assim, os produtos da Petrobrás?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>