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4 de abril de 2013 - 10:40Memorabilia, Motovelocidade

O último ‘duplo’ campeão

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RIO DE JANEIRO - Uma vez que nos aproximamos do início do Mundial de Motovelocidade, que dá a largada neste fim de semana em Losail, no Catar, cabe lembrar aqui do último piloto que venceu dois campeonatos num mesmo ano. Foi em 1985 e a façanha coube a “Fast” Freddie Spencer.

Nascido Frederick Bourdette Spencer em 20 de outubro de 1961 na cidade de Shreveport, na Louisiana, “Fast Freddie” tem números impressionantes numa carreira pontuada por inúmeras lesões (principalmente tendinite) que o fizeram abandonar o motociclismo prematuramente, aos 32 anos, em 1993. Foram 27 vitórias no Mundial de Motovelocidade em somente 72 corridas disputadas, 39 pódios, 33 pole positions e 24 recordes de volta em prova.

Campeão das 500cc em 1983 e impedido de repetir o feito em 1984 por ficar de fora em cinco corridas, “Fast Freddie”, com o apoio do HRC, apareceu para a temporada de 1985 inscrito tanto nas 500cc quanto nas 250cc. Os adversários não acreditavam naquilo. Seria capaz do garoto, então com 23 anos, andar tão bem em duas máquinas distintas?

Se não era possível para outros, Spencer mostrou que tinha talento de sobra para ser campeão com o que quisesse e pudesse. Num ano livre de lesões, o estadunidense matou a pau. Conquistou seis vitórias consecutivas nas 250cc e quatro nas 500cc. Em cada campeonato, venceu sete vezes no ano. Campeão antecipado das 250cc na 10ª etapa e das 500cc na penúltima, nem se preocupou em correr na última do ano.

Infelizmente para o motociclismo e seus fãs, aquele foi o último grande momento de Spencer no Mundial. A Honda teve paciência com ele por mais dois anos, mas não renovou o compromisso e “Fast Freddie” teve em 1988 um ano sabático. Voltou na temporada seguinte pela equipe Marlboro-Yamaha chefiada por Giacomo Agostini e seu melhor resultado em 10 etapas de que participou foi um 5º posto na Espanha. Sua despedida foi em 1993, com um melancólico décimo-quarto lugar na Itália, alinhando uma YZR500 da equipe Yamaha França.

4 comentários

  1. David Félix disse:

    Rodrigo,

    Faz um especial com a história do Wayne Rayne cara… eu adorava ele pilotando aquela moto Lucki Strike e lutando curva a curva com Eddie Lawson que até de F-Indy andou…

  2. Rodrigo disse:

    Parabéns por resgatar a história de grandes nomes do passado. Gostaria de ver vc falar de Carlos Lavado qualquer dia destes.

    Sobre Spencer, lembro que ainda fez a pole position no GP da Espanha de 1986 (abertura do campeonato) e liderou a prova até perder a sensibilidade da mão que aciona o acelerador. Isso, pelo que me lembro, foi causado por uma lesão mal curada adquirida no final de 1985 (por isso não participou da ultima prova daquele ano) e que impediu o americano de disputar o resto da temporada de 1986 (exceto uma prova no meio do ano, que não lembro qual, onde ele teve desempenho decepcionante).

    Em 1987 ele teve azar novamente já no inicio do ano e disputou poucas provas, sendo que, já fora de forma, levou alguns tombos tentando andar no ritmo dos pilotos de ponta. Esses tombos agravaram mais as suas lesões e a Honda perdeu a paciência com ele, acho que no inicio de 1988.

    Em 1989, como vc bem mencionou, não conseguiu nada de mais na equipe de Giacomo Agostini. Nem ele, nem o companheiro de equipe, Nial Makenzie, que pelo menos subiu ao podio. Esse mal desempenho da equipe campeã de 3 das 6 temporadas anteriores, fez com que a Marlboro fosse apoiar a equipe de Roberts em 1990.

    Não lembro o que Spencer fez entre 1989 e 1993. Ele correu nos EUA? Só sei que perdemos a oportunidade de ver este grande talento,por mais alguns anos e que teria proporcionado grandes pegas com Gardner, Schwantz, Lawson, Rainey, Mamola e Doohan (no inicio de sua carreira).

    Abraços
    Rodrigo Silva

  3. Jonny'O disse:

    Existia na epoca a teoria que a tendinite foi causada justamente por ele correr em duas categorias ao mesmo tempo, de qualquer forma foi uma pena o fim prematuro do piloto, isso era comum ainda nos anos 80, depois a evolução da preparação e tecnologia pra concertar fraturas melhorou um absurdo e proporcionou um aumento significativo no tempo de carreira de um motociclista.

    Entre as carreiras curtas por lesões se destacam, Virginio Ferrari, Steve Baker e Pat Hennem.

    Ferrari era vice campeão em 79, e passou 3 anos caindo e sofrendo terrivelmente com um pulso mal curado, quando retornou com uma boa chance em 84 na Yamaha ,não tinha mais a velocidade de 79 ,já era.

    Steve Baker foi um sucesso meteorico também, em dois anos era já o campeão das 750cc e vice das 500cc em 77. Em 78 foi correr no time Suzuki Gallina Nava no lugar do já decadente Bonera ao lado de Virginio Ferrari (que venceu Nurburgring !!! minha nossa!!!!)e depois de uma serie de acidentes se retirou do mundial.

    Pat Hennen veio em 76 ser companheiro de Sheene na Suzuki e era frequente no podium e foi o 1ª americano a vencer ua etapa no mundial , mas de novo um acidente acabou com sua carreira em 78.

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