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22 de janeiro de 2013 - 02:52Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (33)

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RIO DE JANEIRO - Bem que a foto que ilustra esta postagem poderia ser um belo spoiler do filme “Rush”, dirigido por Ron Howard e que conta como foi a briga pelo título mundial de Fórmula 1 de 1976 entre Niki Lauda e James Hunt, com lançamento marcado para 20 de setembro deste ano. Mas é o registro exato do momento em que o austríaco da Ferrari abdicava de brigar pelo bicampeonato, no começo do GP do Japão.

Naquela corrida, os pilotos foram forçados a largar, mesmo numa pista impraticável e encharcada por uma chuva inclemente no circuito de Mount Fuji. Preocupado com o horário do satélite da transmissão internacional, Bernie Ecclestone, influente o bastante para mexer seus pauzinhos, conseguiu que os 25 pilotos classificados alinhassem e largassem.

Houve quem, sem nenhum compromisso com o campeonato, abandonasse de forma voluntária a disputa, em represália às péssimas condições de segurança. Emerson Fittipaldi, piloto e dono de equipe, foi um deles. Ironicamente, a dupla da Brabham, dirigida por Ecclestone, também tomou o rumo dos boxes: primeiro Larry Perkins, depois José Carlos Pace.

Terceiro no grid, Lauda passou em nono na primeira volta e abrandou de forma abrupta o ritmo na segunda passagem para entrar nos boxes, quando já caíra para 21º, à frente de Moco e Fittipaldi. Sem qualquer explicação, encostou a Ferrari 312T e deixou o cockpit. Ao primeiro jornalista que perguntou a razão do abandono, Lauda respondeu, na lata.

“Paura!” (medo, em italiano)

Para quem, como ele, sobreviveu bravamente após o grave acidente sofrido em 1º de agosto de 1976 em Nürburgring, não era defeito ter medo. Tanto o austríaco não tinha medo, que no ano seguinte ganhou mais um título mundial pela Ferrari, calando a boca dos que o taxavam de “acabado”.

Há 37 anos, direto do túnel do tempo.

2 comentários

  1. Podcast F1 Brasil / Carlos Del Valle disse:

    Outro dia li sobre Lauda dizendo que estava completamente apavorado mesmo. A gente fica com pena por ver um mega-campeão perder um título, mas só ele que estava lá, com certeza ainda com dor física e emocional decorrente das lesões contraídas no Nurburgring, sabe o que é passar o risco de se espatifar na cegueira aquática e ver tudo acontecer de novo…

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